Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Julia Wiltgen

Julia Wiltgen

Jornalista formada pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) com pós-graduação em Finanças Corporativas e Investment Banking pela Fundação Instituto de Administração (FIA). Trabalhou com produção de reportagem na TV Globo e foi editora de finanças pessoais de Exame.com, na Editora Abril. Hoje é editora-chefe do Seu Dinheiro.

Diversificação

O que são debêntures, os títulos de renda fixa emitidos por empresas

Entenda como funcionam esses investimentos que tendem a se tornar mais interessantes em épocas de juros baixos e oferecem proteção contra a inflação

Julia Wiltgen
Julia Wiltgen
12 de janeiro de 2019
14:56 - atualizado às 22:16
Plataforma P-61 da Petrobras
Plataforma de petróleo: debêntures de infraestrutura são isentas de imposto de renda. - Imagem: Shutterstock.com

Debênture é um daqueles palavrões que fazem o mundo dos investimentos parecer complicado e fora de alcance das pessoas comuns. Mas é menos assustador do que parece. Debêntures são títulos de dívida emitidos por empresas constituídas sob a forma de sociedades por ações.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em vez de tomarem empréstimos junto a instituições financeiras, essas companhias optam por emitir debêntures que serão vendidas a investidores no mercado financeiro.

As debêntures são, portanto, investimentos de renda fixa de dívida privada, por meio dos quais o investidor-comprador torna-se credor da empresa emissora do papel.

Quem compra a debênture está emprestando dinheiro à companhia emissora em troca de uma rentabilidade, os juros.

É similar ao que ocorre quando você empresta dinheiro para um banco ao comprar um CDB, uma LCI ou uma LCA, ou mesmo ao aplicar na poupança.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Entretanto, diferentemente desses investimentos bancários, as debêntures não contam com a proteção do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), de que a pessoa física tanto gosta.

Leia Também

Por isso, são consideradas menos conservadoras que essas aplicações mais tradicionais, apesar de também serem investimentos de renda fixa. O detentor de uma debênture está, a princípio, exposto ao risco de o emissor não conseguir pagar o que deve.

Algumas debêntures contam com outros tipos de garantias que reduzem esse risco de crédito. As debêntures chamadas de quirografárias e subordinadas, porém, não contam com garantias e não têm preferência na ordem de pagamento aos credores.

Como funcionam as debêntures

As empresas captam recursos por meio de debêntures para diversas finalidades, como investimento em novas instalações e projetos, alongamento e reestruturação das dívidas, financiamento de capital de giro, entre outros.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os títulos têm um prazo de vencimento, ao fim do qual o investidor recebe de volta o valor aplicado mais os juros contratados na data da compra.

Em alguns casos, o principal pode ser recebido aos poucos, na forma de amortizações. Pode também haver pagamento periódico de juros.

Normalmente, a remuneração das debêntures é atrelada a um índice de preços. Elas costumam pagar uma taxa prefixada mais a variação do IPCA ou do IGP-M. Com isso, elas conseguem oferecer uma proteção contra a inflação.

Mas existem também as debêntures prefixadas e as pós-fixadas, estas últimas atreladas a taxas como o CDI e a Taxa Referencial (TR).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A remuneração desse tipo de investimento tende a se tornar mais atrativa em épocas de juros baixos, como alternativa à renda fixa conservadora, que passa a pagar menos.

Somente sociedades por ações, de capital aberto ou fechado, podem emitir debêntures. Os títulos podem ser negociados na bolsa de valores, no mercado de balcão organizado ou no mercado secundário da B3.

Prazo e liquidez

As debêntures podem ser compradas diretamente do emissor por meio de uma oferta pública ou então de outro investidor no mercado secundário. Seja como for, o investimento deve ser feito através de uma corretora de valores.

Os prazos costumam ser longos, podendo chegar a mais de dez anos. O resgate antes do vencimento em geral não é permitido. Quanto maior o prazo da debênture, mais atrativa tende a ser a sua remuneração.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Se o investidor precisar reaver seus recursos antes do fim do prazo, deverá vender o título no mercado secundário, a outro investidor ou a um formador de mercado (instituição que garante liquidez a investimentos pouco líquidos).

