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XADREZ REGULATÓRIO

O que está por trás da compra do Banco Porto Real pelo Nubank

Movimento atende a exigências do Banco Central sobre nomenclaturas e reforça o portfólio de licenças do gigante digital; veja o impacto no negócio

Fachada de escritório do Nubank
Fachada de escritório do Nubank - Imagem: Divulgação

O Nubank acaba de dar mais um passo estratégico no mercado financeiro brasileiro. A fintech anunciou o acordo para a aquisição do Banco Porto Real de Investimentos S/A, uma instituição fundada em 1992, com sede no Rio de Janeiro e foco na concessão de crédito para o mercado de atacado. 

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A transação, que ainda depende da aprovação do Banco Central do Brasil (BC), traz um bastidor regulatório relevante para o investidor e para o mercado. 

Por que comprar o Banco Porto Real? 

Se o Nubank já possui uma escala considerável, por que adquirir um banco tradicional de atacado? A resposta está no xadrez regulatório. 

Com o movimento, o Nubank cumpre as exigências da Resolução Conjunta nº 17, editada pelo BC e pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), que disciplina a nomenclatura das instituições financeiras no país. 

Na prática, a licença de banco comercial/investimento do Porto Real será somada ao leque de licenças com as quais o grupo já opera no Brasil: Instituição de Pagamento (IP), Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento (Financeira) e Corretora de Títulos e Valores Mobiliários (CTVM). 

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E a saúde financeira? Para quem acompanha a tese de investimentos do Nubank, um detalhe crucial: a adição da nova licença ao conglomerado prudencial da Nu Pagamentos S.A. não impõe exigências adicionais de capital ou liquidez, preservando a solidez e a estrutura financeira da holding. 

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O que muda para os 115 milhões de clientes? 

Para quem usa o aplicativo no dia a dia, a resposta direta é: absolutamente nada. 

O Nubank reforçou que o aplicativo, os produtos, os serviços, a marca e o nome da instituição seguem exatamente os mesmos.  

Da mesma forma, as obrigações anteriores assumidas pelo Banco Porto Real serão honradas integralmente de acordo com as diretrizes do contrato. 

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Mais munição para o mercado nacional 

A aquisição é mais uma peça no ano de forte expansão do Nubank no Brasil, mercado em que recentemente se filiou à Febraban e onde anunciou um plano de investimentos de R$ 45 bilhões — montante que quase dobra o investido nos dois anos anteriores. 

"O Brasil é onde o Nubank nasceu, cresceu e provou que serviços financeiros mais justos e simples são possíveis em escala. Treze anos depois, segue sendo nosso principal foco, um mercado onde ainda podemos expandir significativamente nossa participação", disse David Vélez, fundador e CEO global do Nubank. 

Livia Chanes, CEO do Nubank Brasil e América Latina, complementou destacando que a prioridade segue em aprofundar o relacionamento com os clientes com a simplicidade operacional de sempre. 

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