Quem deve sair na frente na corrida do setor de tecnologia? Itaú BBA revela as apostas para a temporada de balanços do 2T26
Para os analistas do banco, a Totvs (TOTS3) e a Bemobi (BMOB3) devem largar na frente na corrida da tecnologia.

A temporada de balanços do segundo trimestre de 2026 começa a ganhar tração na próxima semana e deve colocar à prova as empresas de tecnologia. Depois da onda de incertezas em torno dos investimentos em inteligência artificial (IA), que arrastou as ações do segmento ao redor do globo, o mercado vai acompanhar de perto quais companhias conseguiram entregar crescimento e rentabilidade.
Enquanto os investidores se preparam para analisar os resultados das empresas brasileiras, o Itaú BBA já tem suas apostas. Para os analistas do banco, a Totvs (TOTS3) e a Bemobi (BMOB3) devem largar na frente na corrida da tecnologia.
Já LWSA (LWSA3) e Intelbras (INTB3) vão exigir uma atenção redobrada devido à queda no ritmo de consumo e bases de comparações mais fortes.
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Totvs (TOTS3) e Bemobi (BMOB3) na dianteira do setor de tecnologia
O Itaú BBA tem recomendação de compra para as ações da Totvs e Bemobi, com preço-alvo de R$ 46 e R$ 33,8, respectivamente. A estimativa representa alta de mais de 57% para TOTS3 e de cerca de 39% para BMOB3 em relação ao pregão de sexta-feira (17).
Para o banco, a Totvs deve apresentar uma continuidade no crescimento sólido do segmento de gestão, sem considerar a Linx, empresa de software para o varejo que foi adquirida em fevereiro deste ano.
Embora os analistas projetam um crescimento de 16% da receita líquida na comparação anual. Já a receita recorrente anual deve ser de R$ 175 milhões, uma queda de 9%, devido a uma base comparativa mais difícil no ano passado.
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A margem Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustada da divisão de gestão deve subir para 28,6%, uma alta de dois pontos percentuais, indicando ganho de escala operacional.
Já para a Linx, o Itaú BBA estima crescimento de 2% em receita, com margem Ebitda ajustada
de 17,7%, alta de um ponto percentual. Os analistas ainda avaliam que as unidades RD Station e Techfin devem manter tendências semelhantes ao primeiro trimestre.
No consolidado, a margem Ebitda deve subir 0,7 pontos percentuais, passando para 25,6%. Segundo o banco, o lucro líquido contábil deve chegar a R$ 326 milhões, alta de 73%, beneficiado por um impacto positivo de R$ 132 milhões com a venda da Dimensa. Já o lucro ajustado deve ser de R$ 223 milhões, crescimento de 9%.
Em relação a Bemobi, o Itaú BBA estima mais um trimestre forte, impulsionado pelo avanço de pagamentos, que deve apresentar alta de 33% na comparação anual, e pelo software de serviço (SaaS), que deve contar com aumento de 22%.
A receita líquida consolidada deve crescer 28,9%, para R$ 226 milhões. Porém, a rentabilidade deve sofrer pressão por causa da Paytime, fintech adquirida no fim de 2025.
Com isso, os analistas estimam queda de 1,8 ponto percentual na margem bruta, passando para 71,3%, e queda de 1,2 ponto percentual da margem Ebitda, para 33%. Excluindo a Paytime, o banco avalia que a margem Ebitda subiria 0,5 ponto percentual, para 34,7%.
Já o lucro líquido ajustado da Bemobi deve alcançar R$ 39 milhões, com alta de 18% em base anual, segundo o relatório.
Atenção redobrada com LWSA (LWSA3) e Intelbras (INTB3)
Embora o Itaú BBA tenha mantido a recomendação de compra para LWSA e Intelbras, os analistas enxergam uma temporada mais apertada para as empresas no segundo trimestre deste ano.
Embora deva apresentar um ritmo menor por conta do consumo mais fraco, o banco projeta um crescimento de dois dígitos em comércio eletrônico para a LWSA, com alta de 13%. Isso porque esse efeito deve ser compensado pela maior monetização da plataforma.
No consolidado, a receita deve crescer 8% em base anual, passando para R$ 376 milhões. Já margem Ebitda ajustada deve subir 4,2 pontos percentuais, para 25,8%, puxada por redução de custos, enquanto o fluxo de caixa livre deve atingir R$ 56 milhões.
Em relação a Intelbras, os analistas enxergam que a empresa deve enfrentar uma base de comparação difícil no trimestre por conta de receitas maiores registradas no ano passado. Na época, a companhia ganhou impulso com a migração de sistemas.
Por isso, os analistas recomendam olhar os resultados do primeiro semestre como um todo, e não apenas os números do segundo trimestre. Assim, no primeiro semestre, o segmento de segurança deve crescer 7%, enquanto, nos últimos três meses, deve cair 10%.
Para a área de tecnologia da informação e comunicação (ITC), o Itaú BBA projeta alta de 8% no semestre, mas recuo de 3% no trimestre.
Já energia deve recuar 12% no semestre e 13% no trimestre. A avaliação do banco é de que o segmento será pressionado pela saída de grandes projetos e mudanças no mix. Ainda assim, a receita líquida do trimestre deve somar R$ 1,138 bilhão, com alta de 4%.
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