Queda do juro no Brasil é estrutural, diz Ministério da Economia
Entre 2011 e 2013, queda de juros foi feita “na marra” e se tornou insustentável. Agora, Selic menor é vista como sustentável

A consolidação fiscal e a inflação ancorada permitiram ao Banco Central trazer a taxa de juros básica (Selic) para o menor valor histórico, atualmente em 5,5% ao ano, e com várias instituições prevendo redução nesse valor, tanto nesse, como no próximo ano.
É com essa frase que a Secretaria de Política Econômica, do Ministério da Economia, abre a parte da nota “Muito Além da Previdência: A economia nos primeiros nove meses de governo”, na qual constata que a queda do custo do dinheiro no país é estrutural.
“No período de 2011 a 2013, tentou-se reduzir os juros na marra, não levando em conta os fundamentos da economia. A inflação esperada não acompanhou o movimento de queda dos juros e essa se tornou insustentável. No atual governo, diferentemente, a redução dos juros reais é resultado de políticas monetárias e fiscais estruturais, sendo, portanto, sustentável”, diz a SPE.
Principais vetores
Segundo a SPE, três políticas contribuem para essa trajetória de queda estrutural do juro:
- o controle sistêmico das despesas públicas, que garante um cenário de equilíbrio fiscal de longo prazo
- redução substancial do direcionamento de crédito, melhorando as condições do mercado de crédito livre
- redução da meta de inflação, conjugada à credibilidade da política monetária
Para avaliar a sustentabilidade da queda dos juros, a SPE considera a evolução da taxa de longo prazo em comparação à inflação implícita. Na figura abaixo, observa-se uma queda substancial da taxa de juros longa, alcançando o mínimo histórico. Além disso, observa-se de forma concomitante a queda da inflação esperada, o que indica a sustentabilidade da queda dos juros.
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Consequências
O que se espera dessa redução estrutural dos juros, segundo a SPE, é uma expansão do volume de crédito, a criação de um ambiente mais previsível, que favorece planejamento de longo prazo, e uma redução no custo de carregamento da dívida pública.
“Esses resultados virtuosos na inflação e nos juros são resultado direto da política econômica adotada pelo Governo nesses primeiros meses. O País está definitivamente conquistando um ambiente favorável à retomada do crescimento. É preciso perseverar no mesmo rumo e continuar promovendo as reformas essenciais para a retomada vigorosa das taxas de crescimento na economia brasileira.”
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