Cielo segue nas cordas na guerra das maquininhas e lucro cai 51,7% no terceiro trimestre
Resultado de R$ 358 milhões da empresa controlada por Banco do Brasil e Bradesco veio mais uma vez abaixo da projeção média dos analistas, mas base de clientes sobe e atinge 1,5 milhão

Na competição feroz pelo mercado de maquininhas de cartão, a líder Cielo segue nas cordas. A empresa controlada por Banco do Brasil e Bradesco registrou lucro líquido de R$ 358,1 milhões, queda de 51,7% em relação ao terceiro trimestre do ano passado.
O lucro veio mais uma vez abaixo da projeção média dos analistas, que era de R$ 376,7 milhões, de acordo com dados da Bloomberg.
A queda no resultado veio acompanhada de uma receita menor e forte aumento nas despesas na comparação com o terceiro trimestre do ano passado. Por outro lado, a Cielo conseguiu registrar mais um trimestre de aumento tanto no volume de transações nas maquininhas da companhia como na base de clientes.
Ataque e contra-ataque
Ao lado da Rede, empresa do Itaú Unibanco, a Cielo é a principal vítima da chamada "guerra das maquininhas". As duas companhias que dominavam o mercado sofreram um duro ataque das novas empresas que começaram a atuar no ramo nos últimos anos, como a Stone, SafraPay e GetNet.
Para evitar uma perda ainda maior de participação, a companhia mergulhou de cabeça na guerra de preços do mercado e reforçou a equipe de vendas.
Essa estratégia se reflete nos números da companhia. Apesar do aumento de 4,4% no volume de transações realizadas pelas maquininhas da Cielo, a receita líquida da companhia recuou 5,5% no terceiro trimestre, para R$ 2,8 bilhões. Já as despesas aumentaram 15% e atingiram R$ 2,36 bilhões.
Leia Também
Multimercados em crise? CEO da Bradesco Asset vê ‘seleção natural’ e diz que uma nova onda de consolidação vem aí
B3 tira ação da Ambipar (AMBP3) das negociações regulares da bolsa por atraso; entenda
O chamado "yield", ou seja, o percentual das vendas realizadas nas maquininhas que se transformam em receita para a Cielo caiu de 0,82% para 0,75% no trimestre. Há 12 meses, o yield era de 1,01%.
Estancou a sangria?
Se do lado financeiro o acionista da Cielo tem pouco o que comemorar, pelo menos do ponto de vista de mercado a empresa vem conseguindo estancar a sangria da perda de participação.
A base ativa de clientes da empresa aumentou 4,7% no trimestre e 18,9% em 12 meses e atingiu 1,508 milhão.
A incerteza sobre o destino da Cielo na guerra das maquininhas tem penalizado as ações na bolsa. Depois de perder mais da metade do valor de mercado em 2018, a companhia amarga uma queda de mais 30% neste ano.
Para tirar um pouco do gosto amargo dos resultados, a Cielo anunciou hoje o pagamento de juros sobre o capital próprio aos acionistas no valor de R$42 milhões, totalizando R$ 120,1 milhões que serão pagos no dia 18 de novembro.
RETOMADA À VISTA?
Mercado de capitais pode voltar a esquentar — e Itaú BBA indica esta ação para ganhar com a virada
31 de agosto de 2026 - 16:42RADAR DE FIIS
TRX dá mais um passo atrás e desiste de aquisição de cinco imóveis da Cyrela (CYRE3), incluindo prédio alugado pelo Nubank
31 de agosto de 2026 - 10:04TOUROS E URSOS #285
Nem bolsa, nem dólar: este é o ativo “à prova de balas” para atravessar as eleições 2026, segundo gestor do ASA
30 de agosto de 2026 - 11:03GRINGO COMPRA, BRASILEIRO FOGE
Ibovespa voltou com tudo? Bolsa brasileira atrai R$ 3,2 bilhões na semana e desbanca S&P 500, México e Coreia do Sul
28 de agosto de 2026 - 19:20TOUROS E URSOS #285
Lula ainda não ganhou e eleição segue em 50/50, diz CIO do ASA; veja como investir sem apostar em um candidato
28 de agosto de 2026 - 14:23FII
TRXF11 desiste de compra de imóveis de quase R$ 1 bilhão, incluindo ‘prédio do gramado’ na Faria Lima; cotistas comemoram
27 de agosto de 2026 - 19:40NA CONTRAMÃO?
UBS BB ignora debandada estrangeira na bolsa e vê salto de 17% para B3 (B3SA3); entenda a tese por trás da recomendação
27 de agosto de 2026 - 18:00FUGA DA INDÚSTRIA
TAG Investimentos: o que levou a gestora de R$ 18 bilhões a desistir totalmente dos fundos multimercados?
27 de agosto de 2026 - 17:01PODCAST TOUROS E URSOS
Eleições 2026: com disputa acirrada entre Lula e Flávio, é hora de fugir da bolsa e comprar dólar?
27 de agosto de 2026 - 15:31APÓS CAPTAÇÃO BILIONÁRIA
BTLG11 desembolsa R$ 375 milhões por galpão logístico em São Paulo e vê espaço para elevar aluguel; confira os detalhes da operação
27 de agosto de 2026 - 10:18ENTREVISTA EXCLUSIVA
EXES11 quer crescer: de olho na liquidez, FII faz oferta de cotas inusitada e sem diluição de cotistas
27 de agosto de 2026 - 10:04GANHANDO PESO
VISC11 quer mais caixa e menos alavancagem: entenda por que o FII de shoppings buscou uma ‘gordurinha extra’
27 de agosto de 2026 - 6:03NA FRENTE DE PETR4 E VALE3
Ambev (ABEV3) desbanca gigantes como a ação mais negociada da B3 por um grupo de investidores; descubra qual
25 de agosto de 2026 - 19:41A BOLSA NA LUPA
Fundos estão baratos na bolsa? BTG vê janela de oportunidades após queda e indica em quais investir
25 de agosto de 2026 - 16:01R$ 306 BILHÕES EVAPORARAM
É o fim da sangria? Por que ainda não é hora para otimismo com a bolsa brasileira, segundo especialistas
25 de agosto de 2026 - 13:06RANKING
Moody’s elege as gestoras mais consistentes nos últimos três anos: veja quem entregou resultado sem exagerar no risco
24 de agosto de 2026 - 19:42ELEIÇÕES 2026
Lula x Flávio Bolsonaro: como a disputa presidencial e o nó fiscal vão ditar o rumo dos investimentos
24 de agosto de 2026 - 17:03RECOMENDAÇÃO NEUTRA
UBS BB passa a tesoura no preço-alvo de Santander (SANB11) e desiste da recomendação de olho em OPA; o que aconteceu?
24 de agosto de 2026 - 15:22DESTAQUES DA BOLSA
Casamento à vista? Yduqs (YDUQ3) dispara 12% após confirmar conversas com dona da Afya (AFYA) para combinação de negócios
24 de agosto de 2026 - 11:27EM MEIO A UM "VALE DE DESEMPENHO"