Um alívio para a Raízen (RAIZ4): venda de usina e prazo maior na B3 ajudam a gigante, mas não resolvem os problemas
Investidores da Raízen ganham fôlego com venda de usina por R$ 750 milhões e prazo estendido na B3 para recuperar valor das ações preferenciais

Os investidores de Raízen (RAIZ4) receberam duas notícias que prometem trazer alívio para a gigante de etanol, açúcar e distribuição de combustíveis.
A empresa vendeu uma usina por R$ 750 milhões, o que pode ajudá-la a melhorar sua rentabilidade. Além disso, ganhou mais prazo para deixar de ser penny stock, ou seja, para voltar a ter ações negociadas acima de R$ 1.
Apesar disso, a ação abriu o dia em queda. Por volta das 10h51, o papel perdia 3,45% do seu valor, negociado a R$ 0,28.
Venda de usina
A Raízen vendeu a Usina Caarapó, localizada no município de Caarapó (MS), por R$ 750 milhões, explicou em fato relevante divulgado hoje (20) pela manhã. Ela irá receber esse pagamento à vista.
Além da planta, também cedeu a produção própria de cana-de-açúcar e os contratos com fornecedores vinculados a essa unidade, para a Adecoagro Vale do Ivinhema S.A..
"Essa transação está alinhada à estratégia da companhia de otimização de seu portfólio de ativos, simplificação das operações e captura de eficiências, com foco na melhoria da rentabilidade de seu portfólio agroindustrial", disse a produtora de açúcar e etanol em comunicado.
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A conclusão da operação ainda depende da aprovação do Cade e do cumprimento de outras condições estabelecidas nos contratos.
A venda de ativos é uma das formas usadas pela companha para reduzir o seu endividamento. Desde o começo desse plano, ela já vendeu R$ 12 bilhões em ativos. A Raízen também disse que deve continuar com os desinvestimentos para aumentar sua eficiência, e que busca o tamanho ideal da sua divisão de açúcar e etanol.
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Com essa venda, ela passa a ter 23 usinas, com capacidade instalada de moagem de aproximadamente 69 milhões de toneladas por safra.
Ação da Raízen vale centavos
Outro alívio veio da extensão de um prazo cedida pela B3, a bolsa de valores brasileira. A empresa concedeu prazo até 31 de março de 2027 para que a companhia apresente o cronograma e os procedimentos a serem adotados para reenquadrar as cotação das ações preferenciais de sua emissão ao valor mínimo exigido.
Hoje negociadas a R$ 0,28, com queda de 65% desde o começo do ano e de 81,58% nos últimos 12 meses, os papéis estão muito abaixo do valor mínimo de R$ 1.
Se esse valor permanece abaixo do mínimo por mais de 30 pregões consecutivos, a B3 notifica a empresa, que pode sofrer sanções.
A empresa pode realizar um grupamento de ações, em que um novo papel reúne 100 ou 1.000 ações e eleva artificialmente o valor da cotação, ou fazer uma reestruturação financeira, fazer um programa de recompra de ações no mercado e cancelar os papéis, entre outras medidas possíveis.
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