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Projeções da Bloomberg indicavam expectativas de alta em resultado anual, mas queda referente ao 4T25
Uma tendência vem se consolidando para quem acompanha a Vale (VALE3) desde o último balanço: os metais básicos ganham espaço crescente na estratégia e nos resultados da mineradora. Após um relatório operacional do 1T26 em linha com as expectativas, o mercado voltou as atenções para o desempenho financeiro da companhia.
Na noite desta terça-feira (28), a mineradora informou que registrou um lucro líquido atribuível de US$ 1,893 bilhão no primeiro trimestre de 2026, revertendo o prejuízo de US$ 3,844 bilhões no trimestre anterior. O valor também representa uma alta de 36% em base anual.
A divulgação do balanço veio poucos dias após o relatório operacional. No 1T26, a produção de minério de ferro avançou 3% em base anual, enquanto os metais básicos registraram recordes históricos.
O lucro líquido, por sua vez, ficou em US$ 1,940 bilhão entre janeiro e março, alta de 39% em base anual e revertendo o prejuízo do trimestre anterior.
As projeções da Bloomberg apontavam para um lucro líquido de US$ 2,180 bilhões no período. Você pode conferir aqui as projeções para o balanço da Vale no primeiro trimestre.
Já a receita líquida de vendas somou US$ 9,258 bilhões no trimestre, o que representa uma alta de 14% na comparação anual e queda de 16% em relação ao trimestre imediatamente anterior.
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“Entregamos um início sólido em 2026, refletindo nossa execução disciplinada, excelência operacional e o contínuo desenvolvimento de projetos estratégicos em todo o nosso portfólio. Durante o trimestre, alcançamos recordes de produção em múltiplos ativos, demonstrando a força de nossas operações”, diz Gustavo Pimenta, CEO da Vale.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado da mineradora totalizou US$ 3,830 bilhões no primeiro trimestre de 2026, uma alta de 23% em relação ao mesmo período do ano anterior e queda de 17% em base trimestral.
A companhia também reportou fluxo de caixa livre de US$ 813 milhões no período, após resultado de US$ 504 milhões um ano antes, impulsionado principalmente por um maior Ebitda Proforma (US$ 3,895 bilhões) e menores impostos pagos.
No primeiro trimestre, o preço de referência do minério de ferro ficou em US$ 103,6 por tonelada, uma alta de 3% na comparação anual e de 1% frente ao trimestre anterior.
Já o preço realizado dos finos de minério atingiu US$ 95,8 por tonelada no 1T26, com alta de 6% em base anual e praticamente estável na comparação trimestral.
Os custos all-in do minério de ferro ficaram em US$ 57,6 por tonelada no período, representando uma alta de 6% ano a ano e 9% em base trimestral.
O custo caixa C1 — da mina ao porto — de finos de minério de ferro, excluindo compras de terceiros, alcançou US$ 23,6 por tonelada no trimestre, alta de 12% em relação ao mesmo período do ano anterior e de 11% em relação ao 4T25.
A Vale encerrou o primeiro trimestre de 2026 com uma dívida líquida de US$ 13,558 bilhões, uma alta de 11% em relação ao mesmo período de 2025. Na comparação trimestral, houve alta de 21%.
A dívida líquida expandida — que inclui provisões relacionadas a Brumadinho e Samarco/Fundação Renova — totalizou US$ 17,792 bilhões, com queda de 2% na base anual e alta de 14% frente ao trimestre anterior.
As provisões relacionadas a Brumadinho somaram US$ 1,959 bilhão no período, enquanto as provisões com a Samarco totalizaram US$ 2,697 bilhões, ambas com alta trimestral de 3%.
Os investimentos da Vale alcançaram US$ 1,089 bilhão entre janeiro e março, o que representa uma queda de 7% na comparação anual e de 46% em relação ao trimestre anterior.
Segundo a companhia, os investimentos em projetos de crescimento somaram US$ 182 milhões no primeiro trimestre, com queda de 42% ano a ano e de 37% na comparação trimestral.
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