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Os títulos de dívidas poderão ser trocados por novas notes com vencimento em 2030. A companhia também anunciou números preliminares do balanço

A CSN (CSNA3) anunciou na noite de quinta-feira (30) que o conselho de administração aprovou uma operação para adiar o vencimento de parte da dívida internacional da companhia.
Segundo o documento, a empresa recebeu sinal verde para realizar uma oferta de troca de bonds com vencimento em 2028 emitidos pela subsidiária CSN Inova.
Os títulos de dívidas existentes contam com juros de 6,75% ao ano. Porém, eles poderão ser trocados por novas notes colocadas no exterior com remuneração de taxa fixa de 11% ao ano e vencimento em 2030, no valor de até US$ 970 milhões.
Além disso, a CSN se comprometeu a pagar até US$ 330 milhões em dinheiro.
A oferta será destinada para investidores institucionais qualificados, residentes e domiciliados nos Estados Unidos, assim como para investidores em outros mercados internacionais.
A oferta teve início no mesmo dia e está prevista para encerrar em 10 de agosto, com liquidação prevista em 12 de agosto.
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A companhia está em busca de formas de reduzir o seu endividamento. Depois de anunciar o processo de venda da CSN Cimentos, ela também deu início à venda de um conjunto de ativos de infraestrutura.
Os desinvestimentos podem render até R$ 18 bilhões para a companhia siderúrgica, e grande parte desse valor vem de sua divisão de cimento. No entanto, o valor alto pedido pela empresa por sua divisão pode estar afastando potenciais compradores.
No mesmo comunicado, a companhia anunciou os números preliminares do primeiro semestre. Segundo o documento, a CSN espera um aumento no prejuízo líquido, que deve atingir entre R$ 1,3 bilhão e R$ 1,4 bilhão. Em comparação, a empresa registrou um rombo de R$ 861,9 milhões no mesmo período do ano anterior.
Considerando o prejuízo líquido de R$ 555 milhões registrado no primeiro trimestre, o resultado implícito do 2T26 indica uma perda entre R$ 745 milhões e R$ 845 milhões.
A CSN também prevê um Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado entre R$5,3 bilhões e R$ 5,4 bilhões no semestre, representando leve alta em comparação com o mesmo período de 2025, quando atingiu R$ 5,2 bilhões.
Em relação ao segundo trimestre, o Ebitda ajustado deve ser entre R$ 2,65 bilhões e R$ 2,75 bilhões.
Já a receita líquida para o semestre deve vir em linha com o resultado do mesmo período do ano passado, segundo a empresa. Na época, o grupo registrou R$ 21,60 bilhões.
*Com informações do Money Times.
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