Menu
2019-04-04T14:50:09+00:00
Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
Superando as expectativas do governo

Arrecadação total de leilão de aeroportos soma R$ 2,377 bilhões

O ágio médio foi de 986%, informaram representantes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac)

15 de março de 2019
13:37 - atualizado às 14:50
aeroporto de cuiaba
Aeroporto de Cuiabá - Imagem: Divulgação

A arrecadação total do governo com o leilão para a concessão de 12 aeroportos somou R$ 2,377 bilhões. Desse total, R$ 2,158 bilhões correspondem ao ágio ofertado pelos proponentes vencedores.

O ágio médio foi de 986%, informaram representantes da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).

Três diferentes grupos venceram os três blocos de aeroportos ofertados no leilão nesta sexta-feira, 15.

A espanhola Aena conquistou o Bloco Nordeste, ao ofertar um valor de contribuição inicial de R$ 1,9 bilhão, o que corresponde a um ágio de 1010,69% em relação ao valor mínimo estabelecido no edital.

A suíça Zurich levou o Bloco Sudeste com uma proposta de outorga inicial de R$ 437 milhões, ágio de 830,15%.

Já o Bloco Centro Oeste ficou com o Consórcio Aeroeste (formado por Socicam e Sinart), que fez lance vencedor de R$ 40 milhões, ágio de 4.739,38%.

O Ministério dos Transportes estima que o governo federal deve arrecadar R$ 4,2 bilhões com o leilão ao longo de 30 anos, que é o prazo de concessão estabelecido. Desse total, R$ 2,377 bilhões - incluindo o lance mínimo e o ágio ofertado - serão pagos à vista na assinatura do contrato.

A tal da confiança

Logo após o fim do leilão, o ministro de Infraestrutura, Tarcísio Freitas, afirmou que o resultado é uma grande demonstração de confiança no País. "E de que estamos no rumo certo", disse.

Segundo ele, o sucesso na disputa é a prova de que o modelo de blocos, utilizado pela primeira vez no País, foi o mais adequado. Freitas salientou que o ágio médio de 986% reflete o potencial que está sendo enxergado no negócio.

O ministro também disse que o número de propostas demonstra a confiança do mercado nesse processo. Ele aproveitou para sinalizar que mais movimentos do governo vão acontecer. "Há um potencial de negócios ainda maior", disse.

Sobre a livre concorrência, ele observou que o modelo de livre concorrência levou os concorrentes até o limite das suas potencialidades para aproveitar o negócio. "Essa é uma boa surpresa para nós".

O ministro disse ainda que atuará junto às empresas para garantir que os contratos sejam cumpridos e que a perspectiva para as próximas ofertas seja positiva. "Na segunda-feira já estaremos colocando na praça um chamamento para estudos da sexta rodada de licitações. Serão quatro semanas seguidas de leilão", afirmou.

Para o fim da fila

Freitas informou que os aeroportos de Congonhas (SP) e Santos Dumont (RJ) ficarão para a última rodada de leilão. "Temos três blocos: Norte, Central e Sul, com aeroportos importantes. Congonhas e Santos Dumont vão ficar para sétima e última rodada, por serem aeroportos muito importantes", afirmou.

O ministro chamou a atenção para a natureza dos players que se apresentaram no certame desta sexta. "Agora temos operadores aeroportuários importantes. Cada vez mais players chegando. Não nos preocupa aeroportos com menos movimento. Temos uma maximização das possibilidades com esse arranjo em blocos", reforçando que o foco do processo é a prestação de serviço de qualidade.

O tal do turismo

O forte potencial turístico foi o principal fator que atraiu o grupo espanhol Aena à disputa pelo Bloco Nordeste. O operador superou outros 5 proponentes e com isso conquistou seu primeiro ativo no Brasil.

O diretor da Aena Internacional, Juan Jose Alvarez, classificou o bloco, composto pelos aeroportos de Recife (PE), Maceió (AL), Aracaju (SE), Juazeiro do Norte (CE), João Pessoa (PB) e Campina Grande (PB), como "muito importante" para a Aena e destacou o potencial de desenvolvimento turístico especialmente dos ativos nas capitais de Pernambuco, Alagoas e Sergipe.

"Tem muitíssimo potencial de desenvolvimento", afirmou, salientando que o grupo possui 47 aeroportos na Espanha, dos quais 80% são aeroportos turísticos. Ele disse que espera contar com a ajuda do governo para desenvolver o potencial turístico.

