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Fundos que venderam as ações da rede de fast food tiveram de aceitar um preço por ação 10% abaixo da cotação dos papéis no dia anterior ao anúncio da oferta (11 de março)
No meio da confusão política provocada pela prisão do ex-presidente Michel Temer, os acionistas do Burger King Brasil conseguiram vender parte de suas ações em uma oferta concluída ontem. No total, a operação movimentou R$ 714,5 milhões.
Mas para viabilizar a oferta, os acionistas tiveram que aceitar um desconto razoável. O preço por ação da rede de fast food (BKBR3) foi definido em R$ 21,41 e ficou 10% abaixo da cotação dos papéis no dia anterior ao anúncio da oferta (11 de março). A demanda pelos papéis foi fraca, segundo uma fonte com quem eu conversei.
As ações na oferta do Burger King Brasil foram vendidas pelas gestoras Vinci Partners e Capital Group, além da Temasek, empresa de investimentos do governo de Cingapura. Os acionistas aproveitaram a alta dos papéis, que apesar da queda recente ainda acumulam uma valorização de quase 27% nos últimos 12 meses.
No pregão de hoje, as ações do Burger King Brasil eram negociadas em queda de 0,47% na manhã de hoje, a R$ 21,32. Melhor que o desempenho do Ibovespa, que apresenta baixa de 1,89%.
Apesar do bom desempenho da bolsa neste início de ano, as ofertas de ações seguem em ritmo fraco. A operação do Burger King foi apenas a terceira realizada em 2019. Além da rede de restaurantes, a resseguradora IRB e a empresa de locação de veículos Localiza vieram a mercado neste ano. No total, as ofertas movimentaram pouco mais de R$ 5 bilhões.
Todas elas já tinham ações listadas na B3 e realizaram ofertas subsequentes na bolsa. Até agora, nenhuma empresa realizou oferta pública inicial de ações (IPO, na sigla em inglês).
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