O mago das finanças ataca de novo: Stanley Druckenmiller troca a Argentina pelo Brasil e embolsa uma bolada
O bilionário tirou Milei da carteira e colocou titãs da bolsa brasileira como Petrobras e Vale; confira a estratégia vencedora do dono do fundo Duquesne

Dizem que quem tem mestre não se perde, e Stanley Druckenmiller — o homem que mentorou Scott Bessent, secretário do Tesouro dos EUA, e Kevin Warsh, indicado ao como do Federal Reserve (Fed) — parece ter o mapa da mina na América Latina.
O bilionário resolveu mudar a rota de seus investimentos e, pelo que indicam os números, a bússola estava apontada para o lugar certo: o Brasil.
Se antes o entusiasmo de Druckenmiller passava pelas reformas de Javier Milei, o último relatório 13-F do fundo Duquesne revelou uma mudança de ares no quarto trimestre de 2025.
O investidor reduziu drasticamente sua exposição à Argentina, vendendo quase toda a sua participação na YPF (YPF) e no Global-X MSCI Argentina ETF (ARGT), o equivalente a US$ 788 milhões.
No lugar, o bilionário montou uma posição robusta no iShares MSCI Brazil ETF (EWZ) tanto em ações diretas quanto em opções de compra (call options) — de acordo com registros, Druckenmiller adicionou 3,5 milhões de ações no EWZ, no valor de US$ 9,1 bilhões, no quatro trimestre de 2025.
Petrobras, Vale e Nubank: a mina de ouro de Druckenmiller
Druckenmiller não é conhecido por chegar atrasado à festa. Prova disso é que o EWZ saltou 19,67% desde 31 de dezembro — data relativa à declaração dos ativos —, consolidando um rali que já vinha de uma alta de 49% no ano passado.
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O sucesso dessa investida brasileira passa por três pilares principais que compõem o índice:
- Commodities: o apetite global por Petrobras e Vale;
- Câmbio: a fraqueza do dólar, que impulsiona os mercados emergentes;
- Tecnologia: a presença da Nu Holdings, o segundo maior peso do índice.
Vale lembrar que o EWZ é composto por ações de grandes empresas brasileiras, como Vale (10,9% do fundo), Petrobras (10,9%), Nu Holdings (10,4%), e Itaú (9,13%).
Como não se sabe a data na qual Druckenmiller comprou o ETF, não é possível cravar o rendimento total que o fundo do bilionário obteve. Mas, considerando apenas o valor de exposição, o rendimento seria de US$ 50 milhões.
Além de Brasil
Não foi só de Brasil que viveu o portfólio do Duquesne no final do ano passado. O bilionário também calibrou sua carteira nos EUA com duas tacadas certeiras que estão batendo o S&P 500:
- Invesco S&P 500 Equal Weight ETF (RSP): aproveitando a rotação dos investidores para fora do setor de tecnologia;
- Financial Select Sector SPDR ETF (XLF): apostando no setor financeiro norte-americano.
Outros investimentos da Duquesne incluem Alcoa, com uma posição de US$ 73 milhões em dezembro; Delta, com US$ 45 milhões; United Airlines, com US$ 39 milhões e American Airlines, com US$ 10 milhões.
Além disso, o bilionário quase triplicou o investimento em Alphabet, para 385 mil papéis no quarto trimestre de 2025, o equivalente a US$ 120 milhões.
O fundo também comprou 301 mil ações da Amazon (US$ 170 milhões) e zerou o investimento em Meta, que era de US$ 56 milhões, ou 76 mil papéis.
As posições em Citi e Bank of America também foram zeradas. Em troca, Druckenmiller abriu posição de US$ 24 milhões no Goldman Sachs.
O maior investimento da Duquesne foi na Natera, empresa de testes genéticos, com US$ 575 milhões.
Druckenmiller, uma lenda do mercado
Stanley Druckenmiller fundou a Duquesne Capital Management em 1981, e também foi gestor do Quantum Fund, de George Soros, entre 1988 e 2000.
Ele ficou conhecido nos anos 90 pela famosa aposta contra a libra, no que ficou conhecido no mercado como Quarta-Feira Negra e rendeu mais de US$ 1 bilhão de lucro em um dia.
Desde então, Druckenmiller fez fortuna no mercado, sendo reconhecido por seus métodos de rentabilidade — seu histórico mostra que ele nunca fechou um ano com prejuízo.
*Com informações da Bloomberg Línea
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