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VAI RESOLVER O PROBLEMA DA DÍVIDA?

CSN (CSNA3) vai conseguir se desafogar com venda da CSN Cimentos? Veja a resposta do Safra

Negociações para vender até 60% da CSN Cimentos ao grupo J&F, por cerca de R$ 10 bilhões, animam analistas e podem gerar caixa para reduzir parte da dívida, mas agências alertam que o movimento, isoladamente, não elimina os riscos de refinanciamento e a necessidade de novas medidas de desalavancagem

Siderúrgica
Imagem: iStock/FG Trade

Sufocada por uma dívida que beira os R$ 40 bilhões, a CSN (CSNA3) tem na venda de ativos sua principal boia de salvação. Mas, enquanto a companhia tenta organizar a casa, as agências de risco não ficaram paradas na areia: Moody’s e Fitch já rebaixaram a nota de crédito da holding, elevando a pressão em um momento delicado.

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Um dos principais ativos à venda é a CSN Cimentos. Segundo o Estadão, o grupo J&F, holding irmãos Batista que vem avançando em infraestrutura, estaria interessado no ativo. O valor em discussão giraria em torno de R$ 10 bilhões, mais da metade do pretendido pela CSN, de R$ 16 bilhões a R$ 18 bilhões.

Analistas comemoram a notícia. Segundo Ricardo Monegaglia, analista do banco Safra, a operação pode acelerar a desalavancagem e reforçar a liquidez — dois pontos sensíveis destacados pelas agências. Em 2024, a CSN Cimentos registrou R$ 2,9 bilhões em dívida líquida.

Pelos cálculos do Safra, o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da divisão pode alcançar cerca de R$ 1,5 bilhão em 2026, o que implicaria um múltiplo EV/Ebitda (valor da firma sobre resultado operacional) de aproximadamente 6,7 vezes, considerando a avaliação de R$ 10 bilhões — patamar alinhado ao de outras empresas do setor na América Latina.

Vai ser 'bala de prata' para a CSN?

Para o Safra, a venda de 60% da CSN Cimentos, a um valor de R$ 10 bilhões, poderia gerar cerca de R$ 4,3 bilhões em caixa para a CSN — o equivalente a aproximadamente 12% da dívida líquida estimada para o fim de 2025.

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O valor seria suficiente para cobrir as amortizações no mercado de capitais previstas entre 2026 e 2027. No entanto, há mais R$ 8,1 bilhões em vencimentos previstos para 2028. Assim, segundo o banco, a companhia ainda precisará adotar medidas adicionais para reduzir seu endividamento.

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As agências reforçam essa preocupação. Segundo a Moody’s, "a menos que a CSN acelere a desalavancagem por meio de venda de ativos, redução de investimentos ou pagamento proativo da dívida, os indicadores de crédito e a geração de caixa livre serão mais compatíveis com uma classificação inferior".

No quesito liquidez, a Moody’s avalia que o nível atual é adequado no curto prazo, mas alerta que a queima de caixa e as futuras necessidades de refinanciamento elevam o risco no médio prazo.

A CSN encerrou o período com R$ 16,5 bilhões em caixa consolidado, dos quais R$ 13,6 bilhões estão concentrados na subsidiária de mineração.

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"A maior parte das necessidades de refinanciamento futuras está ligada à dívida bancária, e o próximo vencimento relevante de bonds ocorre em 2028. No entanto, com a atual queima de caixa, o risco de refinanciamento aumentou", destaca a agência.

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