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Embora não se trate de uma privatização “clássica”, o governo deixará de deter a maioria do capital da companhia de energia depois da capitalização, que será realizada via oferta de ações
A operação de capitalização da Eletrobras deve movimentar pelo menos R$ 12 bilhões para cumprir um dos objetivos, que é diluir a participação do governo na empresa para menos de 50%. A afirmação é do presidente da estatal, Wilson Ferreira Júnior.
O valor inicial estimado da oferta de ações preparada pela Eletrobras era da ordem de R$ 7 bilhões. Mas com a valorização da empresa na bolsa, esse valor já não seria mais suficiente para diluir a participação do governo para os 49% pretendidos.
"Nosso caso não é de privatização, mas a empresa precisa ser capitalizada para manter sua participação de mercado", disse Ferreira.
Embora não se trate de uma privatização "clássica", o governo deixará de deter a maioria do capital da companhia depois da capitalização.
A expectativa é que a operação seja viabilizada em um prazo de 12 meses, segundo Ferreira, que participou hoje de evento promovido pelo Credit Suisse.
Em entrevista depois da palestra, Ferreira disse que está em estudo uma melhora na estrutura de governança da companhia. Hoje, a Eletrobras é listada no Nível 1 de governança da B3. Caso opte por migrar para o Novo Mercado, a estatal teria que converter todas as ações em ordinárias (ON, com direito a voto).
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A Eletrobras pretende rolar uma emissão de títulos de dívida (bônus) no exterior que vence neste ano, segundo Ferreira. A empresa já contratou dois bancos para realizar a operação - Bank of America Merrill Lynch e Bradesco BBI, de acordo com o executivo.
Quanto à captação de dinheiro novo, o presidente da Eletrobras disse que o mercado de capitais doméstico oferece hoje custos mais vantajosos que o externo.
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