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Em 2025, a empresa investiu R$ 15,2 bilhões. Já para 2026, os planos são mais ambiciosos, de R$ 20 bilhões em capex

A Sabesp (SBSP3) está em alta hoje. A companhia disse que pretende acelerar seus investimentos em 2026, voltados principalmente para a universalização do acesso de água e esgoto, e que poderá crescer de forma inorgânica, para além de São Paulo.
As ações da companhia estão subindo. Por volta das 13h, a valorização era de 3,5%. A Sabesp é a maior empresa de água do mundo em número de consumidores, com receita de R$ 24 bilhões em 2025 e 17,6 milhões de ligações de água e esgoto.
A privatização foi concluída em julho de 2024; 2025 foi, então, o primeiro ano da companhia completamente privatizada.
No Sabesp Day, evento voltado a investidores que ocorre hoje (9), a companhia apresentou os seus planos para o ano, além de metas para o longo prazo.
A Sabesp desenvolveu um novo plano de investimento que está em discussão com a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp), segundo o CEO da companhia, Carlos Piani.
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"Quando a companhia foi privatizada, falou-se em R$ 70 bilhões em investimentos (até 2029), só que a Sabesp tinha projetos de mais ou menos 15 meses, então não havia uma visibilidade até o final da universalização", afirmou o executivo.
Piaini disse que o novo plano será comunicado adequadamente ao mercado após o fim das negociações.
Em 2025, a empresa investiu R$ 15,2 bilhões. No ano anterior, o valor tinha sido de R$ 6,9 bilhões. Já para 2026, os planos são mais ambiciosos, de R$ 20 bilhões em capex.
Para financiar esses gastos, a companhia tem emitido dívida. Se em 2024 sua dívida bruta era de R$ 25,26 bilhões, ela fechou o ano de 2025 em R$ 40 bilhões.
Já foram R$ 36,4 bilhões levantados desde a privatização. Em 2026, já foram R$ 14,1 bilhões, cerca de 75% do previsto para o ano.
Em fevereiro, a Sabesp realizou a maior emissão de blue bonds (títulos de dívida voltados para a preservação de ecossistemas aquáticos) do mundo, captando R$ 7,8 bilhões. O prazo médio de vencimentos é de 6,2 anos, ante 4,8 anos em 2024, e o custo médio é do CDI - 0,08%.
Entre suas metas, estão atender ao índice de universalização, qualidade, satisfação do cliente e segurança, além de aumentar a eficiência da empresa.
Conforme essas metas forem sendo cumpridas, a empresa pode investir em sua expansão inorgânica, por meio de aquisições. Entre as possibilidades, está a entrada em novos setores, como drenagem e gestão de resíduos sólidos, em São Paulo, no Brasil ou até internacionalmente, disse Piani no Sabesp Day.
Esses projetos vêm acompanhados de uma redução nos custos, que foi de 29% de 2024 para 2025. O custo (opex) a cada mil ligações também foi reduzido.
Para o futuro, a empresa prevê um novo programa de uso eficiente e compra mais barata de produtos químicos, que podem gerar reduções de gastos de R$ 600 milhões por ano.
Outra iniciativa de redução de custos é a internalização de caminhões-pipa. Isso irá exigir um investimento de R$ 300 milhões, mas trará economias de R$ 320 milhões por ano, diz a companhia.
Nos últimos meses, a empresa mudou drasticamente o seu quadro de funcionários. De 10,6 mil colaboradores, ela passou a ter 9,2 mil. Foram feitos dois programas de demissão voluntária com 3.600 adesões, além de novas contratações. O tempo médio de empresa também caiu, de 22 para 14 anos, renovando a equipe.
A privatização da Copasa, de Minas Gerais, também está sendo analisada pela Sabesp. Em evento no Bradesco BBI na terça-feira (7), Piani afirmou que a companhia paulista está estudando essa opção.
Mas uma eventual participação no processo ainda dependerá de uma análise detalhada do risco e retorno envolvidos. "Estamos mais perto de oportunidades em SP do que em MG", declarou.
Ele também afirmou que o timing está muito corrido para fazer essa análise de forma detalhada e que o modelo de regulação do saneamento em Minas “não é tão robusto quanto o modelo de São Paulo,” com algumas definições ainda pendentes, o que faz com que o negócio tenha “um pouco mais de risco.”
Hoje, ele reforçou esse posicionamento. "Não há diretriz sobre como e se vamos participar de Copasa. Ainda não sabemos nem se a operação vai à frente, mas estamos acompanhando o que tem saído no mercado e ainda não temos uma definição estratégica", disse Piani.
Com informações Broadcast
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