Petrobras (PETR3) cai na bolsa depois de divulgar novo plano para o futuro; o que abalou os investidores?
Novo plano da Petrobras reduz capex para US$ 109 bi, eleva previsão de produção e projeta dividendos de até US$ 50 bi — mas ações caem com frustração do mercado sobre cortes no curto prazo

Em seu novo plano de investimentos para os próximos cinco anos, a Petrobras (PETR3; PETR4) reduziu o investimento esperado para o período e aumentou levemente a expectativa de produção.
A estatal também anunciou uma previsão de dividendos ordinários entre US$ 45 bilhões e US$ 50 bilhões, sem mencionar a possibilidade de distribuição de proventos extras aos seus acionistas.
No entanto, as ações da petroleira estão em queda na manhã de hoje, 28. As ações ordinárias, PETR3, caem 2,57% por volta das 12h30, enquanto as preferenciais, PETR4, tem queda de 2,31%.
O que agradou — e o que deixou a desejar — para os integrantes do mercado?
- VEJA TAMBÉM: Rumo à independência financeira: ferramenta gratuita do Seu Dinheiro calcula quanto investir para viver de renda; confira
Menos investimentos, mas só no longo prazo
De cara, a estatal anunciou uma diminuição de 1,8% nos investimentos totais, o famoso capex: serão US$ 109 bilhões para os próximos cinco anos. O último planejamento estabeleceu investimentos de US$ 111 bilhões, contra US$ 102 bilhões da versão anterior.
Por outro lado, a Carteira em Implantação — área que reúne projetos com maior probabilidade de execução — registrou uma redução mais relevante, passando de US$ 98 bilhões para US$ 91 bilhões.
Leia Também
Segundo Ruy Hungria, analista da Empiricus Research, o ponto central é que os investimentos em Exploração & Produção foram preservados, com a maior parte dos cortes sendo realizada em segmentos de baixo retorno e não estratégicos para a companhia.
“Apesar de parte das mudanças já ter sido antecipada pelo mercado nas últimas semanas, os ajustes, nada triviais para uma estatal em véspera de eleições presidenciais, mostram que a gestão está atenta e sensível ao ambiente desafiador”, afirmou o analista.
- LEIA TAMBÉM: Conheça a carteira que já rendeu +380% do Ibovespa e participe da comunidade no Telegram para receber análises e relatórios exclusivos sem custos
No longo prazo, o cenário é positivo. No entanto, sem cortes significativos nos investimentos anunciados no curto prazo, a empresa fica muito exposta ao cenário desafiador para o preço do petróleo tipo Brent.
"O plano deixa a empresa exposta a pressões no curto prazo, especialmente em cenários estressados para o preço do petróleo, com flexibilidade limitada", diz o Itaú BBA.
Os cortes mais significativos serão vistos apenas a partir de 2029 e 2030, diz o banco, sem cortes substanciais antes de 2028.
"Isso pode ser percebido como decepcionante para os investidores, dado que estavam esperando uma redução no capex de pelo menos US$ 1 bilhão para 2026", diz o banco em relatório.
"No geral, reconhecemos o alto potencial e a qualidade do capex da Petrobras, majoritariamente relacionado a Búzios, e vemos de forma positiva a redução do capex em cinco anos. Ainda assim, acreditamos que os investidores devem reagir negativamente a um capex em 2026 acima do esperado e ao fato de que o pico de capex ocorrerá apenas em 2027, e não em 2026", afirma o banco BTG Pactual.
Já o Safra tem uma visão distinta. “O plano quinquenal delineia a estratégia da Petrobras de navegar em um ambiente de preços mais baixos do Brent: com mais flexibilidade em investimentos, aumento da produção e redução de despesas”, pontuou o banco em relatório.
Segundo a instituição, apesar da modesta queda de 2% no total de investimentos para o próximo período, a carteira de projetos em execução soma US$ 91 bilhões e inclui US$ 10 bilhões em iniciativas sujeitas a avaliações trimestrais de financiamento.
Para a casa, isso confere à petroleira maior capacidade de ajustar o ritmo conforme análises periódicas de fluxo de caixa e estrutura de capital.
- VEJA TAMBÉM: Hora de voltar para a BOLSA BRASILEIRA? Estas AÇÕES merecem sua atenção - assista o novo episódio do Touros e Ursos no Youtube
Produção levemente maior, mas ainda conservadora
A estatal prevê atingir, no quinquênio, o pico de produção de óleo de 2,7 milhões de barris por dia (bpd) em 2028 e pico de produção total de 3,4 milhões de barris equivalentes de óleo e gás por dia (boed) em 2028 e 2029.
Isso significa um incremento na perspectiva de produção de óleo nos próximos cinco anos entre 100 mil e 200 mil barris por dia, o que está em linha com o aumento observado nos últimos trimestres.
O especialista da Empiricus lembrou que cada 100 mil barris representam aproximadamente US$ 1 bilhão de Ebitda adicional, considerando o Brent a US$ 60.
Ainda que a empresa possa produzir mais, e, consequentemente, ter uma receita maior, a previsão da estatal é conservadora e já é consenso no mercado "Não vemos isso como um grande catalisador para a ação, dado que já era amplamente antecipado", diz o banco BTG Pactual.
O banco ainda lembra que a produção pode ser ainda maior, já que a Petrobras produziu 2,6 milhões de barris por dia em out/25 (vs. guidance de 2,5 milhões para 2026 e 2,6 milhões para 2027, e guidance anterior de 2,4/2,5 milhões).
Com informações Money Times
ESTRUTURAS INTACTAS
O negócio caiu, mas a ação subiu: por que a disparada dos distratos não assusta os investidores de Tenda (TEND3) e Cury (CURY3)
15 de outubro de 2026 - 6:06ATENÇÃO, ACIONISTA!
Dividendos e JCP: dona da Vivo (VIVT3) vai distribuir R$ 450 milhões em proventos; confira os prazos
14 de outubro de 2026 - 19:14EM MEIO À EUFORIA
O Bradesco saiu de moda na bolsa? O rali eleitoral tem seus queridinhos — e BBDC4 ficou de escanteio
14 de outubro de 2026 - 19:03PARA ALÉM DAS ACADEMIAS
Juros são o maior desafio da Smart Fit (SMFT3), segundo o CEO. Como a líder do setor fitness tem crescido nesse cenário?
14 de outubro de 2026 - 17:45SAÚDE NA BOLSA
Ações de saúde pegaram carona na eleição; agora, UBS BB revela o que pode vir pela frente para Rede D’Or, Hapvida e outras
13 de outubro de 2026 - 19:51DE QUE LADO VOCÊ ESTÁ?
Vencedores e vencidos pelos juros: o mapa do BTG para a sua carteira com a Selic menor
13 de outubro de 2026 - 19:21ESPAÇO PARA FATURAR BILHÕES
O jogo virou para o Magazine Luiza (MGLU3)? Itaú BBA eleva recomendação para compra com alívio nos juros e crise na Casas Bahia (BHIA3)
13 de outubro de 2026 - 12:45DESALAVANCAGEM EM FOCO
CSN (CSNA3) põe siderúrgica alemã à venda; negócio de R$ 3,1 bilhões vai resolver sua dor de cabeça bilionária?
12 de outubro de 2026 - 10:59ESTRATÉGIA DE EXPANSÃO
Bradseg quer crescer sem entrar na guerra de preços dos seguros, diz CEO; veja onde está a aposta da companhia
12 de outubro de 2026 - 10:03NA ERA DA IA
Seu próximo gerente pode ser uma IA: veja como Bradesco e Santander estão se preparando e se os apps de banco vão acabar
12 de outubro de 2026 - 7:02O QUE ESTÁ EM JOGO?
Raízen (RAIZ4) quer listar subsidiária na B3 em meio a plano bilionário de reorganização
10 de outubro de 2026 - 9:08ATENÇÃO, ACIONISTA!
Dividendos e JCP: Santander (SANB11) distribuirá R$ 1,5 bilhão aos acionistas; saiba quem mais paga
9 de outubro de 2026 - 19:34Conteúdo Market Makers
Bancos vão investir R$ 3 bilhões em inteligência artificial e soluções de dados em 2026: O que eles já descobriram que você ainda não aplica?
9 de outubro de 2026 - 13:00Conteúdo Empiricus
Qual a importância de saber o valor real da sua empresa? Conheça uma forma gratuita de calculá-lo
9 de outubro de 2026 - 12:00ENERGIA NA MIRA
Não é a Taesa (TAEE11): Ação paga bons dividendos, mas não é a favorita do Itaú BBA; veja as elétricas preferidas do banco
9 de outubro de 2026 - 9:37NOVAS FRONTEIRAS
Quer investir na China sem sair da B3? BTG Pactual Asset fecha parceria com gigante chinesa para preparar novos ETFs
9 de outubro de 2026 - 5:01RECOMENDAÇÃO
O pior já passou para a SLC Agrícola (SLCE3)? Bancos elevam projeções para 2027, mas fazem alerta aos investidores
8 de outubro de 2026 - 17:33Conteúdo Empiricus
Com R$ 210 bilhões em operações em 2026, mercado de M&A mira as médias empresas, mas este erro pode comprometer o valor da negociação
8 de outubro de 2026 - 17:01A VENCEDORA DOS JUROS BAIXOS
XP (XPBR31) pode ganhar um empurrão da Selic mais baixa; UBS BB eleva preço-alvo e vê até 25% de alta
8 de outubro de 2026 - 16:07AINDA ESTÁ BARATO?