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Raízen (RAIZ4) tem plano de recuperação extrajudicial aprovado pela Justiça; o que acontece agora?

A recuperação extrajudicial da Raízen reestrutura R$ 61,4 bilhões em dívidas, com conversão de dívida em ações e aporte liderado pela Shell para fortalecer capital

Raízen - Imagem: Montagem Seu Dinheiro/iStock

Aprovado: a Justiça de São Paulo homologou nesta quinta-feira (30) o plano de recuperação extrajudicial da Raízen (RAIZ4), que prevê a reestruturação de aproximadamente R$ 61,4 bilhões em dívidas financeiras.

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A sentença foi proferida pela juíza Larissa Gaspar Tunala, da 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Foro Central de São Paulo.

Segundo a decisão, o plano passa a vincular todos os créditos submetidos à recuperação extrajudicial e seus respectivos titulares, incluindo credores signatários, aderentes e aqueles que não aceitaram expressamente a proposta.

A Raízen conseguiu a adesão de 81,6% dos créditos sujeitos. Quando protocolou o plano, no dia 6 de junho, ela já tinha a aprovação de 75,45% dos credores. Em uma recuperação extrajudicial, o mínimo é de maioria simples, ou 50% mais um, segundo a Lei de Recuperação e Falências.

Agora, as condições aprovadas serão estendidas aos credores não aderentes.

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"A homologação do Plano reforça a confiança dos stakeholders na solução consensual e estruturante do endividamento do Grupo Raízen, conciliando suas necessidades de liquidez de curto prazo com uma estrutura de capital adequada e sustentável no longo prazo", disse a empresa em fato relevante.

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A magistrada também registrou que o prazo concedido aos credores terminou sem a apresentação de impugnações ao plano. Mesmo assim, a homologação ainda poderá ser questionada por meio de recurso.

O processo envolve a Raízen S.A., a Raízen Energia e outras sete sociedades do grupo. Obrigações com clientes, fornecedores, revendedores e demais parceiros comerciais não fazem parte da reestruturação.

O que acontece agora

Com a aprovação do plano, a empresa poderá dar seguimento às restruturações já previstas. A divisão da empresa entre seus negócios de açúcar e etanol, de um lado, e de distribuição de combustíveis, de outro, além de um aporte de pelo menos R$ 3,5 bilhões liderado pela Shell, são alguns dos próximos passos.

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O plano também prevê a conversão de 45% da dívida reestruturada em participação acionária e a substituição, refinanciamento ou aditamento dos 55% restantes por meio de novos títulos de dívida com vencimentos mais longos.

Essa é a Opção A oferecida aos credores. Com essa conversão, a parcela dos credores na estrutura da nova companhia será de 80%.

Já a Opção B envolve um desconto (haircut) de 80% no valor do crédito original e pagamento dos 20% restantes somente em 2047.

E como o credor deve escolher qual opção prefere? "Em cumprimento ao plano, a companhia disponibilizará oportunamente os materiais de eleição de opção de pagamento previstas no plano contendo as regras para o exercício de tal eleição, aplicáveis a todos os credores sujeitos", disse ela em comunicado.

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A empresa ainda está em processo de venda de ativos para reduzir seu endividamento.

Mas há alguns passos ainda sem definição. Notícias de que pelo menos seis gestoras estariam sondando os credores para comprar suas dívidas surgiram há algumas semanas. A ideia é comprar essa dívida dos credores para ter controle na empresa de energia.

Com Money Times

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