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A guerra no Oriente Médio mexeu com a renda fixa em março; analistas indicam cautela e confiança no longo prazo para investir em meio às incertezas
Nem a renda fixa resistiu à incerteza e à volatilidade do mercado financeiro em março. A guerra no Oriente Médio mudou as projeções econômicas ao redor do mundo. O que se esperava para juros e inflação em todos os países entrou em xeque. Com isso, preços e taxas de títulos de renda fixa passaram por revisões ao longo de todo o mês.
Somente os investimentos que nunca perdem foram capazes de registrar marcação positiva. Mais especificamente, o Tesouro Selic e pós-fixados atrelados ao CDI.
Acontece que uma carteira de investimentos não se faz só de Tesouro Selic e CDI. Até porque, em meio à guerra e todos os conflitos que ela impõe, o Banco Central do Brasil cortou a taxa Selic em março.
Foi um corte menor do que o esperado anteriormente, de 0,25 ponto percentual, mas foi feito e levou a Selic para 14,75% ao ano. Com isso, o retorno do Tesouro Selic e dos pós-fixados já diminuiu.
E vai continuar diminuindo, porque o BC já sinalizou que vai manter o ciclo de cortes nos juros.
Diversificar e investir em outros ativos se faz ainda mais necessário diante de momentos voláteis como o atual. Na carteira recomendada de renda fixa de abril, o Itaú BBA destaca:
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“Mais do que reagir ao noticiário, vale olhar para as trocas estruturais de alocação e para o horizonte de cada objetivo financeiro. Os movimentos recentes alteraram preços e prêmios, mas não mudaram a lógica fundamental da estratégia”, diz o relatório.
Mesmo após um primeiro corte na Selic pelo Banco Central, o título público pós-fixado continua sendo o porto seguro da carteira. A baixa oscilação e alta liquidez do papel serve como um pilar defensivo para atravessar momentos de maior incerteza.
A XP recomenda uma exposição acima da neutra neste momento. Mesmo com a sinalização de corte dos juros pelo BC, as taxas devem se manter acima de 12% ao ano (ou seja, acima de 1% ao mês) por bons meses.
A indicação da casa é o Tesouro Selic 2029, enquanto o Itaú BBA recomenda o Tesouro Selic 2031.
A tese para os títulos atrelados à inflação foi reforçada pela volatilidade de março, de acordo com os relatórios dos bancos.
A revisão para cima nas projeções de inflação ao redor do mundo teve dois impactos:
A questão é: renda fixa atrelada à inflação tem muita oscilação de preço, principalmente os títulos com vencimentos mais longos. Em março, todos os papéis Tesouro IPCA+, do Tesouro Direto, registraram queda no preço de mercado.
Quem consegue segurar o título até o vencimento não tem motivo para se preocupar: a correção da inflação e a taxa são pagas integralmente, nos termos contratados. Porém, papéis longos exigem mais planejamento.
Na hipótese de um imprevisto que exija a venda antecipada, a marcação de preço pode se converter em prejuízo.
A XP sugere uma duração média de cerca de seis anos para capturar os prêmios reais atrativos. Os dois títulos indicados são Tesouro IPCA+ com juros semestrais 2032 e Tesouro IPCA + 2035.
Já o Itaú BBA também olha para a oportunidade de proteção de patrimônio e aposentadoria, destacando que as taxas atuais estão significativamente acima da média. A recomendação vai para o Tesouro IPCA+ 2032 e o Tesouro IPCA+ 2040.
Os prefixados continuam sendo o principal ponto de discordância entre os analistas.
A XP adota uma postura mais arrojada, com exposição acima do neutro. A casa afirma que, apesar da volatilidade nos vencimentos curtos, o prêmio nas taxas atuais é atrativo, principalmente se os cortes na Selic forem consistentes. A recomendação é do Tesouro Prefixado 2031 com juros semestrais.
O Itaú BBA é mais conservador e não incluiu os títulos públicos prefixados em sua seleção de abril. O banco prefere não travar retornos fixos enquanto o cenário de inflação e o ritmo de cortes da Selic pelo Banco Central apresentarem tamanha incerteza.
Após os eventos com pedidos de recuperação extrajudicial da Raízen e do GPA, o cenário de abril exige maior seletividade no crédito privado.
Nesse contexto, as instituições financeiras estão priorizando emissores de altíssima qualidade, os chamados high grade, com foco em setores resilientes e receitas protegidas da inflação.
A Energisa Paraíba é um destaque nas recomendações de abril, tendo sido selecionada como uma das principais escolhas do BTG Pactual.
A tese baseia-se no prêmio de retorno atrativo diante de concessões maduras e com prazos alongados. Além disso, a empresa conta com a segurança adicional de fazer parte da holding Energisa, um dos maiores grupos do setor elétrico nacional.
O destaque do BB Investimentos é a Klabin. O banco justifica a escolha pela liderança da companhia no mercado de papéis de embalagem e por sua oferta única de três tipos de celulose. Para o banco, isso confere robustez operacional para atravessar momentos de crise.
No setor de infraestrutura, a Rumo ganha protagonismo no relatório do Itaú BBA. Os analistas ressaltam o sólido perfil de crédito da companhia e sua conservadora posição de caixa, que é suficiente para cobrir quase integralmente suas dívidas dos próximos cinco anos.
Todos esses ativos compartilham a vantagem da isenção de imposto de renda para pessoas físicas. Contudo, é sempre importante lembrar que títulos de crédito privado, como debêntures, CRIs e CRAs, não contam com o seguro do Fundo Garantidor de Créditos (FGC).
Esses papéis dependem exclusivamente da capacidade de pagamento e da solidez financeira das empresas que emitiram as dívidas.
| Título | Retorno | Vencimento | Rating local |
|---|---|---|---|
| Tesouro Selic 2031 | SELIC + 0,0872% | 01/03/2031 | – |
| Tesouro IPCA+ 2032 | IPCA + 7,65% | 15/08/2032 | – |
| Tesouro IPCA+ 2040 | IPCA + 7,23% | 15/08/2040 | – |
| DEB Rumo Malha Paulista (GASC23) | IPCA + 7,9% | 15/10/2033 | AAA |
| DEB Cosern (CSRNA3) | 12,75% a.a. | 15/11/2032 | AAA |
| CRI JHSF (24J2539865) | IPCA + 8,4% | 16/10/2034 | – |
| CRI Brasil Terrenos (25H0243071) | 14,7% | 16/08/2032 | AA+ |
| CRI Multiplan (25I0014209) | 97% do CDI | 19/09/2035 | AAA |
| CRI Construtora Pacaembu (25L2398303) | 102% do CDI | 28/12/2032 | AAA |
| CRA Neomille (CRA025008C1) | 14,7% | 15/12/2032 | AA |
| Título | Retorno | Vencimento | Rating Local |
|---|---|---|---|
| DEB Energisa Paraíba (SAELB7)* | IPCA + 7,03% | 15/10/2040 | AAA |
| DEB MetrôRio (MGPRA0) | IPCA + 7,94% | 15/03/2042 | AAA |
| DEB Rialma Energia (RALM11) | IPCA + 7,59% | 15/12/2046 | AAA |
| DEB Vero (VERO15)* | 14,83% a.a. | 15/07/2032 | A+ |
| CRA Eldorado Celulose (CRA0250080X) | IPCA + 8,09% | 17/09/2035 | AA+ |
| CRA 3tentos (CRA025008N8)* | 103% do CDI | 15/10/2030 | AA |
| CRA SLC Agrícola (CRA025007PT) | CDI + 0,65% | 22/09/2033 | AA |
| CRA Eldorado (CRA025007KK) | 14,06% a.a. | 15/09/2032 | AA+ |
| Título | Retorno | Vencimento | Rating local/ Perspectiva |
|---|---|---|---|
| Tesouro Selic 2029 | Selic + 0,01% | 01/03/2029 | – |
| Tesouro IPCA + 2032 com Juros Semestrais | IPCA + 7,30% | 15/08/2032 | – |
| Tesouro Prefixado 2031 com Juros Semestrais | 13,51% | 01/01/2031 | – |
| Tesouro IPCA + 2035 | IPCA + 7,03% | 15/05/2035 | – |
| CDB BMG | IPCA + 8,51% | 24/03/2029 | A/ Positiva |
| CDB Banco C6 | 14,6% | 24/03/2030 | AA-/ Estável |
| LCA Banco Original | 91% do CDI | 24/03/2028 | BBB+/ Positiva |
| DEB Eletrobras/Axia (ELET14) | IPCA + 6,60% | 15/09/2034 | AAA/ Estável |
| DEB ER Ativo J&F (VERTL6)* | CDI + 1,75% | 21/02/2028 | AAA |
| CRI SuccessPar/Assaí (25L3723350)* | IPCA + 8,85% | 17/12/2040 | AAA |
| Título | Vencimento | Rating local |
|---|---|---|
| DEB Coelba (CEEBB7) | 15/11/2033 | AAA |
| DEB Celpe (CEPEB7) | 15/08/2040 | AAA |
| DEB Equatorial Maranhão (EQMAA2) | 15/09/2036 | AAA |
| DEB Equatorial Goiás (CGOSB0) | 15/08/2037 | AA+ |
| DEB Klabin (KLBNA5) | 15/08/2039 | AAA |
| DEB Sabesp (SBSPF3) | 15/01/2040 | AAA |
| DEB Vale (VALED1) | 15/05/2037 | AAA |
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