🔴 ONDE INVESTIR 2026: ESTRATÉGIAS DE ALOCAÇÃO, AÇÕES, DIVIDENDOS, RENDA FIXA, FIIS e CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Karin Salomão

Karin Salomão

Jornalista formada pela Universidade de São Paulo (USP), com experiência em economia e negócios. Foi repórter na Exame e editora assistente no UOL Economia. Completou o Curso B3 de Mercado de Capitais para Jornalistas e Formadores de Opinião, em parceria com o Insper. Hoje, é editora assistente de empresas no Seu Dinheiro.

QUAL A QUERIDINHA AGORA

Petrobras (PETR4) sob pressão, com Irã, Venezuela e eleições; veja qual a ação preferida do BTG, UBS e outros para investir no setor de petróleo

Entenda como tensões geopolíticas e o ciclo político brasileiro podem redesenhar as oportunidades no setor de petróleo, e por que a PRIO3 é a queridinha agora

Karin Salomão
Karin Salomão
16 de janeiro de 2026
15:47 - atualizado às 15:59
O cabo de guerra pelos dividendos e investimentos da Petrobras
Imagem: Montagem Seu Dinheiro/Canva/Divulgação

Uma das commodities mais relevantes é também uma das que mais sofrem com movimentos geopolíticos. E quem acompanha o mercado do petróleo viveu momentos intensos desde o começo do ano, com a invasão da Venezuela pelos Estados Unidos, as manifestações no Irã e as ameaças de intervenção do presidente norte-americano, Donald Trump, no país do Oriente Médio.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No meio de todos esses movimentos, como fica a Petrobras (PETR4)? A companhia pode deixar de ser lucrativa caso o preço do brent caia? 

Segundo especialistas, além da geopolítica, a empresa também é afetada por suas próprias decisões de investimentos e pela eleição presidencial deste ano. Analistas também indicam em qual ação do setor investir no lugar da petroleira estatal.  

As ameaças vindas do Irã 

Com a escalada das tensões entre EUA e Irã, o temor para o mercado de petróleo é uma interrupção na oferta. Afinal, o Irã é o quinto maior produtor de petróleo do mundo, com produção de 4,3 milhões de barris diários em 2024, segundo dados do Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis.  

As cotações futuras do óleo tipo brent, usadas para medir os preços de petróleo globalmente, iniciaram o ano em US$ 60,75. Hoje, o valor é de US$ 64,57, alta de aproximadamente 6,29%. No entanto, depois de um pico, em que o preço do brent chegou a US$ 66 na quarta-feira (14), o valor fechou em queda de 4,15% ontem.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A variação não é tão intensa porque até hoje não houve uma interrupção ou mesmo aumento na produção do combustível. Mesmo assim, esses movimentos deixam investidores e analistas em alerta. 

Leia Também

"O Irã, além de ser um grande produtor, é um grande exportador para a China, o que também introduz um componente geopolítico no embate entre EUA e China", diz Ruy Hungria, analista da Empiricus Research e colunista do Seu Dinheiro. 

O mesmo receio tomou conta do mercado depois que a Rússia atacou a Ucrânia, em 2022. O valor do petróleo chegou a superar US$ 110. O risco era de que a guerra causasse danos à infraestrutura de exploração no país da Europa Oriental e, consequentemente, no fornecimento da matéria-prima para o mundo.  

O perigo acabou não se concretizando, mas o barril permaneceu no patamar dos US$ 70 a US$ 80 por um bom tempo. Isso elevou as receitas da Petrobras, que pagou bons dividendos a seus acionistas no período, inclusive o governo.   

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os riscos que vêm da Venezuela

Do outro lado do planeta, a Venezuela também está no centro das discussões envolvendo a commodity, com a intervenção dos EUA. Inicialmente, os preços do petróleo chegaram a subir, também por preocupações com interrupções na produção. 

