Menu
2019-08-15T16:58:57+00:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
que situ

Dívida líquida da Oi cresce 25,5% no trimestre e atinge R$ 12,5 bi

Em recuperação judicial desde o final de 2016, companhia viu no período sua base total de clientes cair 5,4%

15 de agosto de 2019
10:31 - atualizado às 16:58
oi
Imagem: Shutterstock

A Oi informou nesta quinta-feira, 15, que terminou o segundo trimestre com dívida líquida de R$ 12,573 bilhões, montante 25,5% maior do que no mesmo período do ano passado. Nesse período, a dívida bruta subiu 10,8% e foi a R$ 16,868 bilhões. Já o dinheiro disponível em caixa recuou 17,4%, para R$ 4,3 bilhões.

Em recuperação judicial desde o final de 2016, a companhia anunciou no mês passado um plano estratégico em que se mostra disposta a vender seu braço de telefonia móvel e focar seus esforços em fibra e infraestrutura. Mas o trajeto é tortuoso e ainda não há clareza se a companhia de fato irá se reerguer.

Com a divulgação dos resultados hoje, a Oi explicou que o aumento da dívida bruta é resultado do 'accrual' de juros e da amortização do ajuste a valor presente (AVP), o que foi parcialmente compensado pelo impacto positivo da valorização do real ante o dólar sobre a parcela da dívida denominada nesta moeda.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter

Já a redução no caixa ocorreu, principalmente, em função das obrigações regulatórias e pontuais no trimestre, tais como Fistel e ônus da concessão, além da aceleração dos investimentos, explicou a operadora.

Os investimentos da Oi totalizaram R$ 3,786 bilhões no primeiro semestre, 52% mais do que no mesmo período do ano passado. Com isso, a Oi atingiu 54% da meta de investimento no ano, de R$ 7,0 bilhões, focados na expansão de FTTH, oferecendo banda larga de alta velocidade, além da expansão da cobertura móvel 4G e 4,5G.

Queda na receita

A receita líquida de serviços da Oi caiu 8,2% na comparação entre o segundo trimestre de 2018 e o mesmo intervalo de 2019, indo a R$ 5,004 bilhões. A baixa foi observada em todas as linhas de atuação da operadora: residencial (-12,1%), móvel (-3,7%) e corporativo, também chamado de B2B (-7,0%).

A tele avaliou que os segmentos continuam sendo impactados pela queda do tráfego de voz e pelo corte nas tarifas reguladas de interconexão (VU-M). Por outro lado, o crescimento da receita de dados do segmento de mobilidade pessoal, da receita de banda larga via fibra ótica FTTH e de TI corporativo compensaram parcialmente essa queda.

A operadora acrescentou que o crescimento da base de clientes de fibra e o de clientes de planos de celular pós-pago também vêm ajudando a compensar parte da queda do faturamento consolidado.

Menos clientes

A base total de clientes caiu 5,4%, para 55,870 milhões. No segmento residencial houve baixa de 9,1%, em mobilidade queda de 4,9%, enquanto no corporativo teve alta de 3,4%.

No setor residencial, a Oi perdeu clientes de linhas fixas (-11,9%), banda larga (-7,5%), mas aumentou em TV paga (1,6%). A receita média por usuário (arpu, na sigla em inglês) no setor residencial diminuiu 0,6%, para R$ 78,6 por mês. A companhia disse que vem acelerando os investimentos em fibra ótica para substituir a banda larga por fios de cobre e reverter a perda dos usuários em banda larga.

No setor móvel, a Oi perdeu 11,1% da sua base de clientes de planos pré-pagos, mas mostrou um avanço de 21,3% na base de pós-pagos. A tele avaliou que o pré-pago segue uma tendência de retração no mercado e continua sendo impactado pela lenta recuperação econômica e altas taxas de desemprego.

Além disso, muitos clientes têm optado por migrar para o pós-pago, onde a tele tem feito ofertas mais competitivas. O arpu do setor móvel ficou em R$ 16,09, leve alta de 0,2%.

No setor corporativo, a Oi perdeu clientes de linhas fixas (-4,5%) e banda larga (-5,0%), mas ampliou os assinantes de planos móveis (16,8%) e TV paga (6,3%). A estratégia da companhia para incrementar a receita é intensificar a oferta por soluções digitais e de TI, melhorando o mix de receitas e atendendo ao crescimento das demandas por projetos corporativos.

Outros números

A Oi apresentou um prejuízo líquido atribuído aos acionistas controladores de R$ 1,559 bilhão, 24% maior do que no segundo trimestre de 2018. Já o resultado consolidado das operações continuadas ficou negativo em R$ 1,625 bilhão, alta de 31,8% e, considerando os efeitos do IFRS 16, o prejuízo aumenta para R$ 1,709 bilhão.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) consolidado no critério "rotina" somou R$ 1,208 bilhão, 22,1% abaixo do segundo trimestre de 2018. A margem Ebitda de rotina caiu 4,4 pontos porcentuais, para 23,9%.

Os investimentos (capex) consolidados, considerando as operações internacionais, cresceram 50,7%, para R$ 2,061 bilhões. "O crescimento do Capex no 2T19, em especial, reflete a aceleração dos investimentos previstos no Plano de Estratégico da Companhia com foco principal na expansão de FTTH, oferecendo banda larga de alta velocidade, além da expansão da cobertura móvel 4G e 4,5G", destaca o informe.

O resultado financeiro líquido consolidado da Oi S.A. foi negativo em R$ 1,374 bilhão, 4,75% maior do que a despesa de um ano atrás, e pior que o resultado positivo de R$ 35 milhões no primeiro trimestre deste ano.

*Com Estadão Conteúdo 

Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

Que pi… é essa?

Eu decidi sair do banco, mas não queria entrar em uma enrascada. Bem, acredito que eu tenha encontrado um portal para fugir dessa Caverna do Dragão das finanças. E cá estou para explicar essa descoberta.

Buscando oxigênio

Plano de recuperação do RS apresentado a Guedes tem impacto fiscal de R$ 60 bilhões em 6 anos

A expectativa do governador Eduardo Leite é de que o Estado possa aderir ao regime de recuperação fiscal ainda em 2019

Mudanças no órgão

Relator diz que nome do Coaf será mantido e haverá indicação apenas de servidores

Deputado Reinhold Stephanes Junior iniciou a leitura de seu relatório sobre a Medida Provisória nº 893, que trata do “novo Coaf”

Investindo em energia

BNDES aprova empréstimo de R$ 1,26 bilhão para complexo eólico da Engie na Bahia

Investimento total no complexo é de R$ 1,6 bilhão, incluindo as linhas de transmissão associadas

Mais um passo

Comissão especial da Câmara aprova texto principal da reforma da Previdência dos militares

Votação é terminativa, mas o projeto pode ir ao plenário da Casa se for apresentado um requerimento com 51 assinaturas

Falando de mercado imobiliário

Preço dos imóveis residenciais no país cresce 0,32% em setembro, diz Abecip

No acumulado dos últimos 12 meses, o preço dos imóveis teve aceleração, chegando a 2,55% em setembro ante 2,33% em agosto

QUINTA-FEIRA, ÀS 11H

Os 90 anos da crise de 1929: uma conversa ao vivo com Ivan Sant’Anna

Ivan Sant’Anna e a equipe do Seu Dinheiro farão uma transmissão ao vivo nesta quinta-feira (24), às 11h00, para discutir o crash da bolsa de Nova York — evento que está completando 90 anos

This time is different?

Dólar alto e juro baixo? Para Verde Asset essa é uma equação possível

Em artigo, gestora do renomado Luis Stuhlberger detalha o que poderia ser o novo normal da economia brasileira

E a crise continua...

Major Olimpio pedirá destituição do diretório comandado por Eduardo Bolsonaro

Episódio é mais um capítulo da disputa travada por bolsonaristas e o grupo do deputado federal Luciano Bivar, presidente da sigla, pelo comando do partido

No entra e sai de dólares

Fluxo cambial total em outubro até dia 18 é negativo em US$ 6,224 bilhões

Já o fluxo cambial do ano até 18 de outubro ficou negativo em US$ 19,195 bilhões

Agendado

Tasso Jereissati diz que votação da PEC paralela da reforma da Previdência na CCJ do Senado será em 6 de novembro

Projeto prevê a possibilidade de Estados e municípios aderirem às novas regras de aposentadoria e pensão no País

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements