🔴 ‘OPERAÇÃO  IKKI-TOUSEN’ – MULTIPLICAÇÕES DE ATÉ 250x DE FORMA AUTOMATIZADA – SAIBA COMO

Conteúdos exclusivos da Empiricus

Parceria Seu Dinheiro e Empiricus:

Salve suas matérias favoritas do Seu Dinheiro criando uma conta gratuita na Empiricus.

E tem mais: ao criar sua conta gratuita, você ganha acesso a um universo de conteúdos que vai muito além das notícias.

Relatórios, cursos, podcasts, newsletters e estratégias de investimento para transformar informação em melhores decisões.

SD ENTREVISTA

Inter tem lucro recorde de R$ 421 milhões no 2T26 com estratégia da qual outros bancos fogem; CFO explica por quê

Em entrevista ao Seu Dinheiro, Santiago Stel diz por que o banco decidiu correr mais risco e por que acredita que a estratégia ainda é mal compreendida pelo mercado

O vice-presidente e diretor financeiro (CFO) do Banco Inter, Santiago Stel, à frente de uma parede cinza com logo do banco.
O vice-presidente e diretor financeiro (CFO) do Banco Inter, Santiago Stel. - Imagem: Divulgação

Banco Inter voltou ao mercado com uma mensagem clara no segundo trimestre de 2026 (2T26): o crescimento segue acelerado — e a alta da inadimplência que assustou investidores no trimestre passado continua fazendo parte da estratégia. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Entre abril e junho, o lucro líquido do Inter chegou a R$ 421 milhões, alta de 33,6% sobre o mesmo período do ano passado e de 6,7% na base trimestral. Trata-se do 13º trimestre consecutivo de crescimento dos lucros.   

No mesmo período, o retorno sobre o patrimônio líquido (ROE) anualizado avançou para 16,3%, 2,4 pontos percentuais acima do registrado um ano antes e 0,8 ponto acima do primeiro trimestre. O valor também é acima do custo de capital da instituição financeira.  

“Foi mais um trimestre de consistência", afirmou o vice-presidente e diretor financeiro (CFO), Santiago Stel, em entrevista exclusiva ao Seu Dinheiro

Os demais indicadores reforçaram esse discurso. A carteira de crédito cresceu 29% em 12 meses; a margem financeira rompeu, pela primeira vez, a barreira dos dois dígitos, chegando a 10,1%; o índice de eficiência caiu para 42,1%, a receita líquida avançou 31,7% no trimestre, a R$ 2,63 bilhões; e o número de clientes avançou 15,1%, para 45,3 milhões de usuários. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os números chegam em um momento decisivo para o Inter. No primeiro trimestre, nem mesmo um lucro recorde foi suficiente para evitar um forte tombo das ações do banco em Nova York.  

Leia Também

MERCADO USA A RÉGUA ERRADA?

Citi sobe o preço-alvo de BTG Pactual (BPAC11) e vê espaço para ação se descolar dos bancões

VAI PINGAR POR AÍ?

Porto (PSSA3), Totvs (TOTS3) e Fleury (FLRY3) colocam R$ 636 milhões em JCP no radar; veja quem tem direito

À época, o mercado passou a questionar se o avanço da inadimplência seria o primeiro sinal de desgaste de uma estratégia baseada na expansão acelerada da carteira de crédito. 

Agora, a administração tenta virar essa narrativa. Segundo Stel, o aumento da inadimplência não reflete uma piora na qualidade da carteira, mas uma decisão deliberada para ampliar a rentabilidade do banco. 

"O negócio nunca esteve em melhor momento do que hoje", diz o CFO.

A primeira reação dos investidores ao balanço do 2T26 parece positiva. As ações do Inter chegaram a saltar mais de 3% no after market em Wall Street na esteira do resultado.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A nova obsessão do Inter: chegar à "Regra dos 50" 

Se empresas de tecnologia costumam perseguir a chamada "Regra dos 40" — combinação entre crescimento de receita e margem operacional —, o Inter resolveu estabelecer uma meta ainda mais ambiciosa. 

Internamente, a administração passou a mirar a chamada Rule of 50, um indicador que combina expansão acelerada das receitas com eficiência operacional crescente. A meta é que esses dois indicadores, somados, precisam chegar a 50% até 2029.

Segundo Stel, atingir esse patamar é ainda mais difícil para um banco do que para uma empresa de software. Afinal, instituições financeiras precisam consumir capital para crescer, carregar risco de crédito e conviver com exigências regulatórias muito mais pesadas. 

Ainda assim, o executivo acredita que o banco está caminhando nessa direção. Segundo ele, a melhora no índice de eficiência mostra justamente essa capacidade de gerar mais resultado sem expandir custos na mesma velocidade. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"O negócio começa a produzir uma dinâmica de compounding", afirma, se referindo à capacidade de reinvestir os lucros com retornos elevados, fazendo com que a geração de valor dos acionistas se multiplique ao longo do tempo. 

Inadimplência continua incomodando no 2T26 — mas Inter diz que ela faz parte do plano 

O ponto mais sensível do balanço continua sendo exatamente o mesmo que assustou investidores no trimestre passado: a qualidade da carteira de crédito.

Desta vez, o índice de inadimplência acima de 90 dias subiu de 5,1% no 1T26 para os atuais 5,3%. Os atrasos de curto prazo, de 15 a 90 dias, também subiram de 4,6% para 4,8% até o fim de junho.

Apesar do aumento, o diretor financeiro considera esse movimento saudável. Segundo Stel, o banco aumentou deliberadamente a participação de produtos mais rentáveis, como cartões de crédito e consignado privado. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Essas modalidades naturalmente carregam um risco maior do que outras linhas com garantia, mas também entregam margens significativamente superiores. 

"Não estamos buscando o menor nível de inadimplência possível, porque, se fizéssemos isso, praticamente não concederíamos crédito. O nosso objetivo é gerar um lucro líquido cada vez maior." 

O executivo argumenta que olhar apenas para a inadimplência produz uma fotografia incompleta da operação. 

Isso porque, segundo ele, a carteira do Inter continua bastante diferente da média do mercado. Hoje, cerca de 70% das operações possuem algum tipo de garantia, enquanto apenas 30% são operações sem colateral. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Temos uma resiliência muito maior do que a média do mercado porque operamos com uma carteira estruturalmente muito mais colateralizada", diz o executivo. 

Em termos práticos, o banco aceita conviver com uma inadimplência um pouco maior porque acredita que o ganho de margem mais do que compensa esse custo de risco adicional, hoje em 5,9%. 

"Foi uma decisão. Sabíamos que nosso custo de risco subiria, mas também que a margem financeira aumentaria o suficiente para sobrepagar essa despesa adicional." 

O "Davi" que quer roubar mercado de cinco "Golias" 

Na visão de Stel, o Inter ainda é pequeno demais para se preocupar em defender posição. Pelo contrário: o executivo enxerga justamente o tamanho reduzido como uma vantagem competitiva. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Hoje, segundo ele, aproximadamente 83% da carteira colateralizada de pessoa física continua concentrada nos cinco grandes bancos. 

"Há muito mercado para roubar", afirma. 

A estratégia passa por crescer justamente nas modalidades em que o banco acredita possuir vantagens estruturais. 

Além da elevada participação de crédito com garantias, o Inter opera com excesso de liquidez, clientes pouco alavancados e produtos — como o consignado privado — em que o pagamento ocorre antes de praticamente todas as demais dívidas do cliente. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mesmo assim, o banco opta por crescer hoje cerca de 30% ao ano na carteira de crédito. Segundo Stel, seria possível acelerar esse ritmo para algo próximo de 80%. 

Mas isso comprometeria exatamente aquilo que hoje a administração considera sua prioridade: manter crescimento e rentabilidade caminhando juntos. 

Brasil parece mais pessimista do que os números, diz CFO 

Apesar da Selic elevada e das incertezas eleitorais que já começam a entrar no radar do mercado, Stel acredita que parte do pessimismo em relação ao Brasil é exagerada. 

"Talvez, por eu não ser brasileiro, eu enxergue um excesso de negatividade por aqui", afirma. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na avaliação do executivo, o país chega aos próximos meses com fundamentos melhores do que a percepção predominante dos investidores. 

Ele cita inflação relativamente controlada — a nível de "país de primeiro mundo", nas palavras do executivo —, déficit primário próximo de zero e um ambiente macroeconômico mais sólido do que costuma aparecer nas discussões do mercado. 

Isso não significa ignorar os riscos. Stel reconhece que juros menores ajudariam tanto o consumo quanto a expansão do crédito. 

Mas, segundo ele, essa não é uma variável que o banco consegue resolver. "Nós controlamos o que controlamos." 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Depois da forte reação negativa ao balanço anterior, o executivo diz que a prioridade absoluta no Inter continua sendo a execução. Resta ver se o mercado comprará a tese. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Itaú (ITUB4) aluga 100% do Esther Towers, da EZ Tec (EZTC3). 18 de setembro de 2026 - 10:18
dividedos renda maio caixa seguridade cxse3 petrobras petr4 17 de setembro de 2026 - 18:34
Fachada loja Natura 17 de setembro de 2026 - 18:24
Gráfico de ações e sacolas de compras para representar empresas do varejo 17 de setembro de 2026 - 18:00
Fachada da Raia, da RD Saúde (RADL3). 16 de setembro de 2026 - 12:01
Celular com logo Nubank 16 de setembro de 2026 - 10:44
Fachada de prédio da Petrobras (PETR4) 15 de setembro de 2026 - 19:26
Logo da companhia JBS, ao fundo céu azul e árvores espelhados na fachada do prédio 15 de setembro de 2026 - 19:14
Weg (WEGE3) 15 de setembro de 2026 - 17:52
Em um fundo com cifrões caindo do céu, o símbolo da Vivo aparece no centro da imagem 14 de setembro de 2026 - 19:10
Vale 14 de setembro de 2026 - 18:31
Touro amarelo com investidor em cima dele em direção para o alto, representando um bull market do Ibovespa e da bolsa brasileira 14 de setembro de 2026 - 17:58
Imagem criada por inteligência artificial para ilustrar a temporada de balanços de bancos Itaú (ITUB4), Bradesco (BBDC4), Santander Brasil (SANB11) e Banco do Brasil (BBAS3). 14 de setembro de 2026 - 16:32
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar