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Vinícius Pinheiro

Vinícius Pinheiro

Jornalista e escritor, é diretor de redação dos sites Money Times e Seu Dinheiro. Formado em Jornalismo e com MBA em Derivativos e Informações Econômico‑Financeiras pela FIA, tem mais de 25 anos de experiência e passou por redações como Valor Econômico, Agência Estado e Gazeta Mercantil. É autor dos romances Os Jogadores, Abandonado e O Roteirista

Oferta de ações

JSL pode embolsar até R$ 926 milhões no IPO da Vamos com venda de ações e dividendos

A abertura de capital da Vamos, empresa de locação de caminhões e máquinas do grupo logístico, pode movimentar até R$ 1,276 bilhão, mas 73% desse dinheiro pode parar no bolso do controlador

Vinícius Pinheiro
Vinícius Pinheiro
9 de abril de 2019
14:48 - atualizado às 9:53
Caminhão da JSL
Participação da JSL na companhia pode ser reduzida para até 50,01% após a ofertaImagem: Divulgação

A locadora de caminhões e máquinas Vamos, do Grupo JSL, pretende usar uma parte dos recursos captados de investidores via oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês) na B3 para pagar dividendos aos próprios acionistas.

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A abertura de capital da Vamos na B3 pode movimentar até R$ 1,276 bilhão. A estimativa considera o preço máximo por ação definido na faixa indicativa, que varia de R$ 17 a R$ 21, e a venda de todos os lotes previstos na operação.

Mas desse total só R$ 350 milhões devem efetivamente ficar no caixa da empresa. Os outros R$ 926 milhões, ou 73% dos recursos, podem parar no bolso da JSL.

O grupo de logística pode conseguir até R$ 714,3 milhões com a venda de parte de suas ações na oferta. Após o IPO, a participação da JSL, que hoje é de quase 100%, pode ser reduzida para até 50,01%, o suficiente para se manter no controle.

A Vamos também pretende captar R$ 562 milhões com a emissão de novas ações. Só que uma parte desse dinheiro também vai parar no bolso da JSL. Isso porque a empresa pretende destinar R$ 211,4 milhões captados dos novos sócios para pagar dividendos que já foram declarados aos acionistas.

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Em crescimento

Apesar dos pontos nebulosos, a Vamos tem pelo menos uma característica que costuma atrair investidores na bolsa: está em crescimento.

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A empresa que nasceu como uma "costela" da JSL encerrou o ano passado com uma frota de 10.862 unidades, sendo 8.755 caminhões ou similares e 2.107 máquinas e equipamentos. A Vamos conta ainda com uma rede de 40 lojas, formada por 14 concessionárias de caminhões e ônibus da marca VW/MAN, 15 concessionárias de máquinas e equipamentos agrícolas da marca VALTRA e 11 lojas de seminovos.

A receita líquida da companhia atingiu R$ 983,3 milhões em 2018, um aumento de 46% em relação ao ano anterior. Na mesma base de comparação, o lucro líquido da companhia cresceu 26%, para R$ 116,3 milhões.

Resta saber por que o controlador está vendendo parte relevante de suas ações no IPO se o negócio é tão bom e tem potencial de alta.

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Cronograma

Pelo menos 10% das ações no IPO da Vamos devem ser vendidas a investidores no varejo, que possuem de R$ 3 mil a R$ 1 milhão. Se você se interessou, o período de reserva vai de 16 a 26 de abril e a definição do preço da ação está prevista para o dia 29.

Caso a ação saia no teto da faixa indicativa, a empresa pode chegar à bolsa valendo R$ 2,6 bilhões.

As ações da Vamos serão negociadas na B3 com o código "VAMO3". O Bradesco BBI é o coordenador-líder do IPO. Outras sete instituições atuam na operação: BTG Pactual, Santander, BofA Merrill Lynch, XP Investimentos, BB Investimentos, Caixa e Credit Suisse.

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