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E vem mais por aí. Com a privatização da BR Distribuidora, a Petrobras espera um ganho de capital antes dos impostos de R$ 14,2 bilhões no próximo balanço
A venda da Transportadora Associada de Gás (TAG) deu um impulso aos resultados da Petrobras no segundo semestre. O lucro líquido da estatal foi de R$ 18,9 bilhões no segundo trimestre. Sem considerar esse efeito, porém, o lucro recorrente teve uma queda de 53%, para R$ 5,157 bilhões.
O resultado ajustado ficou abaixo da projeção média dos analistas, cuja média apontava para R$ 8,5 bilhões, de acordo com dados da Bloomberg.
O programa de venda de ativos da Petrobras rendeu um total de R$ 21,2 bilhões para a Petrobras no trimestre. E vem mais por aí. Com a privatização da BR Distribuidora, realizada via oferta de ações na B3 em julho, a empresa espera um ganho de capital antes dos impostos de R$ 14,2 bilhões no próximo balanço.
O Ebitda (sigla em inglês para lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado aumentou 7,5% em relação ao segundo trimestre de 2018, para R$ 33,4 bilhões.
A despesa financeira, porém, pesou e cresceu 191% na comparação com o segundo trimestre do ano passado, para R$ 8,6 bilhões. As variações monetárias e cambiais reduziram o lucro em R$ 3,6 bilhões, segundo a companhia.
A dívida líquida da Petrobras encerrou junho em US$ 83,7 bilhões, uma redução US$ 11,9 bilhões em relação ao 1T19. Com a queda, a relação entre o endividamento e o Ebitda ajustado caiu de 2,89 vezes no primeiro trimestre para 2,52 vezes.
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Sem o efeito da mudança contábil ocorrida neste ano, a relação seria ainda menor, de 2,02 vezes. A meta da estatal é chegar a 2020 em uma relação dívida líquida/Ebitda de 1,5 vez.
O aumento da produção de petróleo é uma das apostas dos que recomendam a compra das ações da Petrobras. Mas no segundo trimestre o desempenho ficou abaixo do esperado.
A produção da Petrobras alcançou 2,633 milhões de barris de óleo equivalente, com um crescimento de 3,8% em relação aos três primeiros meses do ano, mas uma redução de 0,4% na comparação com o segundo trimestre de 2018.
Após o resultado de produção, que foi divulgado na semana passada, a estatal reduziu a meta de produção para este ano de 2,8 milhões para 2,7 de barris de óleo equivalente, com variação de 2,5% para mais ou para menos.
Junto com o balanço, a Petrobras anunciou que o conselho de administração aprovou a antecipação de distribuição de juros sobre o capital próprio (JCP) aos acionistas, no valor de R$ 2,6 bilhões, equivalente a R$ 0,20 por ação ordinária e preferencial. Trata-se do dobro dos R$ 0,10 por ação do trimestre anterior.
Os investidores com ações da estatal no dia 12 de agosto terão direito aos dividendos, que serão pagos no dia 4 de outubro.
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O balanço da companhia foi aprovado sem ressalvas pela auditoria da KPMG; no entanto, houve o registro de uma “incerteza relevante relacionada com a continuidade operacional da companhia”.
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