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Vitória da chapa de Cristina Kirchner na Argentina e maior manifestação popular no Chile desde a ditadura de Pinochet devem pressionar ativos brasileiros
A vitória de Cristina Kirchner nas eleições presidenciais da Argentina ontem, com a chapa em que era candidata à vice-presidência impedindo a reeleição de Mauricio Macri, sem a necessidade de um segundo turno, agita o início da semana no mercado financeiro. Os investidores esperavam que os próximos dias seriam apenas de expectativa pelas decisões de juros no Brasil e nos Estados Unidos, ambas na quarta-feira, mas a turbulência na América Latina desde a última sexta-feira pode pressionar os ativos domésticos hoje.
Em reação, o Banco Central argentino apertou ainda mais o controle de capital, limitando a compra mensal de dólares no país para US$ 200 por pessoa. A decisão pode impactar no real brasileiro, com o dólar recuperando parte da queda de mais de 2% na semana passada, quando voltou ao piso de R$ 4,00. Também merece atenção o peso chileno, dias após 1 milhão irem às ruas de Santiago, na maior manifestação no país desde a ditadura de Augusto Pinochet, pedindo pela saída do presidente Sebastian Piñera e com gritos contra o neoliberalismo. Já no Uruguai a eleição presidencial terá segundo turno.
A derrota imposta ao candidato argentino pró-mercado nas urnas ontem e a revolta nas ruas da capital chilena fortalecem a onda de manifestações na América Latina, com um claro recado de que os ventos reformistas inclinados à centro-direita incomodam a região. Muitos já chamam a turbulência popular vista nesses países - além de Equador, Peru, Bolívia - como “Primavera Latina”, em alusão aos protestos no Oriente Médio e Norte da África no início da década.
E o investidor tende a mostrar maior aversão aos desequilíbrios políticos que vêm sendo observados na América Latina, vendo a região como um lugar mais hostil. O próprio presidente Jair Bolsonaro se disse preocupado com a “instabilidade democrática” nos países da região, citando também a vitória em primeiro turno de Evo Morales nas eleições bolivianas, que não foi reconhecida pelo Brasil, além da situação na Venezuela. Bolsonaro, aliás, disse que a “Argentina escolheu mal” e que não pretende parabenizar o presidente eleito no país, Alberto Fernández.
Do outro lado do Atlântico, a Espanha também viveu um fim de semana de protestos, contra e a favor da independência da Catalunha, ao passo que o Reino Unido segue no imbróglio sobre a saída da União Europeia (UE) ainda neste mês. O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, pedirá hoje ao Parlamento a convocação de eleições gerais em 12 de dezembro. Em troca, ele se compromete em aceitar uma prorrogação do Brexit para janeiro de 2020, evitando, assim, uma saída sem acordo.
Diante desses sinais políticos frágeis, os mercados internacionais estão de lado, com os investidores cientes de que faltam cerca de 12 meses para as eleições presidenciais nos também Estados Unidos. O debate sobre quem irá ocupar a Casa Branca a partir de 2021 é permeado pelo processo de impeachment contra o Donald Trump, com os democratas retomando depoimentos sobre a investigação.
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Porém, os índices futuros das bolsas de Nova York ensaiam ganhos nesta manhã, tentando embalar o início do pregão europeu - exceto Londres, que oscila no vermelho - após uma sessão positiva na Ásia. A temporada de balanços continua agitando os negócios, enquanto os investidores aguardam uma série de eventos de peso nesta semana (leia mais abaixo).
Além disso, o mercado financeiro se apóia no provável acordo comercial de primeira fase entre EUA e China, que deve ser assinado em meados do mês que vem. Relatos de que o texto está “basicamente completado” após consenso entre os dois países sobre os assuntos a serem incluídos nesta etapa tentam animar os negócios com risco. Mas o que se vê são oscilações estreitas do dólar e das commodities.
Apesar do tom menos hostil, há certo ceticismo quanto ao avanço das negociações nas próximas fases, que envolvem temas mais delicados, sobre propriedade intelectual, questão de patentes e subsídios do governo chinês ao desenvolvimento do 5G. O problema é que os EUA têm pouco a oferecer à China, em termos de produtos variados e de qualidade.
Já Pequim sabe que precisa da tecnologia para ultrapassar a “armadilha da renda média”, de modo a obter ganhos de produtividade e manter o crescimento econômico, assegurando, assim, a legitimidade e manutenção do partido comunista no poder - sem gerar revoltas populares nos moldes do que se tem visto na América Latina.
A semana começa com apenas uma das tradicionais publicações do dia no Brasil, a Pesquisa Focus (8h25), já que os dados consolidados da balança comercial em outubro serão conhecidos apenas na sexta-feira. Também hoje sai o índice de confiança do setor da construção civil neste mês (8h). Na safra de balanços, destaque para os números dos bancos Santander e Bradesco, nos próximos dias.
No exterior, o destaque do dia fica apenas para os estoques no atacado norte-americano em setembro (9h30). Hoje são esperados os resultados trimestrais de Alphabet e AT&T. A partir de amanhã são esperados os balanços de Apple e Exxon Mobil, entre outras.
Mas o ponto alto da semana fica mesmo com a “super quarta-feira”, que traz as decisões do Federal Reserve e do Comitê de Política Monetária (Copom), além dos números preliminares do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA no trimestre passado. Na sexta-feira, novembro começa trazendo como destaque o relatório sobre o mercado de trabalho nos EUA (payroll), com números sobre a geração de vagas, o rendimento médio por hora e a taxa de desemprego em outubro.
Forte alta na sexta-feira não evitou recuo no acumulado da semana, em meio à guerra no Irã, à pressão do petróleo e à reprecificação dos juros nos Estados Unidos e no Brasil
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