Mas a lógica é parecida com a dos títulos públicos: a rentabilidade contratada só é garantida para quem fica com o título até o vencimento. Na venda antecipada, o papel é negociado pelo seu preço de mercado, o que pode resultar numa rentabilidade bem diferente.

Por essas razões, o investimento em debêntures não é indicado para objetivos de curto prazo ou reserva de emergência. É mais recomendado para diversificação e para as reservas de médio ou longo prazo.

Investimento mínimo

O valor de aplicação mínima costuma variar de alguns milhares a alguns milhões de reais, dependendo do foco da emissão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Algumas emissões são voltadas para investidores institucionais ou investidores qualificados (aqueles que têm, no mínimo, um milhão de reais em aplicações financeiras), resultando em investimentos mínimos elevados e restritivos à maioria das pessoas físicas.

Outras são voltadas para o público em geral e buscam atrair o investidor de menor porte com valores de aporte inicial mais acessíveis.

Risco

De forma geral, as debêntures podem ser consideradas investimentos moderados. O risco de crédito (risco de calote) e o de liquidez tendem a ser maiores que os da renda fixa conservadora mais tradicional.

Como eu já disse antes, debêntures não contam com a cobertura do FGC. O risco de calote depende da saúde financeira da empresa emissora e da qualidade das garantias oferecidas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os títulos sempre contam com uma classificação de risco, conferida por agências de rating, que serve como referência para o investidor avaliar seu nível de risco de crédito.

Quanto ao risco de liquidez, atualmente as instituições financeiras que oferecem debêntures para as pessoas físicas têm feito um esforço para garantir a venda antecipada para o investidor que assim o desejar, reduzindo bastante esse risco.

Custos

O investimento em debêntures não costuma ter custos diretos para o investidor, como aquelas taxas cobradas em função do valor investido (custódia ou administração). Também não há Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) sobre os rendimentos.

Há, entretanto, imposto de renda na maioria dos casos, conforme a tabela regressiva da renda fixa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Tabela regressiva de IR das aplicações financeiras

As debêntures de infraestrutura classificadas como incentivadas são, entretanto, isentas de imposto de renda para a pessoa física.

Procure ler o prospecto

As ofertas públicas de debêntures registradas na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) devem contar com um Prospecto de Distribuição.

Esse documento deve trazer todas as informações relativas à emissão, como os fatores de risco, a análise da situação financeira da empresa emissora, a classificação de risco do papel e a escritura de emissão.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na escritura de emissão são especificados os direitos e deveres dos investidores e do emissor, bem como as garantias do título.

A escritura deve ter a intervenção de um “agente fiduciário dos debenturistas”, que é uma pessoa física ou instituição financeira que representa os interesses dos investidores.

Ele é o responsável por elaborar os relatórios de acompanhamento e verificar o cumprimento das condições pactuadas na escritura.

É muito importante procurar ler o prospecto das debêntures nas quais você deseja investir diretamente, para tomar ciência dos riscos e dos seus direitos como investidor.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Debêntures incentivadas

As debêntures incentivadas são emitidas especificamente para financiar empreendimentos de infraestrutura. Seus rendimentos são isentos de imposto de renda para a pessoa física como forma de estimular o investimento privado em infraestrutura no país.

Sua remuneração costuma ser atrelada a índices de preços, como o IPCA e o IGP-M, o que faz com que elas ofereçam uma proteção natural contra a inflação.

Fundos de debêntures

Embora existam muitas debêntures acessíveis à pessoa física, uma boa forma de entrar nesse tipo de investimento é por meio de fundos.

Há fundos que investem apenas em debêntures e fundos de crédito privado que aplicam nesses papéis como parte de uma estratégia mais ampla de investimento em renda fixa.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os fundos de debêntures, entretanto, são marcados a mercado. Isto é, os valores das suas cotas são atualizados diariamente conforme os preços das debêntures da carteira, que também oscilam todos os dias. Assim, pode haver variações positivas e negativas.

Já os fundos de crédito privado tendem a ser menos voláteis, pois também investem parte relevante dos seus recursos em títulos de renda fixa mais tranquilos.

O investimento em debêntures via fundos sofre cobrança de taxa de administração, IOF e IR, mas conta com uma série de vantagens em relação ao investimento direto.

Os fundos contam com uma gestão profissional, retirando dos ombros do investidor pessoa física a tarefa de avaliar cada debênture.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, eles conseguem investir em papéis que seriam normalmente inacessíveis ao investidor de menor porte, e ainda de forma diversificada, com um investimento inicial baixo.

Quanto ao imposto de renda, a tributação é geralmente a mesma dos fundos de renda fixa, com come-cotas e seguindo aquela tabela regressiva de IR que eu apresentei anteriormente.

As exceções são os fundos de debêntures incentivadas, que também costumam ter rendimentos isentos de imposto de renda.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
CRÉDITO PRIVADO

Aegea: alto endividamento e revisão no balanço muda status da renda fixa da empresa; Águas do Rio se afoga junto, e IPO fica para 2027

14 de abril de 2026 - 15:05

Debêntures e bonds da companhia de saneamento estão sendo penalizados em meio ao aumento da percepção de risco

RENDA FIXA

CDB vs. LCA: qual papel de renda fixa está pagando mais e em qual vale a pena investir agora?

13 de abril de 2026 - 19:10

Levantamento da Quantum Finance mostra que a reprecificação da renda fixa também chegou aos títulos de emissão bancária em março

CREDOR X ACIONISTA

Ações da Hapvida (HAPV3) sobem 24,5% na semana, mas otimismo não chega nas debêntures: prêmio de risco está na faixa de CDI +8%

11 de abril de 2026 - 11:05

Troca de CFO e possível venda de ativos animou os acionistas, mas repercussão nos títulos de dívida foi mais comedida

CARTEIRA RECOMENDADA

Além do Tesouro Selic e do CDI: recomendações de renda fixa para abril reafirmam atratividade de títulos IPCA+

9 de abril de 2026 - 17:34

A guerra no Oriente Médio mexeu com a renda fixa em março; analistas indicam cautela e confiança no longo prazo para investir em meio às incertezas

RENDA FIXA

A maré virou: fundos de debêntures ficam abaixo do CDI em março e investidores de renda fixa começam a pular do barco

9 de abril de 2026 - 13:26

Aumento nos casos de recuperações judiciais e extrajudiciais mexeu na precificação dos títulos de dívida

CRÉDITO (IN)SEGURO

As agências de rating erraram? O que as revisões bruscas das notas de empresas encrencadas revelam sobre o papel da classificação de risco

9 de abril de 2026 - 6:05

Os casos de recuperações judiciais e extrajudiciais se avolumam a cada dia e trazem à tona o papel das agências de classificação de risco, que ficaram atrás de alguns eventos, como Raízen e Banco Master

RENDA FIXA

Empresas estão ‘perdendo a vergonha’ de pôr credor para pagar a conta, diz sócio da Vinland, diante de enxurrada de recuperações

8 de abril de 2026 - 19:30

Em evento do Bradesco BBI, executivo defendeu uma lei de falência mais pró-credor, ante tantas recuperações judiciais e extrajudiciais

RENDA FIXA + ETFS

Proteção contra a inflação e uma mesada: este ETF de renda fixa investe em Tesouro IPCA+ de um jeito diferente e ainda paga dividendos

1 de abril de 2026 - 19:02

O AREA11, do BTG Pactual, estreou faz pouco tempo e traz duas novidades para o investidor que gosta de dividendos, mas quer se manter na renda fixa

BALANÇO DO MÊS

Tesouro Selic e CDI: só ganharam em março os investimentos que nunca perdem

31 de março de 2026 - 19:40

Bitcoin e dólar também fecharam o mês no azul, mas com um caminho bem mais tortuoso do que o rentismo garantido de um juro em 15% ao ano

DEBÊNTURES E BONDS

Renda fixa privada: juro alto é a pedra no sapato dos títulos de dívida de empresas brasileiras; mas no exterior, investidor pode ousar mais

31 de março de 2026 - 18:50

É hora de ser cauteloso em relação ao crédito privado de maior risco no mercado local, mas no exterior há boas oportunidades, dizem gestores

NÃO FORAM SÓ AS AÇÕES

Títulos de renda fixa de Hapvida, CSN e Assaí também refletem momento difícil das empresas e veem forte queda no mercado

23 de março de 2026 - 19:04

Excesso de dívida e queima de caixa preocupam investidores, que exigem prêmio maior para manter papéis na carteira

RENDA FIXA

Tesouro Nacional reduziu o pânico, mas taxas dos títulos públicos devem continuar altas em resposta ao cenário global

20 de março de 2026 - 19:45

Tesouro fez recompras de títulos públicos ao longo da semana para diminuir a pressão vendedora, mas volatilidade deve continuar com escala da guerra no Oriente Médio

MEDO NO AR

Renda fixa: títulos públicos do mundo inteiro disparam com a expectativa de uma nova onda de aumento dos juros

20 de março de 2026 - 17:25

Preocupação com inflação levou o principal título da Inglaterra a oferecer 5% de juro, maior nível desde 2008; nos EUA, o Treasury de 30 anos chegou a 4,95%

SIMULAÇÃO

Renda fixa: quanto rendem R$ 10 mil no CDB, na LCA, no Tesouro Selic e na poupança com os juros em 14,75% ao ano?

18 de março de 2026 - 19:42

O Copom reduziu a taxa Selic, mas o retorno da renda fixa continua o mais atrativo do mercado; confira as rentabilidades

RENDA FIXA

Tesouro Direto: Prefixado a 14% e IPCA + 8% aqui não! Tesouro Nacional vai às compras e isso é bom para a sua carteira

17 de março de 2026 - 19:32

Iniciativa do Tesouro acalmou o mercado de títulos públicos e tende a diminuir preços e taxas diante da crise com a guerra no Oriente Médio

RENDA FIXA

O que vai acontecer com a renda fixa? Situação da Raízen (RAIZ4) e corte na Selic são motivos de alerta para gestores de fundos

16 de março de 2026 - 19:48

Fundos de crédito começam a registrar resgates pelos investidores, mas volume ainda é pequeno — o risco é aumentar nos próximos meses

CRÉDITO EM CRISE

Raízen (RAIZ4): como ficam as debêntures, bonds e CRAs após o pedido de recuperação extrajudicial?

11 de março de 2026 - 18:33

Alterações em prazos, juros ou conversões para ações podem afetar os títulos de dívida que têm a Raízen como devedora

ISENTO DE IR

Renda fixa: LCAs mais rentáveis de fevereiro pagam até 94,5% do CDI, sem imposto de renda; veja prazos e emissores

10 de março de 2026 - 19:45

As emissões com taxas prefixadas ofereceram 11,59% de juro ao ano — quase 1% ao mês isento de IR

CARTEIRA RECOMENDADA

Corte na taxa Selic e guerra no Oriente Médio: como investir em Tesouro Direto e outros títulos de renda fixa em março?

10 de março de 2026 - 14:01

Incerteza global mexeu nas taxas dos títulos públicos e interrompeu os ajustes na precificação dos títulos de renda fixa pela perspectiva de corte nos juros

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Paradoxo da Selic: corte nos juros tende a diminuir risco de calote na renda fixa, mas Sparta alerta para outro risco no horizonte

9 de março de 2026 - 15:32

Ciclo de queda da taxa básica de juros tende a aumentar a volatilidade no mercado secundário de crédito privado e lembrar ao investidor que renda fixa não é proxy de CDI

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia