🔴 LIBERADO: ESPECIALIZAÇÃO EXECUTIVA EM IA –  COMECE A TRANSFORMAR A SUA CARREIRA

Conteúdos exclusivos da Empiricus

Parceria Seu Dinheiro e Empiricus:

Salve suas matérias favoritas do Seu Dinheiro criando uma conta gratuita na Empiricus.

E tem mais: ao criar sua conta gratuita, você ganha acesso a um universo de conteúdos que vai muito além das notícias.

Relatórios, cursos, podcasts, newsletters e estratégias de investimento para transformar informação em melhores decisões.

Vai dobrar a meta?

Bolsa também bate recorde de investidores e atinge marca de 1,5 milhão de pessoas físicas

Marca é atingida menos de seis meses depois que a bolsa alcançou a marca histórica de 1 milhão de investidores. O rápido aumento do número de pessoas físicas é reflexo direto do "incômodo" com a queda da taxa básica de juros (Selic), atualmente em 5,5% ao ano, segundo Gilson Finkelsztain, presidente da B3

Sede da B3, no centro de São Paulo, Ibovespa
Sede da B3, no centro de São Paulo - Imagem: shutterstock

Menos de seis meses depois de alcançar a marca histórica de 1 milhão de investidores, a bolsa brasileira deve cruzar ainda nesta semana uma nova barreira e chegar a 1,5 milhão de pessoas físicas que investem diretamente em ações.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quem mencionou o número foi o presidente da B3, Gilson Finkelsztain, com quem eu conversei, ao lado de outros jornalistas, durante o evento que marcou o IPO (sigla em inglês para oferta pública inicial de ações) da C&A. O dado oficial do mercado deve sair por volta do dia 10 de novembro.

Embora ainda esteja longe da meta de 5 milhões de pessoas físicas estipulada ainda na década passada pelo ex-presidente da bolsa Edemir Pinto, o crescimento recente no número de investidores é bastante animador. Em setembro, a bolsa atingiu 1,441 milhão de investidores, um avanço de 89% em 12 meses.

O rápido aumento do número de pessoas físicas na bolsa é reflexo direto da queda da taxa básica de juros (Selic), atualmente em 5,5% ao ano, e da rentabilidade das aplicações tradicionais de renda fixa.

"A pessoa física está desconfortável com o investimento em CDI", disse Finkelsztain aos jornalistas.

Para o presidente da B3, a necessidade de buscar alternativas mais rentáveis para o dinheiro no novo cenário de juros baixos será uma constante pelo menos nos próximos dois anos. A entrada na bolsa de nomes conhecidos do grande público, como a C&A, também ajuda a popularizar o investimento em ações.

Leia Também

ENTREVISTA EXCLUSIVA

Multimercados em crise? CEO da Bradesco Asset vê ‘seleção natural’ e diz que uma nova onda de consolidação vem aí

FIM DA NEGOCIAÇÃO CONTÍNUA

B3 tira ação da Ambipar (AMBP3) das negociações regulares da bolsa por atraso; entenda

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Finkelsztain não mencionou, mas outro fator que certamente ajudou a despertar o interesse do pequeno investidor pelo mercado foi o bom desempenho da bolsa. Nos últimos 12 meses, o Ibovespa registra alta de 26% e ontem o principal índice da bolsa voltou a fechar em nível recorde.

Cadê as mulheres?

Apesar do crescimento em número, o perfil do investidor pessoa física na bolsa ainda tem muito a avançar. Em setembro deste ano, 78% dos investidores eram homens e apenas 22% mulheres. Esses percentuais pouco mudaram desde 2002, quando começa a série histórica da B3.

Em volume de recursos aplicados em ações, a proporção era praticamente a mesma (76% homens e 24% de mulheres) no fim de 2018 – último dado disponível.

Seja como for, a migração para a bolsa vem ocorrendo tanto entre os investidores que decidiram comprar ações diretamente como aqueles que aplicam via fundos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

De janeiro a setembro, a captação dos fundos de ações alcançou R$ 47,7 bilhões, de acordo com dados da Anbima, associação que representa as instituições que atuam no mercado de capitais. Os fundos multimercados, que também têm uma parcela da carteira em renda variável, captaram R$ 56 bilhões apenas neste ano.

Cadê o gringo?

Quem ainda estava reticente com o mercado brasileiro era o investidor estrangeiro. Mas essa realidade também começa a mudar, segundo o presidente da B3.

"O estrangeiro está começando a entender o que está acontecendo no Brasil, com a retomada da economia puxada pelo setor privado", afirmou.

Finkelsztain atribuiu parte do comportamento do investidor de fora do país às incertezas externas, como a guerra comercial entre Estados Unidos e China. "Tirando a incerteza, o número de ofertas na bolsa vai acelerar", disse.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Vai faltar papel?

A perspectiva da volta do investimento dos gringos, somada ao avanço das pessoas físicas e fundos brasileiros, pode levar a uma inusitada situação de falta de papéis para investir na bolsa, segundo o presidente da B3. Hoje a bolsa negocia ações de pouco menos de 400 empresas, reconhecidamente pouco diante do tamanho da economia brasileira.

Para Finkelsztain, a tendência a partir do ano que vem é que empresas de menor porte testem as águas do mercado de capitais. "O tíquete médio das ofertas de ações ainda é muito alto, mas as operações de companhias de médio porte vão começar a achar demanda", afirmou.

A B3 também vem discutindo com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) formas de manter o máximo possível de ofertas de ações no mercado brasileiro.

Essa mudança é necessária para a bolsa, que deverá perder para o mercado norte-americano o IPO da XP Investimentos, considerado o mais esperado do ano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A expectativa é que a xerife do mercado de capitais flexibilize a regra ainda neste ano para permitir que empresas como a XP abram o capital lá fora, mas possam listar recibos de ações (BDRs) na bolsa brasileira.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
B3, bolsa de valores, ações, mercados. 31 de agosto de 2026 - 16:42
28 de agosto de 2026 - 19:20
Imagem com a bandeira do Brasil ao fundo e um gráfico vermelho com números e uma seta apontando para baixo representando a queda do ibovespa 27 de agosto de 2026 - 17:01
Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro eleições 27 de agosto de 2026 - 15:31
Cifrão em um prédio em construção representando os dividendos das ações de construtoras, incorporadoras e fundos imobiliários 27 de agosto de 2026 - 10:04
Copo de cerveja dourada e gelada centralizado em primeiro plano, com gotas de condensação visíveis no vidro. Ao fundo, desfocado, aparece um gráfico financeiro com velas e linhas de mercado em tons de laranja e vermelho, simbolizando o impacto de fatores econômicos e tributários sobre a Ambev e o setor de bebidas. 25 de agosto de 2026 - 19:41
25 de agosto de 2026 - 16:01
25 de agosto de 2026 - 13:06
Montagem traz uma imagem de gráfico de ações ao fundo e uma urna eletrônica no centro 24 de agosto de 2026 - 17:03
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar