Petrobras (PETR4) corta preço do diesel e do querosene de aviação; XP vê janela para Vibra (VBBR3) e Ultrapar (UGPA3)
Entenda como a redução do preço do diesel, anunciada na terça-feira (30) pela estatal, pode melhorar as condições para as distribuidoras de combustíveis

A Petrobras (PETR4) mexeu nos preços dos combustíveis em meio ao alívio do petróleo no mercado internacional, mas nem todos os reajustes devem chegar da mesma forma à cadeia de consumo.
Nesta quarta-feira (1), a estatal anunciou uma redução de 14,5% no preço do querosene de aviação (QAV) vendido às distribuidoras. A queda equivale a R$ 0,81 por litro e levou o novo preço do combustível nas refinarias da companhia para uma faixa entre R$ 4,67 e R$ 4,93 por litro.
Foi o segundo recuo seguido no preço do QAV, que é reajustado sempre no início de cada mês. Segundo a Petrobras, a nova redução foi possível pela “atenuação” dos efeitos que o conflito no Oriente Médio impôs ao preço internacional dos derivados do petróleo.
Apesar da queda em julho, o combustível usado por aviões e helicópteros ainda acumula forte alta no ano. O QAV está 40,5% acima do nível registrado no fim de 2025, o equivalente a um acréscimo de R$ 1,39 por litro.
Diesel fica estável nas distribuidoras
No caso do diesel, a Petrobras anunciou na terça-feira (30) uma redução de R$ 0,3515 por litro no preço vendido às distribuidoras. Mas o corte veio acompanhado da suspensão de um desconto temporário no mesmo valor, concedido no âmbito do subsídio governamental.
Com isso, o efeito final será neutro para as distribuidoras.
Leia Também
“Dessa forma, os preços de venda de óleo diesel A, de uso rodoviário, da Petrobras para as distribuidoras permanecerão inalterados, com o valor médio de R$ 3,30 por litro”, disse a companhia em nota.
O anúncio ocorreu depois de o governo informar que eliminaria, a partir desta quarta-feira (1), a subvenção de R$ 0,35. A decisão foi atribuída ao recuo da cotação do petróleo, em meio à redução das tensões no Oriente Médio, conforme declarou o ministro da Fazenda, Dario Durigan.
Durigan afirmou ainda que outras subvenções de combustíveis atualmente em vigor estão em avaliação para retirada gradual.
A decisão confirma uma sinalização dada pelo secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Rogério Ceron, em entrevista à Reuters em meados do mês.
Na ocasião, ele afirmou que o Brasil encerraria medidas de subsídios aos preços de combustíveis, incluindo diesel e gasolina, caso a cotação do petróleo se acomodasse em torno de US$ 80 por barril.
O Brent — referência internacional do mercado de petróleo — fechou cotado a US$ 72,95 o barril na terça-feira (30), depois de ter atingido um pico de cerca de US$ 120 no fim de março, quando as tensões relacionadas ao conflito no Irã estavam mais elevadas.
Separadamente, a Petrobras informou que já recebeu cerca de R$ 2 bilhões referentes aos subsídios do diesel.
O que muda para Petrobras, Vibra e Ultrapar
O analista da XP Investimentos, Regis Cardoso, avalia que o fim da subvenção aproxima significativamente os preços do diesel da Petrobras da paridade de importação.
Segundo ele, a medida reduz a competitividade do diesel importado e melhora as condições de mercado para as distribuidoras Vibra (VBBR3) e Ultrapar (UGPA3).
De acordo com a XP, após o fim dos subsídios, o preço do diesel da Petrobras passa a estar com desconto de apenas 2% em relação à paridade de importação, considerando a subvenção remanescente.
Antes da medida, os preços da estatal operavam com prêmio de cerca de R$ 0,28 por litro frente à paridade. Caso todos os subsídios fossem eliminados, porém, a paridade subiria para R$ 4,49 por litro, ampliando o desconto da Petrobras para R$ 1,19 por litro, ou 27%.
No caso da gasolina, a XP destaca que o preço da Petrobras nas refinarias, de R$ 2,61 por litro, está 20% abaixo da paridade de importação. Considerando o subsídio ainda vigente de R$ 0,44 por litro, esse desconto cai para 7%.
Assim, uma eventual redução ou eliminação desse benefício ampliaria novamente a diferença entre os preços domésticos e os internacionais.
Itaú BBA vê diesel acima da paridade
A equipe do Itaú BBA liderada por Monique Greco também chama atenção para os próximos passos do governo.
O banco destaca que o imposto sobre a exportação de petróleo bruto continua em vigor. No entanto, o governo afirmou que tanto esse tributo quanto os subsídios remanescentes aos combustíveis seguem sendo monitorados à luz da evolução dos preços internacionais.
Essas medidas poderão ser ajustadas ou encerradas antes do prazo previsto, caso as condições de mercado justifiquem.
Segundo as estimativas do BBA, os preços do diesel praticados pela Petrobras estão atualmente 14% acima da paridade de importação, enquanto os preços da gasolina estão alinhados à paridade de exportação.
O Itaú BBA ressalta, porém, que a Petrobras pode avaliar os parâmetros de sua estratégia comercial de forma diferente das premissas adotadas pelo banco.
