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Resultados da Riachuelo mostram lucro recorde e margens elevadas com foco em produto certo, preço competitivo e fabricação ágil

Consistência. É assim que o CFO da Riachuelo (RIAA3), Miguel Cafruni, descreve os resultados da companhia de moda, casa e serviços financeiros.
A companhia, que reúne as marcas Riachuelo, Casa Riachuelo, Carter’s e Midway Financeira, registrou lucro líquido recorde de R$ 168 milhões, o maior já alcançado para um segundo trimestre, com alta de 36,2% em relação ao ano passado.
"Foi um trimestre de reafirmação da nossa estratégia, da nossa disciplina na execução e da nossa consistência", afirma Cafruni em entrevista ao Seu Dinheiro. 2025 já havia sido o melhor ano de sua série histórica.
No acumulado de 12 meses, o lucro rompeu o patamar dos R$ 500 milhões, mas agora sem contar com os resultados do seu shopping, o Midway Mall, vendido em dezembro por R$ 1,6 bilhão. "É um marco importante para nós como companhia de capital aberto e para nosso acionista”, declarou o executivo.
O principal destaque do trimestre foi a evolução de Vestuário. As receitas foram de R$ 2 bilhões, alta de 2,3%. A venda em lojas já estabelecidas (Same Store Sales) avançou 7,8%, alcançando o 12º trimestre consecutivo de crescimento. O CFO lembra que esse avanço veio em cima de uma base forte — no 2T25, o crescimento de SSS foi de 15,8%.
Com isso, o Ebitda de Mercadorias, excluindo a financeira, foi de R$ 342 milhões, alta de 14,7% na comparação anual. A margem Ebitda desse segmento foi de 17%, a maior dos últimos 11 anos.
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A margem bruta do segmento de vestuário atingiu 59,2%, alta de 1,9 ponto porcentual, crescimento há 11 trimestres. Já na operação financeira, o Ebitda foi de R$ 118,56 milhões, alta de 7,2%.
E não há nada mirabolante na estratégia da companhia: acertar o produto e o seu preço e ter uma cadeia mais eficiente. Para o executivo, não adianta fazer bons produtos. É preciso colocar a peça ideal na loja certa pelo preço mais adequado possível.
Por isso, a companhia está segmentando cada vez mais suas lojas, para entender onde colocar os produtos de classe A, que podem ter maior variação de preço, e em quais regiões ela precisa ser mais competitiva. E, se o preço não está adequado, a ordem é mudar rapidamente.
A fabricação própria também é um dos pilares para aumentar a agilidade e a rentabilidade da empresa. É a única das grandes varejistas de moda com esse modelo. Ao entender o que está vendendo mais, a fábrica, em Natal (RN), pode se adaptar rapidamente.
"A fábrica continua sendo um pilar estratégico para entregar mais margem e proporcionar a gente a ser mais competitivo", declarou.
A empresa também reafirmou os planos de voltar a abrir lojas — a inauguração de 14 novas unidades ficou para o segundo semestre. Além disso, também irá reformar de cinco a oito lojas sob o novo conceito, Incrivelmente Brasil.
Essa expansão será financiada com os recursos da companhia. Em março, ela paralisou uma oferta de ações para captar até R$ 400 milhões diante da forte instabilidade no mercado financeiro.
O executivo reafirmou que a expansão de lojas não depende desse capital e que ela continua saudável financeiramente. Não há previsão para retomar a oferta no curto ou médio prazo.
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