No médio e longo prazo, porém, o cenário pode ser outro. A Venezuela tem as maiores reservas de petróleo do mundo, e Donald Trump afirmou que as petroleiras norte-americanas voltarão ao país

A Venezuela é responsável por menos de 1% de todo o petróleo do mundo, mas já foi um dos mais relevantes. Caso a produção volte a subir, o preço da matéria-prima tende a cair.  

No entanto, essa retomada ainda é incerta - pouco se sabe sobre como será o retorno das petroleiras norte-americanas ao país. Por enquanto, nenhuma companhia divulgou planos de voltar ao país sul-americano. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, a estrutura do país está sucateada. "Vale lembrar que se fala muito dos investimentos físicos materiais, mas houve uma perda muito grande de capital humano. O país atraía profissionais como geólogos e geofísicos, profissionais normalmente bem pagos, que foram para os EUA, Canadá ou Europa", afirmou Vitor Sousa, analista da Genial Investimentos, em entrevista ao podcast Touros e Ursos do Seu Dinheiro. 

Como fica a Petrobras (PETR4) 

Por enquanto, o maior risco é o de aumento na oferta no médio e longo prazo. E se o petróleo realmente cair para US$ 50 por barril? A Petrobras deixa de ser lucrativa?  

"Claro que o petróleo em queda não ajuda, mas elas conseguem gerar caixa mesmo em um ambiente de preços baixos que fazem muitas outras petroleiras queimarem caixa", afirma Hungria, da Empiricus. 

Já o que preocupa investidores e analistas não está na linha de receitas, mas sim de despesas, com um plano de investimentos mais robusto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Com maior volume de investimentos em projetos que não são tão interessantes, a gente vê uma deterioração dos fundamentos da empresa, com menor geração de caixa, maior endividamento e menor dividendo", afirma Sousa. 

O problema é que a alavancagem da companhia — a relação entre dívida e receitas — deve continuar aumentando, “devido ao desalinhamento entre a política de dividendos e a geração efetiva de fluxo de caixa para o acionista”, diz o BTG. 

Segundo análise do UBS, o nível de investimentos afasta alguns investidores da ação da estatal. No entanto, a petroleira ainda pode reservar surpresas positivas. O UBS afirma que o retorno com dividendos na faixa dos 10% continua atraente, e está entre os mais altos entre as empresas analisadas — apenas a Shell tem um dividend yield semelhante, de 10%, enquanto outros entregam de 7% a 9%. 

Esta semana, o banco suíço cortou o preço-alvo da Petrobras, de R$ 44 para R$ 40 para PETR4, embora tenha mantido a recomendação de compra. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Nossa recomendação de compra é sustentada pelos sólidos níveis de produção e pela expectativa de que o preço do brent não deve cair muito mais. Isso se traduz em uma taxa de dividend yield (retorno considerando apenas os dividendos) de 10% a 11% em 2026", escreveu o UBS.   

Eleições presidenciais de 2026  

Outro fator que deve mexer com a Petrobras neste ano são as eleições presidenciais, uma vez que a companhia é estatal. 

O resultado imediato não afetaria tanto os lucros neste ano ou no seguinte. Porém, caso vença um candidato mais alinhado ao mercado, a estatal pode passar por uma possível mudança estratégica para o médio e longo prazo, focada em maior eficiência e investimentos mais rentáveis, e possivelmente até chances de privatização, acredita Hungria. 

"Pode haver surpresas negativas para a Petrobras, como os preços de brent, o que acreditamos que será a principal discussão do primeiro semestre deste ano. Para o segundo semestre, o foco mudará para as eleições presidenciais", diz o UBS. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“A ação segue como um veículo relevante para exposição ao ciclo político brasileiro, embora uma mudança significativa de estratégia seja considerada improvável”, diz relatório do BTG. 

O BTG tem recomendação neutra para os papéis da estatal. “A visibilidade macro-política limitada, a flexibilidade financeira restrita e um valuation considerado justo sustentam a recomendação Neutra”, afirmam os analistas.  

Prio (PRIO3) é destaque entre as recomendações

Uma ação é destaque entre as recomendações dos analistas. A Prio é recomendação de compra da Genial e do banco suíço UBS.  A Empiricus mantém a Petrobras na carteira, com foco em dividendos, e também recomenda a Prio, pelos custos de produção competitivos. 

Ela também é o ativo preferido do BTG Pactual. “PRIO é Top Pick em exploração, combinando crescimento de produção e elevada capacidade de distribuição aos acionistas. Para 2026, o foco da companhia está na execução”, afirma relatório.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O valor pago em dividendos salta aos olhos. “Considerando produção de aproximadamente 189 mil boed em 2026 e Brent a US$62/barril, o yield de fluxo de caixa livre para o acionista estimado é de cerca de 23%, com Dívida Líquida/EBITDA em torno de 1,6x ao final do ano”, diz o relatório do BTG.  

“A ausência de fusões ou aquisições (M&A, na sigla em inglês) relevantes em 2026 amplia o espaço para dividendos e recompras, reforçado por um novo programa de recompra anunciado.”

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
BIG TECHS

Alphabet, dona do Google, planeja emissão histórica de títulos de 100 anos para financiar corrida pela IA

10 de fevereiro de 2026 - 15:21

Operação em libras pode ser a primeira de uma empresa de tecnologia com prazo tão longo desde os anos 1990

PEQUENO EMPREENDEDOR

O ‘reizinho dos ovos’: como um menino de apenas seis anos criou um negócio familiar para realizar o sonho de estudar

10 de fevereiro de 2026 - 14:10

Atualmente, o menino divulga os produtos na rede social Instagram, monitorada pela sua mãe

CRISE CONTINUA

Fictor: perícia encontra subsidiárias sem operação e credores pedem ampliação da recuperação judicial

10 de fevereiro de 2026 - 13:32

Entre as exigências está a apresentação de uma relação de credores mais completa, organizada por empresa, com os respectivos valores e a natureza dos créditos

PARA SAIR DO BURACO

Raízen (RAIZ4) contrata assessores para solucionar dívidas, liquidez e cortes de rating

10 de fevereiro de 2026 - 11:29

O anúncio da contratação dos escritórios vem após a empresa ter tido suas notas de crédito rebaixadas por três empresas empresas de rating

DANO AMBIENTAL

Vale (VALE3): Justiça suspende mina após vazamento de sedimentos em MG, mas bloqueios de R$ 2,85 bilhões foram suspensos

10 de fevereiro de 2026 - 11:00

A decisão foi motivada pelo vazamento de água e sedimentos que atingiu cursos d’água e áreas industriais da região há algumas semanas.

LITHIUM OPEN AIR

Explosão de powerbank em aviões: por que equipamentos eletrônicos como baterias portáteis e até um MacBook específico têm regras para ir aos céus; veja a lista do que pode e não pode

10 de fevereiro de 2026 - 10:36

A Anac define regras específicas para as baterias de lítio, que são comuns em celulares, notebooks e powerbanks

DANÇA DAS CADEIRAS

Mais uma troca no alto escalão: Gafisa (GFSA3) anuncia novo presidente do conselho; veja quem assume agora

10 de fevereiro de 2026 - 10:17

Saída de Mariana de Oliveira se soma às mudanças na diretoria executiva da construtora; entenda o movimento

APETITE RENOVADO

Antes do IPO, Aegea garante cheque de R$ 1,2 bilhão da Itaúsa e GIC — e se prepara para disputa pela Copasa

10 de fevereiro de 2026 - 9:36

Aumento de capital acontece enquanto mercado anseia por IPO e empresa avalia novos ativos de saneamento

LADEIRA ABAIXO

Fitch corta nota de crédito da Raízen (RAIZ4) pela segunda vez no mesmo dia; rating passou de B para CCC

9 de fevereiro de 2026 - 20:09

Agora, Fitch, S&P Global e Moody’s — as três principais agências de rating — rebaixaram a companhia para nível especulativo

ANOTE NA AGENDA

Dividendos ou JCP? Itaúsa (ITSA4) anuncia calendário de pagamentos de proventos em 2026; confira as datas e os valores

9 de fevereiro de 2026 - 19:56

Segundo a companhia, esses pagamentos serão realizados a título de antecipação do dividendo obrigatório do exercício de 2026

PREPAREM OS BOLSOS

BB Seguridade (BBSE3) vai distribuir quase R$ 5 bilhões em dividendos após lucro recorde em 2025

9 de fevereiro de 2026 - 19:40

Na prática, cada papel BBSE3 vai receber R$ 2,54996501627 por ação, valor que será corrigido pela taxa Selic desde 31 de dezembro de 2025 até a data do pagamento

DEPOIS DA CRISE

O problema não é a vitrine, é o caixa: BTG Pactual entra no debate do FGC após crise do Banco Master

9 de fevereiro de 2026 - 19:03

Para o maior banco de investimentos do país, o problema não está na distribuição — mas no uso excessivo do FGC como motor de crescimento

SOB PRESSÃO

S&P Global tira grau de investimento da Raízen (RAIZ4) e alerta para risco crescente de calote em meio a dívida alta e queima de caixa

9 de fevereiro de 2026 - 18:40

Mudança veio após a Raízen contratar assessores financeiros e legais para estudar saídas para o endividamento crescente e a falta de caixa; Fitch também cortou recomendação da companhia

BRB EM QUEDA

Mercado reage a plano de recomposição de capital e ações do BRB (BSLI4) chegam a cair 20%

9 de fevereiro de 2026 - 18:13

Banco de Brasília apresentou na sexta (6) o plano para capitalizar a instituição após perdas com ativos do Banco Master; veja o que explica a queda da ação nesta segunda (9)

SINAL DE ALERTA

O que os dividendos da Petrobras (PETR4) têm a ver com a cautela de analistas e investidores em relação à estatal

9 de fevereiro de 2026 - 18:01

O BTG Pactual vê fundos ainda subalocados no papel, retorno esperado mais modesto e poucas razões para aumentar a aposta no curto prazo

DIFÍCIL DE RECLAMAR?

O novo normal do BTG Pactual: o que o CEO prevê por trás do guidance de rentabilidade — e quais as alavancas de crescimento para 2026

9 de fevereiro de 2026 - 17:47

Resultado do quarto trimestre fecha uma sequência de trimestres recordes e reforça a mensagem do banco: a rentabilidade elevada veio para ficar

SOB INVESTIGAÇÃO

De caneta milagrosa a perigo para a saúde: mortes por pancreatite colocam canetas emagrecedoras na mira da Anvisa

9 de fevereiro de 2026 - 17:20

Além das mortes, cerca de 200 casos de problemas no pâncreas estão sendo investigados pela agência

NO INFERNO ASTRAL

Endividada, Raízen (RAIZ4) perde grau de investimento da Fitch, com corte na nota de crédito

9 de fevereiro de 2026 - 16:05

A Fitch estima que a companhia tenha cerca de R$ 10,5 bilhões em dívidas com vencimento nos próximos 18 meses, o que amplia o risco de refinanciamento

DEGRAU OU TETO?

Rentabilidade do Bradesco (BBDC4) deve ‘emperrar’ em 17%, abaixo dos rivais, aposta JP Morgan

9 de fevereiro de 2026 - 13:20

ROE do banco avança, mas analistas alertam para um “teto” que pode travar novas altas das ações BBDC4 na bolsa

PROCURA-SE AJUDA

Com ação valendo menos de R$ 1, Raízen (RAIZ4) busca assessores para sair do sufoco das dívidas

9 de fevereiro de 2026 - 11:27

A produtora de etanol enfrenta alto endividamento, com a dívida líquida atingindo R$ 53,4 bilhões no segundo trimestre da safra 2025/26, e busca alternativas para sair do sufoco

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar