🔴 CRIPTO VOLTOU? VEJA COMO BUSCAR MULTIPLICAÇÕES DE ATÉ 214 VEZES – CLIQUE AQUI

Conteúdos exclusivos da Empiricus

Parceria Seu Dinheiro e Empiricus:

Salve suas matérias favoritas do Seu Dinheiro criando uma conta gratuita na Empiricus.

E tem mais: ao criar sua conta gratuita, você ganha acesso a um universo de conteúdos que vai muito além das notícias.

Relatórios, cursos, podcasts, newsletters e estratégias de investimento para transformar informação em melhores decisões.

RISCO GEOPOLÍTICO

‘Trump é o mestre da negociação’, mas encara uma limitação que o levará a encerrar guerra no Irã em breve, diz gestor da Nomura Asset

Para Brett Collins, gerente de portfólio de crédito da gestora do Nomura, guerra no Irã é um dos maiores riscos para o mercado de crédito corporativo hoje, mas Trump deve evitar que ela se arraste

Trump diante das bandeiras de Irã e Israel
Trump diante das bandeiras de Irã e Israel - Imagem: Montagem Seu Dinheiro

Apesar de a guerra no Irã estar na sua quinta semana, boa parte do mercado ainda acredita numa resolução rápida do conflito. É o caso de Brett Collins, gerente de portfólio de crédito da gestora do banco Nomura.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“A resolução rápida [da guerra] é o nosso cenário-base, e achamos que a economia global consegue suportar um curto período de preços altos do petróleo sem grandes impactos em crescimento e inflação. Mas claro que existe o risco de cauda de que a guerra se prolongue”, disse Collins em painel sobre crédito corporativo durante o evento Global Managers Conference 2026, da BTG Pactual Asset Management.

Para ele, o cenário macroeconômico é o maior risco para o mercado de títulos corporativos (bonds) hoje, com a pressão sobre os preços do petróleo e, consequentemente, sobre a inflação e os juros no mundo.

Collins admite que muito do risco geopolítico do momento atual foi desencadeado pela administração Trump e que muitas das ações do presidente norte-americano podem parecer imprevisíveis, mas não o são realmente.

“Se você entender como ele opera, as ações dele se mostram mais previsíveis”, opina. O gestor justifica dizendo que, por se tratar de um segundo mandato, Donald Trump entende que tem apenas quatro anos para “reescrever as regras da economia global” de forma a trazer mais vantagens aos Estados Unidos. Daí a “correria” das suas ações.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para Collins, embora Trump tenha esse perfil de “showman”, como quem conta vantagem, ele lança mão de um conceito clássico da negociação, a ancoragem. “Você primeiro ancora a negociação num resultado favorável para você; então, oferece concessões para chegar a um acordo.”

Leia Também

SEQUÊNCIA DE ERROS

Peter Handke: o vencedor do Prêmio Nobel que reabriu a pior crise da Academia Sueca

A MAIOR RECOMPRA DA HISTÓRIA

Jensen Huang coloca US$ 150 bilhões na mesa: por que as ações da Nvidia ficaram irresistíveis para a própria Nvidia

O gestor de portfólio de crédito do Nomura diz que a maioria dos políticos norte-americanos tem medo de fazer isso, mas não o republicano.

“Trump não se importa, ele é o mestre da negociação. Ele diz coisas ultrajantes para iniciar uma negociação e então vai oferecendo concessões até chegar a um acordo”, diz Collins.

Ele exemplifica com o próprio caso das tarifas: primeiro Trump disse algo “ultrajante”, como impor 100% de tarifas à China, para dar o pontapé inicial numa negociação. No fim das contas, as tarifas efetivas hoje não passam de cerca de 10%, diz o gestor.

O início de uma guerra no Irã seria, nesse sentido, uma maneira (arriscada, claro) de forçar um acordo vantajoso aos Estados Unidos na região.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Ainda que haja o risco de que o conflito se arraste, Collins acredita que Trump tem todo o incentivo para se apressar para buscar uma resolução em breve.

“George Friedman, um analista político a quem respeito muito, disse que se você quiser prever as ações de um político, não ouça o que ele diz, nem estude o que ele quer fazer; analise o que as suas limitações permitirão que ele faça”, disse o gestor no evento da BTG Asset.

Segundo Collins, a maior limitação de Trump neste momento — o que o faria correr para impedir que a guerra no Irã se arraste — são as eleições legislativas de meio de mandato, marcadas para novembro.

Isso porque, explica o gestor, agora os republicanos controlam as duas casas do Congresso; no entanto, caso percam uma delas, haverá uma grande disrupção nos próximos anos do governo Trump. “Os democratas vão conseguir barrar leis, investigar Trump, e ele pode até sofrer um impeachment por algum motivo”, disse Collins.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E qual o grande risco da guerra para a população norte-americana e, consequentemente, para o resultado eleitoral? O peso do conflito sobre o custo de vida.

“O tema-chave da política norte-americana no momento é custo de vida. A noção de que, nos últimos anos, os salários subiram, mas os preços subiram mais rápido, então as pessoas ficaram menos ricas”, observa Collins.

A guerra no Irã não ajuda nesse sentido, pois uma alta prolongada do preço do petróleo levaria a inflação às alturas. “O Ocidente consegue aguentar um petróleo a US$ 100 o barril por algum tempo, mas se em outubro o gás estiver custando US$ 5 o galão, os republicanos perdem a eleição”, explicou.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Guerra comercial, China, Estados Unidos EUA 25 de setembro de 2026 - 17:27
bandeira dos estados unidos em wall street 25 de setembro de 2026 - 15:42
Presidentes dos EUA, Donald Trump, e da China, Xi Jinping, apertam as mãos após encontro na Coreia do Sul 24 de setembro de 2026 - 19:58
Gráfico de ações sobre bandeira dos Estados Unidos 24 de setembro de 2026 - 15:03
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em discurso na Assembleia Geral da ONU 22 de setembro de 2026 - 13:37
Ata Fed 20 de setembro de 2026 - 16:45
Guerra comercial, China, Estados Unidos EUA 20 de setembro de 2026 - 10:03
Bandeira do Japão e do Brasil 18 de setembro de 2026 - 18:00

LONGE NO MAPA, PERTO DO BOLSO

Juros no maior nível em 31 anos: por que o aperto no Japão importa para você

18 de setembro de 2026 - 18:00
O presidente do Federal Reserve, Kevin Warsh, fala de pé, em frente a um púlpito, durante coletiva de imprensa na sede do banco central norte-americano, em Washington, D.C. 16 de setembro de 2026 - 15:01
Imagem traz a bandeira dos EUA ao fundo. Em primeiro plano, uma mão segurando o índice S&P 500. 15 de setembro de 2026 - 18:01
Montagem com duas imagens do refúgio Syros Cats, na Grécia. À esquerda, vários gatos se alimentam sobre um muro em uma área externa com vista para o mar e construções típicas da ilha de Syros. À direita, diversos gatos circulam por um jardim enquanto uma pessoa interage com um dos animais diante de um mural com a inscrição “Welcome to Syros Cats”. Árvores, flores e vegetação compõem o cenário. 14 de setembro de 2026 - 17:17
Montagem com robôs de inteligência artificial em fundo branco, atrás das grades ia chatgpt gemini 14 de setembro de 2026 - 14:10
Dario Amodei publicou artigo alertando sobre IA 12 de setembro de 2026 - 15:18
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar