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Com a aproximação do prazo de 7 de agosto para a apresentação de propostas vinculantes pela unidade de cimento, as diferenças entre as expectativas de valor do negócio ficaram mais evidentes

A CSN (CSNA3), que depende do seu plano de vendas de ativos para reduzir seu endividamento, está com uma pedra no caminho. Os desinvestimentos podem render até R$ 18 bilhões para a companhia siderúrgica, e grande parte desse valor vem de sua divisão de cimento.
Ela espera levantar entre R$ 13 bilhões e R$ 14 bilhões com a unidade. Mas esse valor está caro, na visão das possíveis interessadas, que esperava algo na faixa de R$ 10 bilhões a R$12 bilhões.
Assim, o preço pedido pela empresa pode ser capaz de reduzir o número de interessados, disseram à Reuters três pessoas próximas ao processo.
Com a aproximação do prazo de 7 de agosto para a apresentação de propostas vinculantes pela unidade de cimento, as diferenças entre as expectativas de valor do negócio ficaram mais evidentes, disseram as fontes.
A CSN iniciou o processo de venda de sua unidade de cimento com o apoio do banco de investimento Morgan Stanley. Mesmo assim, apenas esse plano não conseguirá desafogar a companhia, que precisará adotar medidas adicionais para reduzir seu endividamento.
Procurada pela Reuters, a instituição preferiu não comentar.
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Empresas brasileiras e chinesas estavam entre as principais interessadas pela unidade.
E pelo menos uma, a chinesa Anhui Conch Cement, neste momento já não é mais vista como uma participante provável da próxima fase do processo, disseram as três fontes. “Os grupos chineses estão tendo dificuldades com o preço”, disse uma das pessoas à Reuters.
A mesma questão teria tirado a J&F, conglomerado controlador da processadora de carnes JBS, da disputa, já que ela não estava disposta a investir mais do que cerca de R$ 10 bilhões no negócio.
Huaxin Cement e Sinoma International também estão negociando com a CSN, mas ainda não se sabe se irão para a fase de apresentação de propostas vinculantes, acrescentaram as fontes.
Duas das fontes disseram que uma grande acionista da Huaxin está resistindo a avançar para a etapa seguinte. No entanto, uma terceira fonte afirmou que a empresa chinesa continua conduzindo sua diligência na cimenteira e ainda pode apresentar uma oferta.
Conch, Huaxin e Sinoma não responderam a pedidos de comentário da Reuters.
Uma das fontes acrescentou que cinco potenciais compradores ainda permanecem interessados na aquisição da unidade de cimento.
Entre as empresas brasileiras, Votorantim e Polimix Concreto ainda estariam no processo de due diligence, embora ainda não se saiba se vão apresentar propostas vinculantes, disseram as fontes. A Votorantim não quis comentar. A Polimix não respondeu a um pedido de comentário.
A CSN informou à Reuters nesta quinta-feira (18) que as propostas vinculantes para a unidade de cimento devem ser recebidas na primeira metade de agosto, com previsão de assinatura do contrato de venda no terceiro trimestre.
A CSN acrescentou que, por questões de confidencialidade, não faz comentários sobre participantes específicos do processo de due diligence, mas afirmou que o grupo de possíveis interessados é diverso e reúne agentes relevantes do Brasil, da Ásia e da Europa.
A CSN é uma das maiores produtoras integradas de aço no Brasil, a segunda maior no mercado de cimentos, com um enorme sistema logístico de ferrovias e terminais portuários.
Mas também tem uma dívida que segue as mesmas proporções. Com quase R$ 40 bilhões em dívidas, ela anunciou em janeiro um plano para levantar até R$ 18 bilhões com vendas de ativos, principalmente o controle da divisão de cimentos e uma participação nos negócios de infraestrutura.
A venda da divisão de cimentos é essencial para a companhia. Em março, ela garantiu um empréstimo de US$ 1,2 bilhão, que pode chegar a US$ 1,4 bilhão, tendo os recursos vindos do desinvestimento como garantia.
Com Money Times
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