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Levantamento da Quantum Finance mostra que a reprecificação da renda fixa também chegou aos títulos de emissão bancária em março
O cenário para o investidor de renda fixa mudou de uma hora para outra. Em fevereiro o clima era de calmaria, com a expectativa de queda da taxa Selic. Um mês depois, o caos da guerra provocou uma reprecificação relevante em todos os ativos — incluindo a renda fixa.
O motivo? Uma mistura indigesta de incertezas externas (guerra) e riscos fiscais domésticos (juros + eleições). Com o clima de aversão a risco em alta, o mercado exige retornos maiores para emprestar dinheiro aos emissores de títulos de dívida. Isso vale para todos os papéis de renda fixa, dos CDBs às LCAs.
O levantamento da Quantum Finance mostra a mudança de um mês para o outro.
Nos CDBs pós-fixados (atrelados ao CDI), a taxa máxima para o prazo de 24 meses subiu de 107% do CDI em fevereiro (Banco Mercantil) para 111% do CDI em março (Banco BMG).
Já nos títulos de 36 meses, o retorno dos CDBs chegou a 112% do CDI na taxa máxima de março, também oferecida pelo Banco BMG. Em fevereiro, nenhum vencimento ultrapassou os 107% dos 24 meses.
A festa também chegou aos títulos atrelados à inflação.
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O CDB IPCA+ com vencimento em um ano passou de uma taxa máxima de IPCA + 9,17% em fevereiro para IPCA + 9,22% em março, ambas oferecidas pelo Haitong.
Nos prefixados, o movimento também foi significativo: o melhor retorno para 12 meses subiu de 14% para 14,44% ao ano no mesmo período. Em fevereiro, a melhor taxa era do título da sociedade de crédito Sinosserra. Em março, a emissão foi do Haitong.
O grande charme das LCAs é a isenção de imposto de renda sobre o retorno para pessoa física. Mas será que um título isento sempre rende mais que o tributado?
Para comparar, os analistas financeiros fazem o cálculo do gross up, que simula quanto o título isento pagaria se fosse tributado. Esse cálculo permite uma equivalência mais comparável.
A regra de bolso mais simples (porém não completa e exata) é: para prazos acima de dois anos (em que o IR do CDB é de 15%), uma LCA que paga 85% do CDI equivale a um CDB que paga 100% do CDI.
Trazendo isso para os títulos mais rentáveis de 24 meses emitidos em março, fica assim:
Fazendo o gross up, a LCA do ABC Brasil pagaria 108,2% do CDI se tivesse incidência de imposto — um valor menor que o banco BMG.
Entretanto, aqui entram as considerações sobre o preço do risco. O rating do ABC Brasil é AAA na escala local, nas três agências de rating (Fitch, Moody’s Local e S&P Global), o que diminui as exigências do mercado em relação a sua dívida.
O Banco BMG, por outro lado, tem notas A(bra) pela Fitch e brA pela S&P (ambos com perspectiva positiva). É uma instituição sólida, mas o mercado avalia como tendo um risco de crédito ligeiramente superior ao de um banco AAA. Isso aumenta a exigência de prêmio pela sua dívida.
No final, o investidor precisa decidir se essa diferença de rendimento compensa a troca de um banco com rating AAA por um de rating A.
Seja como for, tanto CDBs como LCAs contam com cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) para investimentos de até R$ 250 mil por CPF por conglomerado financeiro, considerando principal e rendimentos. A recomendação é sempre respeitar esse limite.
| Indexador | Prazo (meses) | Taxa máxima | Nº de títulos | Emissor |
|---|---|---|---|---|
| %CDI | 36 | 112% do CDI | 62 | Banco BMG |
| IPCA | 12 | IPCA + 9,22% | 122 | Haitong Banco de Investimento |
| Prefixado | 6 | 14,70% a.a. | 19 | Goldman Sachs do Brasil |
| Indexador | Prazo (meses) | Taxa máxima | Nº de títulos | Emissor |
|---|---|---|---|---|
| %CDI | 36 | 93% do CDI | 213 | Banco ABC Brasil |
| IPCA | 12 | IPCA + 6,64% | 180 | Banco ABC Brasil |
| Prefixado | 36 | 12,55% a.a. | 111 | Banco ABC Brasil |
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