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Empresas de setores distintos anunciaram distribuições bilionárias aos acionistas e algumas datas de corte já estão próximas, fique ligado

Os investidores da Itaúsa (ITSA4), da Telefônica Brasil (VIVT3) e da Vibra Energia (VBBR3) começaram a semana com uma notícia que costuma agradar qualquer um: mais dinheiro a caminho.
Nesta segunda-feira (15), as três companhias anunciaram a distribuição de juros sobre o capital próprio (JCP), somando mais de R$ 2,3 bilhões em proventos destinados aos acionistas.
A maior distribuição ficará com a Itaúsa, que aprovou R$ 1,547 bilhão em JCP. A Telefônica destinará R$ 230 milhões, enquanto a Vibra anunciou o pagamento de R$ 558,2 milhões.
De acordo com comunicado enviado ao mercado, a Itaúsa distribuirá R$ 0,138 por ação. Após a incidência de Imposto de Renda, o valor líquido distríbuido será de R$ 1,276 bilhão no total, ou R$ 0,11385 por papel.
Os investidores interessados em garantir o recebimento deverão estar posicionados na base acionária da holding em 17 de junho. A partir de 18 de junho, os papéis passarão a ser negociados na condição "ex-JCP".
Após essa data, as ações deixam de dar direito ao recebimento dos proventos anunciados e costumam sofrer um ajuste equivalente ao valor distribuído. Com isso, o investidor pode optar por adquirir os papéis antes da data de corte para receber os JCP ou esperar o ajuste e comprar as ações posteriormente, sem direito ao pagamento.
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O crédito dos valores será realizado até 31 de agosto de 2026.
O anúncio dos proventos ocorre poucas semanas depois de a Itaúsa concluir a compra de 5 milhões de ações preferenciais de sua própria emissão durante o mês de maio.
A operação fez parte do programa de recompra aprovado pelo conselho de administração em 11 de maio, que previa justamente a aquisição de até 5 milhões de ações preferenciais.
Na prática, a redução do número de ações em circulação tende a aumentar a participação relativa dos investidores que permanecem na base acionária, ampliando sua fatia nos lucros e nos proventos futuros.
A Telefônica Brasil também confirmou nesta segunda-feira a aprovação da distribuição de R$ 230 milhões em JCP.
O montante corresponde a R$ 189,75 milhões líquidos após a retenção do Imposto de Renda na fonte. O valor bruto equivale a R$ 0,071973821142 por ação ordinária, enquanto o valor líquido será de R$ 0,05937840244 por papel.
A companhia informou que o cálculo foi realizado com base na posição acionária de 29 de maio de 2026. Contudo, como o programa de recompra de ações da empresa segue em vigor, o valor por ação poderá sofrer alterações de acordo com a base acionária que será verificada em 26 de junho.
Terão direito ao recebimento dos proventos os investidores que estiverem posicionados nas ações da Telefônica ao final do pregão de 26 de junho de 2026. A partir do dia seguinte, os papéis passarão a ser negociados na condição "ex-JCP".
Segundo a empresa, os valores líquidos serão imputados ao dividendo obrigatório do exercício social a ser encerrado em 31 de dezembro de 2026, sujeito à aprovação da assembleia geral ordinária prevista para 2027.
O pagamento será realizado até 30 de abril de 2027, em data que ainda será definida pela diretoria da Telefônica.
Depois da Telefônica, a Vibra Energia também entrou na lista de companhias que anunciaram remuneração aos acionistas nesta segunda-feira.
O conselho de administração da empresa aprovou o pagamento de R$ 558,2 milhões em JCP. O montante bruto corresponde a R$ 0,46662319252 por ação, desconsideradas as ações mantidas em tesouraria.
A companhia destacou que o valor por papel é estimado e poderá sofrer alterações em função de eventuais negociações envolvendo ações em tesouraria.
Terão direito aos proventos os investidores com posição acionária ao final do pregão de 22 de junho de 2026. A partir de 23 de junho, as ações passarão a ser negociadas na condição "ex-JCP".
O pagamento será realizado em parcela única em 15 de outubro de 2027, sem atualização monetária ou remuneração adicional entre a data da declaração e a do efetivo crédito aos acionistas.
A empresa informou ainda que o valor aprovado será somado ao dividendo mínimo obrigatório referente ao exercício social de 2026 e dependerá da aprovação da assembleia geral ordinária que analisará as contas do período.
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