🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Bruna Furlani

Bruna Furlani

Jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB). Fez curso de jornalismo econômico oferecido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Tem passagem pelas editorias de economia, política e negócios de veículos como O Estado de S.Paulo, SBT e Correio Braziliense.

DESVIO DAS TURBULÊNCIAS

A fórmula da Azul para fechar 2018 com lucro recorde: voos mais cheios e econômicos

Companhia conseguiu aumentar receita e reduzir custos de cada assento oferecido nos seus aviões. Uma das chaves do processo é a troca de aviões por modelos mais econômicos da Embraer e Airbus.

Bruna Furlani
Bruna Furlani
14 de março de 2019
11:50 - atualizado às 11:07
CEO da Azul, John Rodgerson
John Rodgerson, CEO da Azul - Imagem: Raphael Lopes/Seu Dinheiro

O céu não foi de brigadeiro em 2018, mas a Azul conseguiu desviar das turbulências e alcançar um bom resultado no ano. A companhia terminou o ano passado com lucro líquido ajustado recorde de R$ 704 milhões, ante R$ 516,3 milhões no ano anterior. O valor superou até mesmo as expectativas dos analistas ouvidos pela Bloomberg que esperavam um lucro líquido ajustado anual de R$ 552,5 milhões. Sem os ajustes, a empresa fechou o ano com lucro de R$ 420,3 milhões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A razão para o sucesso está relacionada ao aumento de 7,6% da receita por assento para cada quilômetro voado, um indicador conhecido como Rask, e diminuição em 8,1% do custo por assento (Cask) excluindo despesas com combustível no mesmo período. Resumindo: os voos trouxeram mais receitas e menos custos, uma combinação que aumenta a margem e os lucros da empresa.

Isso foi possível por conta da transformação da frota com a substituição de aeronaves menores por maiores e que são mais eficientes no consumo de combustível. Com isso, mesmo com o aumento de 30% no preço do combustível e o fortalecimento do dólar em 15% em relação ao período anterior, a companhia conseguiu entregar um lucro líquido ajustado recorde.

Os preços tiveram uma leve alta no ano passado: a Azul cobrou em média 36,10 centavos por quilômetro voado em 2018 (yield), uma variação de 1,3% em relação ao ano anterior. .

A receita líquida anual, por sua vez, fechou o período com alta de 18,4% em R$ 9.204,6 bilhões. Já o Ebitdar (lucro antes de juros, impostos, depreciação, amortização e custos com leasing de aeronaves) e que é usado para medir a geração de caixa terminou com valorização de 13,5% em R$ 2.643,6 bilhões, com uma margem de 28,7% no ano. Em 2018, a margem operacional (Ebit) excluindo itens não recorrentes foi de 8,8%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A frota operacional da companhia fechou o ano de 2018 com 125 aeronaves, incluindo 20 aviões da nova geração do Airbus A320neo, o que representa 30% da sua capacidade total.

Leia Também

Olha o quarto trimestre aí gente!

Já no último trimestre de 2018, o lucro líquido ajustado fechou em R$ 138,2 milhões, ante os R$ 297,4 milhões do mesmo período em 2017, o que representa uma queda de 53,5%. A receita líquida, por sua vez, fechou o ano com alta de 13,5% em R$ 2.480,40 bilhões.

O Ebitdar também obteve valorização e terminou o último trimestre de 2018 em R$ 762,7 milhões, ou seja, um crescimento de 14,5%. Tal fato, torna a Azul uma das empresas áreas mais rentáveis das Américas.

O resultado operacional seguiu a linha e terminou em R$ 282,9 milhões, com margem de 11,4%. No quesito receita operacional dividida pelo total de assentos por quilômetro (Rask), o valor aumentou 2,7% e a tarifa média subiu 12,2% e alcançou o valor de R$ 377. No mesmo período, o Cask ex-combustível também teve redução de reduziu 8,1%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além do aumento da receita, o número de passageiros pagantes por quilômetros voados (RPK) cresceu 14,5%, ante um aumento de capacidade de 14,1%. Tudo isso resultou em uma taxa de ocupação de 83,0%, percentual que é 0,3% maior do que obtido no último trimestre de 2017.

Segredo do sucesso

Na opinião do presidente da companhia, John Rodgerson, o principal propulsor do plano de expansão de margem foi a redução do custo unitário por conta da transformação da frota com aeronaves da nova geração, que possuem mais assentos e menor consumo de combustível. "Os Airbus A320neos e os Embraer E2s têm um Cask que é aproximadamente 29% e 26% inferior ao da atual geração de aeronaves que operamos", destacou John Rodgerson, CEO da empresa.

Ele ainda disse que essa é a principal razão de acelerar o plano de renovação de frota neste ano. Segundo ele, a expectativa é de adicionar 21 aeronaves de nova geração, o que representaria um aumento de oito unidades em relação ao plano anterior, e substituição de 15 jatos mais antigos. Com isso, "estimamos que ao final deste ano aproximadamente 50% da nossa capacidade será proveniente de aeronaves de nova geração, uma referência no setor".

Além disso, o presidente enfatizou que a Azul Cargo Express obteve o melhor desempenho entre as unidades de negócio ao se beneficiar da expansão da malha e da frota e apresentou crescimento de 56,5% da receita no ano passado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outro ponto de destaque foi o programa de fidelidade TudoAzul, que alcançou 10,8 milhões de membros até dezembro do ano passado. Isso representa um aumento de quase dois milhões de membros ano. Com isso, o faturamento bruto ex-Azul cresceu 29,3% em 2018 comparado a 2017, por conta do crescimento de vendas para bancos parceiros e vendas diretas para membros.

Azul e Avianca

Depois de alguns burburinhos sobre o tema, a Azul fez uma proposta de compra da Avianca na última segunda-feira (11). A intenção da Azul é ficar com o registro de companhia área da Avianca, 30 aviões Aibus A320 e 70 pares de slots (horários para pouso ou decolagem). Tudo isso pela bagatela de US$ 105 milhões.

A tentativa da Azul é comprar a companhia por meio de uma Unidade Produtiva Isolada (UPI), um recurso que foi usado pela Gol na aquisição da Varig. É uma forma de ficar com a "parte boa" de uma empresa quebrada, sem ter que assumir os passivos financeiros e trabalhistas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
FATIA MAIOR

Vale (VALE3) cancela quase 100 milhões de ações mantidas em tesouraria; entenda a vantagem para o acionista

13 de março de 2026 - 11:15

Quando a companhia decide cancelar as ações em tesouraria, o acionista acaba, proporcionalmente, com uma fatia maior da empresa, uma vez que parte dos papéis não existe mais

O MOTIVO DA QUEDA

Ouro naufraga na tempestade do Oriente Médio. É o fim da linha para o porto seguro dos investidores?

12 de março de 2026 - 16:14

O metal precioso fechou em baixa de 1% e levou com ele a prata, que recuou menos, mas acompanhou o movimento de perdas

MERCADOS

Sem colete à prova de balas, Ibovespa cai mais de 2% e dólar vai às máximas do dia; bolsa sangra com Irã-EUA e fogo amigo do IPCA 

12 de março de 2026 - 12:47

Bolsas ao redor do mundo sentiram os efeitos do novo capítulo do conflito no Oriente Médio, enquanto o barril do Brent voltou a ser cotado aos US$ 100

PEGOU UM SHAPE

Smart Fit (SMFT3) dá salto de 6% na bolsa. Para o BTG, a era fitness pode gerar lucro de 56% aos investidores

11 de março de 2026 - 16:41

A rede teve um salto de quase 20% no lucro líquido recorrente do 4º trimestre de 2025 e planeja abrir até 350 de academias neste ano

INVESTIMENTOS

Recuperação extrajudicial do GPA (PCAR3) acende alerta em fundo imobiliário; varejista responde por 22% da receita do FII

11 de março de 2026 - 14:15

GPA afirma estar adimplente com o FII; acordos firmados entre fundos imobiliários e grandes empresas costumam incluir mecanismos de proteção para os proprietários dos imóveis

CRESCIMENTO FRACO

Dividendos da Telefônica (VIVT3) vão minguar? UBS alerta que sim. Entenda por que o banco agora recomenda venda das ações

11 de março de 2026 - 11:30

Relatório aponta desaceleração na geração de caixa da dona da Vivo e avalia que dividendos e valuation já não compensam o menor crescimento esperado

O FLUXO NÃO PAROU

R$ 42,5 bilhões em dinheiro gringo na B3: guerra não afasta o estrangeiro da bolsa brasileira

10 de março de 2026 - 19:35

O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3

MOMENTO DE DECISÃO

Depois do rali do petróleo, vem a dúvida: manter posição ou realizar lucros? Aqui está a resposta

10 de março de 2026 - 19:00

A alta do petróleo animou o mercado, mas um alerta de analistas está chamando atenção; confira o que diz a Genial Investimentos

CONFLITO COM OS DIAS CONTADOS?

A guerra vai acabar? Verde diz o que pode parar Trump no Irã — e não é a disparada do petróleo

10 de março de 2026 - 12:35

Na carta de fevereiro, o fundo de Stuhlberger avalia o conflito no Oriente Médio e diz quais as peças do tabuleiro foram mexidas — o lendário investidor deu tchau para o euro

O CÉU É O LIMITE

Até onde o petróleo pode chegar após atingir o maior nível desde 2022?

9 de março de 2026 - 18:29

Segundo analistas, os preços da commodity só vão se acomodar se ficar claro para o mercado quanto tempo o conflito no Oriente Médio vai durar

EM BUSCA DE ABRIGO

Brasil vira porto seguro do UBS: por que o banco suíço está comprado em câmbio, juros e ações brasileiras?

9 de março de 2026 - 18:00

Enquanto o Oriente Médio ferve, o UBS vê o Brasil como um dos emergentes menos expostos ao conflito

AO LADO DA PRIO

O que o gringo vê na Petrobras (PETR4)? Saiba por que a estatal é uma das preferidas entre os investidores estrangeiros

9 de março de 2026 - 15:04

Embora o risco político da Petrobras afete a inclinação dos investidores brasileiros em investir na ação, os estrangeiros são mais otimistas com a ação

REAÇÃO AOS RESULTADOS

O calcanhar de Aquiles da MRV (MRVE3) ainda é o mesmo: o que está por trás da queda forte nas ações após balanço do quarto trimestre?

9 de março de 2026 - 14:19

Resultado do quarto trimestre mostra avanço nas operações de incorporação, mas perdas da Resia continuam pressionando o balanço e preocupando analistas

MERCADOS HOJE

Petróleo dispara com guerra no Oriente Médio, volta aos US$ 100 e coloca mercados em alerta; Focus prevê Selic mais alta no Brasil

9 de março de 2026 - 9:37

Alta da commodity chegou a superar 25% durante a madrugada, empurrou investidores para ativos de proteção e reacendeu temores de inflação e juros altos — inclusive no Brasil

VALE ENTRAR?

Compass, Aegea, BRK: quais são as empresas na fila do IPO e como elas podem não repetir os erros de 2021

9 de março de 2026 - 6:03

A possibilidade de reabertura da janela de IPOs atrai empresas dispostas a abrir o capital, mas movimento nessa direção ainda é tímido

ATENÇÃO, INVESTIDORES

Novos horários da B3: confira a programação da bolsa do Brasil a partir de segunda-feira, 9 de março

8 de março de 2026 - 17:01

Com o início do horário de verão nos Estados Unidos e na Europa, a bolsa brasileira encurta o tempo de negociação para manter a sincronia com os mercados globais

DESTAQUES DA SEMANA

Braskem (BRKM5), Prio (PRIO3) e Petrobras (PETR3) lideram as maiores altas do Ibovespa na semana

7 de março de 2026 - 14:50

Escalada da guerra no Oriente Médio e disparada do petróleo marcaram a semana na bolsa brasileira; veja as ações com maiores altas e quedas

DECEPCIONOU O MERCADO

Tarifaço de Trump afeta lucro da Embraer (EMBJ3) no 4º trimestre de 2025, mesmo com receita recorde; ações caem mais de 5%

6 de março de 2026 - 12:00

A fabricante de aeronaves registrou resultados abaixo do esperado pelo mercado e ações reagem em queda: o que aconteceu com a Embraer?

FII DO MÊS

Fundo imobiliário defensivo para lucrar com juros ainda altos domina as recomendações de analistas para março; saiba qual é 

6 de março de 2026 - 6:04

Veja quais são os fundos imobiliários favoritos dos analistas neste mês e como posicionar sua carteira de FIIs agora

O MAPA DO TESOURO

Onde apostar na bolsa agora? Itaú BBA revela 26 ações que podem brilhar em meio ao caos de mercado em 2026

5 de março de 2026 - 18:10

Mesmo com juros altos e volatilidade global, analistas veem um grupo seleto de empresas capaz de atravessar a turbulência e se valorizar na bolsa neste ano

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar