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VALE BASE METALS

Vale (VALE3) revisa projeções e aumenta peso da divisão de metais básicos no resultado de 2026

Mineradora passa a projetar contribuição de cerca de 28% da subsidiária Vale Base Metals (VBM) para o Ebitda consolidado de 2026, acima dos 26% estimados anteriormente

Imagem mostra a mina de Capanema, em Ouro Preto, Minas Gerais, e traz o logo da Vale na parte superior da imagem
Mina de Capanema, em Ouro Preto (MG) - Imagem: Divulgação/Vale

A aposta da Vale (VALE3) nos metais da transição energética está ganhando cada vez mais peso dentro do grupo. A mineradora revisou para cima a contribuição esperada da Vale Base Metals (VBM) para o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) consolidado de 2026.

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A medida reforça a importância crescente da subsidiária responsável pela produção de cobre, níquel e outros minerais considerados fundamentais para a transição energética.

A VBM concentra os ativos da companhia voltados aos chamados metais básicos e vem se consolidando como uma das principais alavancas de crescimento da mineradora nos próximos anos.

A empresa passou a projetar que a VBM responderá por cerca de 28% do Ebitda consolidado em 2026, acima da estimativa de 26% divulgada no fim de março. Para 2035, a expectativa permanece de uma participação entre 30% e 35%.

Segundo a Vale, a revisão reflete as perspectivas para os preços médios de cobre, níquel e ouro neste ano, calculadas a partir da média das projeções de analistas sell-side disponíveis em maio.

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A companhia ressaltou, porém, que as projeções têm caráter prospectivo e foram elaboradas com base em premissas e cenários hipotéticos. Por isso, não devem ser interpretadas como garantia de desempenho futuro.

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"Os resultados efetivos poderão diferir materialmente em função de condições de mercado, fatores macroeconômicos, desempenho operacional e outros riscos descritos nos documentos periódicos da companhia arquivados junto à CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e à SEC (Securities and Exchange Commission)", afirmou a Vale.

Metais críticos no centro da estratégia

A crescente importância da VBM já vinha sendo destacada pela administração da Vale. Em fevereiro, o CEO Gustavo Pimenta afirmou que os metais críticos estão no centro da criação de valor da companhia.

No mês seguinte, durante o VBM Day, no Canadá, o diretor financeiro e de relações com investidores, Marcelo Bacci, afirmou que a divisão já responde por uma fatia crescente do Ebitda do grupo todo.

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“A VBM tem se tornado maior no nosso portfólio desde a cisão. Em 2024, representava 10% do Ebitda da Vale. Este ano, será 26%”, disse, na ocasião.

Embora o mercado tenha especulado sobre uma eventual oferta pública inicial de ações (IPO) da Vale Base Metals, a prioridade da empresa continua sendo a expansão operacional do negócio.

“Nosso foco agora é continuar entregando resultados, operar bem os ativos e acelerar o programa de crescimento”, afirmou Pimenta na ocasião.

O 1T26 da Vale

A atualização do guidance foi divulgada semanas após a apresentação dos resultados do primeiro trimestre de 2026.

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Entre janeiro e março, a Vale registrou lucro líquido de US$ 1,9 bilhão, alta de 36% em relação ao mesmo período do ano anterior. O resultado ficou ligeiramente abaixo da expectativa do mercado, que apontava para US$ 2 bilhões, segundo dados compilados pela LSEG.

A receita líquida de vendas avançou 14%, para US$ 9,3 bilhões, enquanto o Ebitda ajustado cresceu 23%, alcançando US$ 3,8 bilhões.

Você pode conferir o balanço completo do 1T26 nesta matéria do Seu Dinheiro.

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