CEO diz que Petrobras (PETR4) retomará importação de diesel em julho e, ainda assim, está ‘pisando no acelerador’
Presidente da estatal destacou avanço dos investimentos, retomada de projetos e planos para ampliar a produção de combustíveis e fertilizantes

A Petrobras (PETR4) precisará voltar a importar diesel em julho após passar três meses sem trazer o combustível do exterior. A informação foi dada nesta quinta-feira (25) pela presidente da estatal, Magda Chambriard, durante cerimônia de retomada das obras da fábrica de fertilizantes nitrogenados UFN-III, em Três Lagoas (MS).
Segundo a executiva, a companhia não precisou importar diesel em abril, maio e junho, período em que os preços do petróleo e dos combustíveis foram impactados pelo conflito no Oriente Médio. A necessidade de importação, porém, retornará já no próximo mês.
“Por enquanto. Já estamos estudando como vamos fazer nesse quinquênio, para sermos autossuficientes em diesel”, afirmou Chambriard.
Atualmente, o Brasil importa cerca de 30% do diesel consumido no país.
Petrobras acelera investimentos, mas mantém foco nos custos
Na cerimônia, que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Chambriard afirmou que a Petrobras está acelerando seus investimentos, incluindo projetos que haviam sido interrompidos no passado.
Segundo ela, a companhia investiu R$ 26,8 bilhões no primeiro trimestre de 2026, um aumento de 25,6% em relação ao mesmo período do ano anterior.
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A executiva afirmou que o maior volume de investimentos tem contribuído para aproximar a estatal da marca de 3 milhões de barris de petróleo produzidos por dia.
“Estamos pisando no acelerador, mas com disciplina de capital, com olho nos custos, porque não pode ser de outra maneira, senão essa aceleração vai fazer mal para nós”, disse.
Petrobras quer aumentar produção de diesel
Ao falar sobre os planos para ampliar a produção nacional, Chambriard citou o desempenho da Refinaria do Nordeste (Rnest), em Pernambuco.
Segundo ela, a unidade tinha produção prevista de 230 mil barris por dia, mas alcançou 300 mil barris diários.
A presidente da Petrobras afirmou que a companhia estuda formas de expandir sua capacidade produtiva nos próximos anos para reduzir a dependência das importações de diesel.
Em declarações recentes, Chambriard afirmou que a meta é alcançar a autossuficiência em diesel, atendendo à demanda contratada sem necessidade de importar o produto.
Meta é dobrar participação no mercado de fertilizantes
Durante o evento, Chambriard também disse que a estatal avalia maneiras de dobrar sua participação na oferta de fertilizantes no país.
Além da UFN-III, a Petrobras possui fábricas na Bahia, em Sergipe e no Paraná, todas com operações retomadas nos últimos meses. Juntas, as quatro unidades respondem por uma oferta equivalente a 35% do consumo nacional.
“Estamos estudando como transformar 35% em 70%”, afirmou a executiva.
A UFN-III terá capacidade para produzir 3,6 mil toneladas de ureia e 2,2 mil toneladas de amônia, insumos utilizados na fabricação de fertilizantes nitrogenados destinados ao agronegócio.
Retomada da UFN-III terá investimento de R$ 5 bilhões
Chambriard afirmou ainda que a Petrobras conseguiu reduzir em R$ 629 milhões os custos para a retomada da construção da UFN-III após mudanças no processo de licitação de fornecedores.
As obras da fábrica foram iniciadas em 2008, mas acabaram suspensas em 2015, quando o projeto estava 81% concluído. Antes da retomada dos trabalhos, segundo a presidente da estatal, todos os processos passarão por revisão.
A unidade integra o Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e demandará investimentos de R$ 5 bilhões para sua conclusão.
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