Petrobras ainda avalia redução da gasolina
Enquanto o querosene de aviação ficou mais barato, a gasolina ainda segue em compasso de espera. A presidente da estatal, Magda Chambriard, disse nesta quarta-feira que a companhia ainda estuda se vai mexer no preço do combustível.
Segundo ela, com a queda do petróleo, a tendência é de redução de preços. Mas a Petrobras também precisa preservar sua participação de mercado.
“O que nós estamos fazendo agora é olhar tudo isso com muita calma, com muito profissionalismo, porque a gente quer atender a sociedade, a gente quer fornecer produtos que caibam no bolso da sociedade brasileira, mas a gente quer garantir o mercado Petrobras”, afirmou Chambriard, durante evento de lançamento de um edital para projetos culturais no Rio de Janeiro.
A executiva acrescentou que “todos os nossos combustíveis acompanham a tendência de preços internacionais, mas sem internacionalizar a volatilidade, sem internacionalizar a ansiedade”.
Guerra no Oriente Médio pressionou os combustíveis
A alta dos combustíveis nos últimos meses esteve ligada aos efeitos da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, iniciada em 28 de fevereiro, sobre a cadeia logística da indústria do petróleo.
O principal impacto veio do bloqueio do Estreito de Ormuz, ao sul do Irã. Antes da guerra, 20% da produção internacional de óleo e gás passava pela região. Com a oferta global mais apertada, os preços subiram.
Embora o Brasil seja produtor de petróleo, o produto e seus derivados seguem a lógica das commodities, matérias-primas negociadas em grandes volumes e com preços definidos no mercado internacional.
CASA NOVA?
Tenda (TEND3) ‘pega as chaves’ da Faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida; o que a construtora busca no andar de cima
1 de outubro de 2026 - 14:15O QUE AINDA FALTA?
Queridinha do Barsi, Paranapanema (PMAM3) fecha acordo que acaba com boa parte da dívida bilionária, mas recuperação judicial segue
1 de outubro de 2026 - 13:03FUTURO DA 'FILHA DO DIVÓRCIO'
Todo mundo quer a Farm: ações da Azzas 2154 (AZZA3) lideram as altas no Ibovespa com chuva de propostas no radar
1 de outubro de 2026 - 12:38APOSTAS SAÍRAM DO CARRINHO
Com proibição das bets, duas ações do varejo podem ser as mais beneficiadas, mas Eleven faz alerta para a recuperação do setor
1 de outubro de 2026 - 12:12ROXINHO NÃO VAI ÀS COMPRAS?
Nubank (ROXO34) nega compra bilionária de fintech britânica Monzo após tombo em NY; ações sobem forte no pré-mercado
1 de outubro de 2026 - 9:35PANDA BONDS
A operação bilionária da Vale (VALE3) na China: mineradora conta os planos dessa estreia
30 de setembro de 2026 - 19:53BANCOS
Dia cheio no Bradesco (BBDC4): de R$ 3,8 bilhões em JCP a leilão de sobras de ações até o “Pix” internacional
30 de setembro de 2026 - 19:33QUEM SOBE QUANDO OS JUROS CAEM?
JP Morgan aumenta pessimismo com Natura (NATU3) e corta recomendação; veja as varejistas preferidas do banco para surfar o rali eleitoral
30 de setembro de 2026 - 12:10CORTANDO ONDE DÁ
Como o Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) quer transformar uma despesa milionária em fonte de receita em meio à recuperação
30 de setembro de 2026 - 10:53REESTRUTURAÇÃO CORPORATIVA
Raízen (RAIZ4) quer trocar o conselho, mexer no capital e entregar até R$ 35 bilhões em novos papéis aos acionistas
30 de setembro de 2026 - 10:33GOVERNANÇA
CEO bumerangue: por que empresas, como Natura e Ri Happy, trazem antigos líderes de volta — e quando isso vira um sinal de alerta
30 de setembro de 2026 - 6:12CHEQUE EM BRANCO
Do sonho de construir um ‘avião de ponta-cabeça’ ao banco do futuro: o que o CEO da Revolut prevê para o seu dinheiro
29 de setembro de 2026 - 19:42GATILHO BILIONÁRIO
IRB (IRBR3): nova lei reduz impostos e pode liberar vantagem bilionária para a resseguradora
29 de setembro de 2026 - 14:11DANÇA DAS CADEIRAS
Copasa (CSMG3) troca liderança e aumenta poderes do governo de MG com a golden share; entenda as mudanças
29 de setembro de 2026 - 10:21MAIS UMA FRONTEIRA
BTG Pactual (BPAC11) conquista licença de banco no Peru e acelera expansão internacional; veja o que muda
29 de setembro de 2026 - 10:00Marketing Digital
R$ 42,7 bilhões em publicidade digital: Por que as marcas estão indo além do anúncio para conquistar a atenção do público
29 de setembro de 2026 - 9:00RECUPERAÇÃO JUDICIAL
Do Chapter 11 para o 15: o que significa a decisão favorável da Ambipar (AMBP3) nos EUA
28 de setembro de 2026 - 19:34TCHAU OU ATÉ LOGO?
Presidente do conselho da Tupy (TUPY3) renuncia, mas não deve dar adeus à empresa
28 de setembro de 2026 - 19:24REVANCHE EM SOLO INGLÊS
Nubank tomba quase 9% em NY após rumor de compra bilionária no Reino Unido; roxinho prepara revanche contra a Revolut?
28 de setembro de 2026 - 15:51DE OLHO NO FUTURO