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2019-08-27T18:11:46+00:00
Bruna Furlani
Bruna Furlani
Jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB). Fez curso de jornalismo econômico oferecido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Tem passagem pelas editorias de economia, política e negócios de veículos como O Estado de S.Paulo, SBT e Correio Braziliense.
Boas novas

No caminho certo para crescer: UBS eleva para compra as ações da B2W, dona do Submarino e Americanas.com

Na visão do UBS, as ações podem chegar ao preço-alvo de R$ 56 em 12 meses, o que representaria uma alta de 36,39% em relação ao preço de fechamento de ontem (26)

27 de agosto de 2019
15:27 - atualizado às 18:11
Americanas.com
Imagem: Shutterstock

A ideia da dona do Submarino e das Americanas.com, a B2W, de migrar de um modelo puramente focado no comércio eletrônico para uma opção híbrida fez com que as ações da empresa voltassem ao radar dos analistas do UBS.

Em relatório publicado hoje (27), o banco destacou que a companhia (BTOW3) apresenta um caminho bastante claro rumo ao crescimento da plataforma. As novas perspectivas para a empresa fizeram com que os especialistas do banco elevassem os papéis ordinários da companhia para compra. Antes, a recomendação era neutra.

Na visão do UBS, as ações podem chegar ao preço-alvo de R$ 56 em 12 meses, o que representaria uma alta de 36,39% em relação ao preço de fechamento de ontem (26).

Por volta das 14h30, os papéis ordinários da companhia estavam sendo negociados a R$ 40,63, uma queda de 1,05%.

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Ganho de mercado

Em sua justificativa, os analistas do banco disseram que estão positivos com a decisão de migrar de um modelo baseado no comércio eletrônico (modelo 1P) para o modelo que busca unir o e-commerce, com uma plataforma que apresenta em um só lugar lojas de vários segmentos (marketplace) e uma parte de serviços digitais.

Na previsão dos analistas, tal decisão pode fazer com que o volume bruto de mercadorias dentro de plataformas conhecido como GMV passe de 31% no segundo trimestre de 2019 para 34% no terceiro trimestre deste ano.

Já nas projeções mais distantes, os especialistas do banco ressaltam que o volume bruto de mercadorias dentro da plataforma digital pode chegar a 77% em 2022, contra os 58% registrados em 2018.

Entre os motivos para estar mais positivos, os analistas citam que está o fato de que as Americanas.com são o destino número nas categorias de busca e que há espaço para aumentar ainda mais a sua presença digital.

Outro ponto de destaque é que o mercado on-line ainda tem baixa penetração no Brasil e que a B2W pode alcançar um market share de 25% em 2021 roubando o espaço de players menores, com essa estratégia de migrar para uma plataforma híbrida.

Hoje, a título de comparação, o Mercado Livre possui 36,1% de market share, enquanto a dona do Submarino e da Americanas.com, a B2W, possui 18%.

Aumento de capital

Além das mudanças para tornar a plataforma mais ampla em termos de produtos e serviços, o UBS destaca que o aumento de capital aprovado no conselho de administração da B2W na semana passada pode diminuir os riscos do crescimento.

Para os especialistas, a aprovação do aumento de capital no montante de R$ 2,50 bilhões poderá ajudar a companhia a transformar dívidas em caixa.

Segundo os cálculos dos analistas do UBS, o caixa esperado para a companhia agora no segundo semestre deve ser R$ 570 milhões e de R$ 444 milhões em 2020.

Ao transformar as dívidas em caixa, a empresa poderá voltar a investir em crescimento e melhorias em termos de suporte de sua plataforma híbrida - que envolve a junção do e-commerce, com o marketplace e serviços digitais.

Mas não será fácil

Na opinião dos especialistas do UBS, a execução de tudo isso envolve uma estrutura bastante complexa. Isso porque a ideia de ofertar produtos e serviços que o consumidor usa no mundo físico, mas que são comprados pela internet, - conceito conhecido como O2O (on-line to offline) -, envolve riscos de integração e de logística que precisam ser monitorados.

A razão é que tais motivos poderiam atrapalhar no crescimento das receitas e da rentabilidade da companhia. Um dos pontos de atenção é que a companhia permanece com margem líquida e operacional negativas, de 7% e de 0,46%, segundo os dados do último balanço.

Além disso, o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE, que mede a rentabilidade da empresa para os acionistas) também está negativo e fechou o segundo trimestre de 2019 em 13,53%.

No relatório, os especialistas pontuaram também que a Lojas Americanas (LAME4) possui 61,47% das ações da B2W e que a estrutura do braço de negócios da carteira digital (AME), é dividida entre a Lojas Americanas que detém 56,9% de participação e a B2W que possui 43,1%, o que poderia afetar a precificação das ações da dona do Submarino e da Americanas.com.

Além das vendas no varejo digital, um dos principais destinos do aporte que recebeu era a ideia de alavancar a carteira digital AME.

De qualquer forma, em um cenário mais negativo com a Lojas Americanas e com a AME Digital, a expectativa dos especialistas é que a ação poderia cair e ser negociada ao valor de R$ 25, o que representaria uma queda de 39,11% em relação ao fechamento de ontem (26).

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