Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Bruna Furlani

Bruna Furlani

Jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB). Fez curso de jornalismo econômico oferecido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Tem passagem pelas editorias de economia, política e negócios de veículos como O Estado de S.Paulo, SBT e Correio Braziliense.

Petroleira de peso

PetroRio: de patinho feio a cisne, petroleira de Nelson Tanure teve valorização de 90% na bolsa desde o início do ano

Ainda que os papéis da empresa tenham obtido grande alta nos últimos meses, o investidor deve tomar cuidado com algumas posturas da empresa

Bruna Furlani
Bruna Furlani
7 de abril de 2019
6:01 - atualizado às 9:53
Plataforma de Polvo, da PetroRio (PRIO3)
Plataforma de Polvo, da PetroRio - Imagem: Divulgação

À primeira vista, pode não parecer. Mas a trajetória da petroleira PetroRio e o conto infantil que narra a história de um patinho que desde cedo é rejeitado pela mãe e irmãos por conta de sua aparência tem muita coisa a ver.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Isso porque desde que a antiga HRT virou PetroRio, a empresa mudou de forma drástica não só internamente como também aos olhos dos gestores. Em uma reviravolta, a companhia passou de patinho feio para cisne e isso refletiu no preço de suas ações, que tiveram alta de 90% desde o início do ano.

Mas o que teria ocorrido? Cerca de quatro anos atrás, a mudança começou com a troca de gestão. Na época, a PetroRio passou a ter como um dos principais acionistas o empresário Nelson Tanure, que é conhecido por adquirir empresas que estão com problemas financeiros graves e até mesmo em recuperação judicial.

Além das alterações no comando, ela deixou de investir em campos em que antes não existia a comprovação de petróleo e adotou uma visão bastante agressiva de entrega de resultados.

Depois de tanto "bafafá" e especulações sobre a possibilidade de ser ou não uma bolha, fui conversar com algumas pessoas do mercado para entender melhor o que mudou na empresa e saber se ações podem subir ainda mais. Apenas para deixá-lo curioso, já te adianto que ainda há potencial de alta para o preço dos papéis.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Estranheza à primeira vista

Para quem cobre mercado financeiro, uma das primeiras coisas que um jornalista busca antes de fazer uma pauta sobre empresas de capital aberto é conversar com analistas que fazem a cobertura da empresa. Ao contrário das empresas em geral, não há nenhuma casa responsável por analisar as ações da PetroRio, pelo menos segundo o portal de relações com investidores.

Leia Também

As ações ordinárias da companhia (PRIO3) fazem parte hoje do índice de small caps (empresas de menor valor de mercado), mas a liquidez ainda restrita leva as corretoras a deixarem a empresa fora da cobertura.

Diante das dificuldades, fui bater um papo com dois gestores de fundos que investem um pequeno percentual da carteira na petroleira. Por conta da posição que possuem na companhia, eles falaram sob a condição de não serem identificados.

Da água pro vinho 

A primeira pergunta que todo investidor costuma fazer é: como a PetroRio passou de patinho feio para cisne? A empresa chegou a passar por maus bocados e quase quebrou, mas desde a entrada da nova gestão e da mudança de estratégia de investimentos, ela se transformou e para melhor.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na opinião de um dos gestores com os quais eu conversei, o botão de crescimento da empresa começou a ser pressionado quando ela voltou-se para a exploração de campos maduros. Ou seja, passou a investir em campos que já foram bastante desenvolvidos por outras companhias. Isso é positivo porque a empresa consegue reduzir os riscos ao trabalhar com mais dados históricos sobre os locais de exploração. 

Até 2014, a companhia trabalhava apenas com campos novos. Ao mudar a estratégia, uma das primeiras aquisições foi a do campo de Polvo, localizado na Bacia de Campos. Segundo um dos especialistas, durante a primeira fase, a empresa refez alguns contratos, melhorou processos e com isso, os custos passaram de cerca de R$ 240 milhões para próximo de R$ 100 milhões ao ano. 

Na segunda fase, por conta da queda de produção - que é natural depois de um tempo de exploração -, a companhia optou por ativar poços que estavam abandonados e assim, estendeu a vida útil do campo e fez com que a sua produção não tivesse uma redução tão brusca.

Mas a maior mudança veio quando a PetroRio verificou a presença de potenciais prospectos (reservatórios) que poderia explorar e que poderiam fazer com que ela retomasse a produção no campo de Polvo, com duas perfurações adicionais bem-sucedidas. Com isso, a vida útil do campo foi postergada até 2030.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quando o jogo virou

Mas os investimentos não pararam por aí. Com uma boa quantidade de caixa disponível para investir, a empresa aproveitou o interesse da petroleira americana Chevron em vender a sua participação no campo de Frade - também na Bacia de Campos - para adquiri-la. E foi a partir dessa aquisição que o jogo mudou pra valer com a diversificação do portfólio e o potencial do campo.

Segundo um dos gestores consultados, a vantagem do negócio é que, por conta de um vazamento de petróleo no local em 2011, a Chevron havia abandonado a exploração do campo por um tempo.

"Como esse campo parou no meio do seu processo de desenvolvimento, a PetroRio vai ter a oportunidade de explorá-lo com risco próximo de zero, porque ela possui mais dados históricos sobre o poço. Na minha visão, isso deve aumentar em cerca de 20% a operação", destacou um dos especialistas.

Para ele, o interessante da aquisição é que, como a empresa já tem a expertise necessária para explorar esses campos, ela pode fazer uma "espécie de copia e cola" com o que já foi em Polvo. Além disso, como ambas têm sinergia e compartilham da mesma base logística, seria possível criar uma estrutura entre os dois campos e compartilhar o conhecimento que adquiriu ao longo do tempo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na visão do gestor, nos próximos meses, se a empresa for bem-sucedida na perfuração de quatro poços de Frade, as estimativas apontam que a vida útil do poço poderá ser estendida até depois de 2040.

Tchau Petrobras, olá PetroRio

Outro gatilho que pode impulsionar bastante as ações da empresa é justamente o fato de que a Petrobras vem fazendo cada vez mais desinvestimentos. E isso impacta diretamente na PetroRio, que é uma candidata natural a comprar os ativos da estatal.

Segundo me explicaram os gestores, para a PetroRio os negócios interessam porque ela consegue reduzir os custos de produção e de abandono do poço justamente por ser menor e ter maior agilidade para mudar.

Ao infinito e além

Apesar da alta que a ação já teve, um dos gestores ainda me apontou que os papéis ainda não capturaram o potencial do campo de Frade. Segundo ele, o mercado ainda não entendeu o potencial desse ativo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Se hoje ele produz 20 mil barris por dia, com as intervenções no campo, ele deve produzir cerca de 16 mil barris adicionais por dia. Isso fora a produção de Polvo", destacou o especialista.

Além das perspectivas positivas, a empresa divulgou um balanço positivo. No ano passado, o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) ultrapassou os 20% e a margens operacionais ficaram por volta de 32%.

A geração de caixa ajustada (Ebitda, que é o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da empresa fechou o ano em R$ 278,811 milhões e a empresa terminou 2018 com lucro líquido de R$ 204,875 milhões, uma alta de 302% em relação ao ano anterior. Por conta da forte posição de caixa e do baixo volume de dívidas, ela poderá aproveitar oportunidades deixadas especialmente pelo programa de desinvestimentos da Petrobras.

Olhos bem abertos

Mas é claro que tudo tem o seu preço. Um dos maiores riscos que o investidor corre ao apostar nesse tipo de empresa é o fato de ela ser uma petroleira. A razão é que ela está atrelada aos altos e baixos do preço da commodity.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outro ponto é que a empresa tem como um dos principais acionistas o polêmico empresário Nelson Tanure, que é conhecido por investir em empresas que estão em recuperação judicial e com graves problemas financeiros. O CEO da companhia é Nelson Queiroz Tanure, filho do empresário.

Na opinião de um dos gestores com o qual eu conversei, a governança é justamente um dos fatores que mais amedrontar alguns investidores. Isso porque os controladores já usaram uma parte do caixa para comprar ações da Oi, o que mostrou um conflito de interesses entre os controladores e a companhia.

Não é à toa que ambos os fundos possuem apenas pequenos percentuais investidos na empresa.

Uma das razões "é que é uma tese nova e há os  riscos relacionados a quem está no controle da companhia. Tomamos muito cuidado depois de ver a questão da Qualicorp", mencionou um dos gestores, em referência à polêmica decisão da companhia de pagar R$ 150 milhões a José Seripieri Filho, presidente e principal acionista da empresa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outro ponto de atenção é a questão do campo de Frade. O problema é que ainda não é possível ter certeza sobre o volume de produção que será extraído de lá.

De qualquer forma, acredito que o investimento nas ações da PetroRio mostra-se interessante do ponto de vista dos resultados que a empresa entregou até agora e das perspectivas futuras.

Mas é preciso ressaltar que o investidor deve prestar atenção e estar disposto a correr riscos. O melhor é montar uma posição pequena na ação e se proteger com os famosos seguros como fundos de ouro e de dólar contra as possíveis variações cambiais que esse ativo possa ter ao longo do tempo.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
QUEM LEVA ESSA?

Na mira do dinheiro gringo: Goldman elege o Brasil entre emergentes e revela as ações para lucrar

26 de março de 2026 - 18:15

Apesar da fuga de US$ 44 bilhões dos emergentes, país atrai capital e pode se beneficiar quando o cenário virar; veja onde investir, segundo o banco

IMERSÃO MONEY TIMES

“Para quem estava com medo da bolha em IA, agora é hora de entrar”: tensão global derruba ações e abre ponto de entrada

26 de março de 2026 - 16:00

Em painel do evento Imersão Money Times, especialistas apontaram que a correção recente no mercado de IA abriu espaço para novos investimentos; veja como se expor

O MOTOR DO PREGÃO

Petrobras (PETR4) descobre novo poço, mas rali vem de fora e puxa petroleiras em bloco na bolsa

26 de março de 2026 - 13:50

Movimento do dia vai além do noticiário da estatal — e ajuda a explicar o comportamento do setor

UM ATIVO, UMA INQUILINA

Vinci Logística (VILG11) quer pagar R$ 56,1 milhões pelo único ativo de outro FII de logística; entenda a operação

26 de março de 2026 - 12:40

O empreendimento está localizado em Pernambuco e, atualmente, é ocupado por apenas uma inquilina

HASTA LA VISTA, BABY

Nova carteira: 4 ações devem dar adeus ao Ibovespa em maio, segundo Itaú BBA, e IRB(Re) (IRBR3) é uma delas

25 de março de 2026 - 15:10

Companhias em recuperação judicial ou cujo preço dos ativos é inferior a R$ 1,00 (penny stock) não são elegíveis, por exemplo

PARA IR ÀS COMPRAS

Renda passiva: Allos (ALOS3) anuncia pagamento de R$ 438 milhões em JCP e dividendos; veja datas e valores por ação

25 de março de 2026 - 11:02

Na semana passada, a Allos recebeu, pela primeira vez, o rating AAA.br da Moody’s Local Brasil, com perspectiva estável;; a nota máxima indica que a companhia possui extrema solidez financeira e baixo risco de crédito

SINAL VERDE PARA INVESTIR

Itaúsa (ITSA4): ‘presente’ de R$ 8,7 bilhões e outros dois gatilhos podem impulsionar a ação, diz Bradesco BBI; o que está em jogo?

23 de março de 2026 - 19:57

Desde o início do ano, o papel da holding já saltou 17% — acima do Ibovespa, que sobe 13,7% em 2026

ENTENDA O MOVIMENTO

Maior alta do Ibovespa: por que as ações da MBRF (MBRF3) dispararam hoje e o que Trump tem a ver com isso

23 de março de 2026 - 17:44

Movimento reflete esperança de reabertura de mercados no Oriente Médio, região chave para a empresa

VEJA DETALHES DO NEGÓCIO

Parceria bilionária entre Cyrela (CYRE3) e Helbor (HBOR3) anima mercado e agrada BTG, mas há um ‘porém’; veja qual e o que fazer com as ações

23 de março de 2026 - 14:36

Parceria para projeto no Minha Casa Minha Vida impulsiona ações de Helbor e Cyrela, reforça estratégia de desalavancagem e geração de caixa e sustenta visão construtiva do BTG para os papéis, mas impacto de curto prazo é limitado

5° MELHOR DIA DESDE 2021

Trégua na guerra dá fôlego ao Ibovespa, que salta mais de 3%, enquanto dólar cai a R$ 5,2407; apenas uma ação ficou no negativo

23 de março de 2026 - 12:13

Trégua no Oriente Médio alivia temores sobre energia, derruba o petróleo e impulsiona ativos de risco. Ibovespa avançou mais de 3%, aos 181.931 pontos; o dólar à vista caiu. 1,29%, a R$ 5,2407; Prio foi a única queda

OS DESTAQUES DA SEMANA

Após ‘cumprir profecia’, Eneva (ENEV3) lidera os ganhos do Ibovespa, enquanto Minerva (BEEF3) é ação com pior desempenho na semana

21 de março de 2026 - 16:00

Ibovespa recua com juros e guerra no radar, enquanto petróleo dispara e amplia incertezas globais; Eneva lidera ganhos com salto de quase 25%, enquanto Minerva puxa perdas após resultado fraco, e dólar fecha a semana em leve queda mesmo com pressão no fim

CÂMBIO

Dólar: apesar a forte alta na sexta (20), moeda encerra a semana em queda, a R$ 5,3092; veja o que mexeu com o câmbio

21 de março de 2026 - 14:30

Forte alta na sexta-feira não evitou recuo no acumulado da semana, em meio à guerra no Irã, à pressão do petróleo e à reprecificação dos juros nos Estados Unidos e no Brasil

O QUE FAZER COM OS PAPÉIS?

SLC Agrícola (SLCE3) já deu o que tinha que dar? Bank of America eleva preço-alvo após rali em 2026; veja se vale a pena comprar

21 de março de 2026 - 12:00

Rali das ações acompanha alta das commodities agrícolas, mas pressão de custos, câmbio e margens limita potencial adicional e mantém recomendação neutra do BofA

JCP

Proventos na veia: Totvs (TOTS3) pagará R$ 104,2 milhões em juros sobre capital próprio; veja detalhes

21 de março de 2026 - 9:30

Totvs (TOTS3) aprovou o pagamento de R$ 104,2 milhões em JCP (R$ 0,18 por ação), com data-base em 25 de março, ações “ex” a partir do dia 26 e pagamento previsto para 10 de abril

NO TOPO DO MUNDO

Ibovespa dispara e tem melhor desempenho do mundo em dólar — enquanto Merval, da Argentina, fica na lanterna global

19 de março de 2026 - 19:40

Os dólares dos gringos estavam marcados para as bolsas emergentes, mas nem todos os países conseguiram aproveitar a onda

REAÇÃO AO BALANÇO

Grupo Mateus (GMAT3) desaba na bolsa: o que explica a queda de quase 17% em um dia e como ficam os papéis agora?

19 de março de 2026 - 18:01

O desempenho do 4T25 frustrou as expectativas, com queda nas vendas, pressão sobre margens e aumento de despesas, reforçando a leitura de desaceleração operacional

HORA DE INVESTIR?

Lojas Renner (LREN3) pode subir até 50%: mesmo com ‘críticas’ dos investidores, XP cita 4 motivos para a varejista ser a favorita do setor

19 de março de 2026 - 14:31

XP tem recomendação de compra para Lojas Renner (LREN3) com potencial de valorização de até 50%; veja por que a ação é a preferida do varejo

OS PROBLEMAS DE SEMPRE

Hapvida (HAPV3) tem trimestre ainda pior do que a tragédia do 3T25, e futuro CEO reconhece frustração — mas traça plano para virar o jogo

19 de março de 2026 - 12:40

Mais um resultado muito fraco no 4T25, com queda de rentabilidade, queima de caixa e perda de beneficiários, expõe desafios estruturais e leva a companhia a reforçar plano focado em execução, eficiência e preservação de capital

ALÉM DO SOL E DO VENTO

Oportunidade atômica: expansão da energia nuclear no mundo abre janela para o investidor brasileiro — e BTG diz por onde você pode começar

18 de março de 2026 - 18:15

Com retornos acima de 110% desde 2024, os ETFs de energia nuclear superam o S&P 500; demanda por inteligência artificial impulsiona a tese de investimento

COMMODITIES EM ALTA

Petróleo no topo: o ETF que já sobe quase 15% no ano e deixa o Ibovespa para trás

18 de março de 2026 - 14:29

Com uma carteira composta por cerca de 40% em ações de óleo e gás, o ETF acumula uma alta de 14,94% no ano, superando o desempenho do Ibovespa, que avança 11,64% no mesmo período

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia