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Com base nas cotações de fechamento de ontem, a venda das ações do Banrisul renderia até R$ 2,4 bilhões aos cofres do governo do Estado, que descartou privatizar o banco
Depois de muitas idas e vindas, o governo do Rio Grande do Sul voltou a anunciar a intenção de vender ações do Banrisul, banco controlado pelo Estado. Mas não será uma privatização, já que o Estado pretende vender ações ordinárias (ON) até o limite da manutenção do controle acionário.
O governo gaúcho possui hoje 98% das ações com direito a voto do Banrisul. O banco abriu o capital em 2007 com uma oferta pública inicial (IPO, na sigla em inglês) de ações preferenciais classe B (PNB, que não dão direito a voto).
Com base nas cotações de fechamento de ontem, a venda das ações até o limite do controle (50,01%) renderia até R$ 2,4 bilhões aos cofres do Estado. Certamente menos do que o governo arrecadaria se partisse para uma privatização. Afinal, o Banrisul é praticamente a última instituição de varejo com tamanho relevante disponível no mercado brasileiro.
No ano passado, as ações registraram forte alta com a perspectiva de venda do controle do banco, dentro do plano de renegociação das dívidas do Estado com a União.
Os planos depois foram modificados e o Banrisul decidiu então lançar uma oferta de ações de sua unidade de cartões, mas a operação não foi adiante.
Havia a expectativa de que a privatização voltasse ao radar, mas o novo governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, descartou a venda do controle do banco.
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A notícia da oferta faz os papéis do banco (BRSR6) recuarem na bolsa. Por volta das 12h15, as ações eram negociadas em queda de 3,69%, cotadas a R$ 23,21. As ações ON (BRSR3) também caem, mas possuem pouca liquidez. Confira também nossa cobertura completa de mercados.
O Banrisul encerrou o primeiro trimestre com R$ 77,9 bilhões em ativos. O lucro líquido nos três primeiros meses do ano foi de R$ 320 milhões, alta de 31,1% em relação ao mesmo período de 2018 e o equivalente a uma rentabilidade sobre o patrimônio líquido de 18,7%.
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