O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Com recordes na produção de petróleo e na utilização das refinarias, Petrobras reforça expectativa de resultados robustos no segundo trimestre e anima analistas com perspectiva de dividendos

A Petrobras (PETR4) entregou um trimestre recorde do lado da produção. Segundo a prévia operacional divulgada na noite de terça-feira (28), a estatal alcançou os maiores níveis de produção de petróleo e de utilização de refinarias de sua história, reforçando a expectativa de um balanço forte no segundo trimestre de 2026.
O desempenho foi impulsionado principalmente pelo avanço pelo pré-sal. A estatal acelerou o ramp-up das plataformas P-78 (Búzios), Maria Quitéria (Jubarte) e Alexandre de Gusmão (Mero), colocou a P-79, também em Búzios, em operação três meses antes do previsto e iniciou a produção de dez novos poços.
Esses fatores mais do que compensaram o declínio natural dos campos maduros e as paradas para manutenção, levando a companhia a atingir recordes tanto na extração de petróleo quanto no processamento de combustíveis nas refinarias.
Com isso, as ações da petroleira estão entre as maiores altas do Ibovespa por volta das 12h30, com avanço de 3,21% nos papéis ordinários (PETR3) e de 2,64% nos preferenciais (PETR4).
No mesmo horário, o principal índice da bolsa brasileira caía 0,79%, aos 175.161,81 pontos.
Na visão do BTG Pactual, Citi e XP, a combinação entre a produção recorde, a valorização do Brent — referência para a Petrobras e padrão internacional — e as margens mais fortes no refino deve se refletir em um dos balanços mais sólidos dos últimos trimestres.
Leia Também
Os preços da commodity dispararam ao longo do trimestre em meio à escalada das tensões entre Estados Unidos e Irã, levando o Brent a superar a marca de US$ 100 por barril. Embora as cotações tenham perdido força nas semanas seguintes, a commodity encerrou o período com preço médio de US$ 97 por barril, cerca de 24% acima do registrado no trimestre anterior.
Assim, o BTG estima uma distribuição de cerca de US$ 2,5 bilhões em dividendos referentes ao período, o que corresponde a um dividend yield de 2,2%. Já a XP projeta uma distribuição um pouco maior, de US$ 3 bilhões, equivalente a um dividend yield de 2,9%.
A Empiricus também se animou com a prévia operacional. “Apenas reforça o bom momento operacional da Petrobras e traz perspectivas favoráveis inclusive para dividendos referentes ao segundo trimestre de 2026”, escreveu o analista Ruy Hungria.
No entanto, o time de análise do Citi ressalta que parte desse efeito pode ser compensada pela política de preços dos combustíveis e pelo atraso no recebimento das subvenções do governo.
A Petrobras entregou um trimestre histórico. A produção total de óleo e gás natural no Brasil atingiu 3,308 milhões de barris de óleo equivalente por dia (boed), um crescimento de 3,5% em relação ao primeiro trimestre e de 14,4% na comparação anual.
Já a produção comercial de óleo e gás somou 2,927 milhões de boed entre abril e junho, avançando 3,4% frente aos três meses anteriores e 14,3% em relação ao mesmo período de 2025.
Considerando apenas o petróleo, a estatal alcançou 2,689 milhões de barris por dia (bpd), novo recorde para a companhia. O volume representa um aumento de 4,1% sobre o primeiro trimestre e de 15,2% na comparação com o segundo trimestre do ano passado.
A produção de gás natural totalizou 619 mil boed, alta de 10,7% na comparação anual e avanço 1% em relação ao trimestre imediatamente anterior. No pré-sal, foram extraídos, em média, 2,299 milhões de bpd de abril a junho, 15,8% a mais ante o segundo trimestre de 2025 e avançam 5,0% contra o trimestre imediatamente anterior.
No refino, a Petrobras também bateu recordes, com as refinarias operando, em média, a 101,2% da capacidade, o maior fator de utilização da história da companhia. O ritmo mais intenso permitiu elevar a produção de derivados para 1,918 milhão de barris por dia, alta de 5,6% em relação ao primeiro trimestre e de 10,9% na comparação anual.
A produção de diesel alcançou 764 mil barris por dia, avanço de 6,9% no trimestre e de 12,4% em um ano; a de gasolina somou 424 mil barris por dia, alta de 1,7% e 5%, respectivamente. Enquanto o querosene de aviação (QAV) atingiu 109 mil barris por dia, com crescimento de 14,7% frente ao trimestre anterior e de 25,3% na comparação anual.
Apesar do desempenho operacional recorde, o Citi manteve uma postura cautelosa em relação às ações. Para os analistas, a combinação de maior produção, preços mais elevados do petróleo e menores custos de extração deve fortalecer os resultados e os dividendos do segundo trimestre.
No entanto, parte desse efeito tende a ser limitada pela política de preços dos combustíveis e pelo atraso no recebimento de subsídios, fatores que continuam pressionando a geração de caixa da companhia. A recomendação do banco é neutra.
Já o BTG Pactual reiterou a recomendação de compra. Na avaliação do banco, a estatal continua reunindo três fatores que sustentam a tese de investimento: crescimento consistente da produção com a entrada de novas plataformas, forte geração de caixa impulsionada pela alta do petróleo e pelas margens do refino e uma avaliação considerada atrativa.
Mesmo em um cenário mais conservador, com o Brent em US$ 70 por barril e margens normalizadas, o banco estima que a companhia oferece um dividend yield próximo de 9% em 2027 e ainda negocia com potencial de valorização relevante.
A Empiricus também manteve a recomendação de compra para os papéis.
PRÉVIA DO BALANÇO
NOVIDADE NO ROXINHO
FLUXO DA PROTEÍNA
AUMENTANDO O IMPÉRIO
PMEs
BANCÕES ENTRAM EM CAMPO
ESQUEÇA OS MENUS?
AÇÕES DEFENSIVAS
EXPANSÃO DE USINA
REVIRAVOLTA NA VAREJISTA
BACKLOG
INVESTIMENTOS
CALENDÁRIO DE BALANÇOS
QUANTO VALE?
MERCADO COM APETITE
MAIS UMA VENDA
MAUS BOCADOS
TENTATIVA DE FÔLEGO
ENTENDA O HISTÓRICO