O executivo também comentou que o grupo utilizará recursos próprios para realizar os investimentos no Bloco.

Além do R$ 1,9 bilhão de contribuição inicial, a ser paga na assinatura do contrato, a Aena deverá desembolsar R$ 788 milhões ao longo dos primeiros cinco anos de contrato em obras de melhorias nos aeroportos estabelecidas no contrato.

Com o dinheiro brasileiro

Logo após o resultado do leilão, o principal executivo da Zurich Latin America, Stefan Conrad, disse que a companhia irá buscar recursos locais para os investimentos no aeroporto de Vitória. Questionado sobre financiamento para os investimentos que o grupo acabou de assumir, ao conquistar o bloco Sudeste do leilão de aeroportos, o executivo disse que "todo financiamento ao aeroporto de Vitória será com dinheiro do Brasil", disse, em coletiva de imprensa na B3.

O grupo suíço já atua no País: opera o aeroporto internacional de Florianópolis e tem uma participação no terminal de Belo Horizonte/Confins.

Além do valor de contribuição inicial, a ser pago no início do contrato, o consórcio vencedor deverá realizar investimentos de R$ 302 milhões nos primeiros cinco anos de contrato.

Entre as obras previstas estão medidas para garantir o atendimento do nível de serviço em parâmetros baseados em recomendações da Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA, na sigla em inglês) e, em Vitória, a garantia de atendimento de processamento de 65% dos passageiros domésticos em pontes de embarque.

*Com Estadão Conteúdo.

Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Quer nossas melhores dicas de investimentos de graça em seu e-mail? Cadastre-se agora em nossa newsletter
Comentários
Leia também
A REVOLUÇÃO 3.0 DOS INVESTIMENTOS

App da Pi

Aplique de forma simples, transparente e segura

Mais perto do que se imagina

Sem reformas, País deve violar “regra de ouro” em 2020 e ter recessão, diz OCDE

Organização acredita que não aprovação das reformas resultaria em custos de financiamento mais altos e consequentemente um crescimento mais baixo

A volta da esquerda?

Quatro a cada 10 norte-americanos apoiam o socialismo, diz pesquisa

Levantamento da Gallup mostra que 43% das pessoas acreditam que o socialismo é algo bom para o País, enquanto para 51% ainda é algo ruim; números contrastam com pesquisa de 70 anos atrás

Fraudes em fundos de pensão

Justiça ratifica denúncia de Operação Rizoma contra desvios no Postalis e Serpros

Entre os acusados estão o empresário Milton Lyra, o “operador do MDB”, o ex-tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e o empresário Arthur Mario Pinheiro Machado

Blog da Angela

Grandes fundos emprestaram uma bolada de dinheiro para o governo. Por que isso é ruim?

Patrimônio de fundos sob gestão dos maiores administradores do país está comprometido em 80% com títulos públicos; ações respondem por 3,5% e aplicações no exterior por 0,5% do total

Bateu o pé

Presidente da Comissão Especial reafirma calendário da reforma da Previdência e diz que relatório sai até dia 15

Prazo para apresentação de emendas, que encerraria nesta quinta-feira, 23, deve ser adiado para o dia 30

De olho no gráfico

É hora de comprar Ambev, BB, Petrobras e outras blue chips da Bolsa?

Coluna traz vídeos sobre análise gráfica e dicas de investimentos. Terças e quartas o tema é o mercado de ações. Quinta-feira é a vez das criptomoedas

Aliança ambiciosa

EDP e Engie assinam memorando para criação de joint venture no setor eólico

Em nota, a EDP informa que as duas empresas combinarão seus ativos eólicos offshore e os projetos em desenvolvimento na recém-criada joint venture, que deve estar em operação até o fim de 2019

Câmbio

BC rola mais US$ 1,25 bilhão em leilão linha com compromisso de recompra

Operações foram anunciadas na sexta-feira. Ontem, rolagem também foi de US$ 1,25 bilhão e ainda teremos mais uma operação amanhã

Nada muda (ufa!)

Fitch reafirma rating do Brasil em “BB-“, com perspectiva estável

Nota do País segue limitada pelas fraquezas nas finanças, perspectivas de crescimento fracas, corrupção e um ambiente político turbulento

menos linhas

Mesmo com reformas, texto da Constituição tem de ser reduzido, diz presidente do STF

Para o ministro Dias Toffoli, se forem aumentados números de dispositivos na Constituição, a possibilidade de judicialização das questões é maior

Carregar mais notícias
Carregar mais notícias
Fechar
Menu
Advertisements