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A Petrobras optou por não comprar a parte da Novonor para se tornar dona sozinha da petroquímica, nem vender sua própria fatia na mesma operação
Em um dos capítulos finais na novela pela fatia da Novonor, ex-Odebrecht, na Braskem (BRKM5), o controle da petroquímica passará para a gestora IG4.
Em fato relevante divulgado hoje (12), o conselho de administração da Petrobras (PETR4) decidiu que não exercerá seu direito de preferência nem o mecanismo de tag along na transação que transfere o controle da Novonor para a gestora.
Ou seja, a Petrobras optou por não comprar a parte da Novonor para se tornar dona sozinha da petroquímica, nem vender sua própria fatia na mesma operação.
Isso não significa que a Petrobras terá menos controle na Braskem. A presidente da estatal, Magda Chambriard, deve assumir a presidência do conselho da petroquímica, em acordo de acionistas com o IG4, segundo o Valor. A Petrobras e a IG4 dividirão igualmente o poder de decisão, e o conselho terá 10 membros — quatro da Petrobras, quatro da IG4 e dois independentes.
A petroleira mantém sua participação atual de 47% das ações da Braskem com direito a voto e 36,1% do capital total. Com o desenrolar do negócio, o fundo Shine, gerido pela IG4, deverá assumir 50,1% das ações votantes e 34,3% do capital total.
Após a conclusão da operação, a Novonor permanecerá com 4% da Braskem. Além dos dois grandes acionistas, 25,5% do capital total da companhia está em circulação no mercado, além de 27 ações em tesouraria.
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A Novonor tinha dívidas de quase R$ 20 bilhões com um consórcio formado pelos maiores bancos credores do país — Itaú, Bradesco, Santander, Banco do Brasil e BNDES.
Como garantia dessas dívidas, estavam ações da Braskem. Em recuperação judicial, a Novonor tenta vender essa fatia desde 2019. Diversas companhias se mostraram interessadas, mas o endividamento da Braskem, o cenário para a indústria petroquímica e o problema ambiental em Maceió dificultavam o negócio.
Foi apenas em dezembro de 2025 que o IG4 e a Novonor anunciaram acordo de exclusividade para a transação.
Na prática, a IG4 Capital comprou as dívidas da Novonor com esses bancos. Em vez de receber o pagamento em dinheiro, os bancos aceitam ações da Braskem. Essas ações, por sua vez, passam para as mãos do fundo Shine I FIDC, um veículo para organizar essa troca, administrado pela Vortx.
"Assim, o IG4 Capital, ao controlar o Shine I FIDC e as dívidas, pode se tornar o novo controlador da Braskem, sem precisar comprar as ações diretamente a Novonor", afirma uma fonte do mercado.
A conta ainda parece não fechar. As dívidas da Novonor são de R$ 20 bilhões, mas o valor de mercado de toda a Braskem hoje é de aproximadamente R$ 7,8 bilhões. Mas foi a maneira encontrada para recuperar, ao menos em parte, o valor das dívidas.
Para cobrir essa diferença, estão ganhos futuros na companhia e em suas margens, o que deve demorar a acontecer.
“Uma possível recuperação de valor na Braskem só deve acontecer depois de 2030, quando o cenário de baixa na indústria petroquímica global começar a melhorar, ou seja, levaria ainda mais tempo para os bancos recuperarem o valor”, afirmou a fonte.
A IG4 Capital foi criada em 2016 por Paulo Mattos e tem mais de 40 funcionários em escritórios em Londres, Jersey, Washington, D.C., Madri, São Paulo, Santiago, Lima e Bogotá, segundo o site da empresa.
A gestora é focada em mercados emergentes e administra recursos de fundos de investidores institucionais.
"Buscamos empresas que enfrentam desafios e que podem se beneficiar significativamente de uma equipe de executivos experiente e atuante, especialmente aquelas com ativos de alta qualidade que podem ser adquiridas a valuations atrativos", diz a empresa em seu site.
Antes de criar a gestora, Mattos foi sócio da RK Partners, uma empresa líder em assessoria especializada em reestruturação de dívidas e turnarounds operacionais, e diretor da GP Investments.
Também teve atuação como vice-presidente executivo de estratégia de negócios na Oi S.A. e como diretor superintendente no BNDES.
A primeira investida da IG4 foi a CAB Ambiental, que se tornou a Iguá Saneamento e foi vendida em 2024 após a reestruturação. A empresa também negocia fatia do Goldman Sachs na Oncoclínicas, que é de 21,17%, segundo notícia do jornal Valor Econômico do início de fevereiro.
Não é de hoje que a crise na Braskem vem chamando a atenção dos investidores. A situação é multifacetada e envolve diversos fatores, entre eles:
Todo esse cenário resultou em queda acentuada de suas ações e títulos, risco de recuperação judicial e impacto negativo no mercado de crédito corporativo.
Com isso, os esforços da Braskem foram voltados à reestruturação em curso, à resolução do passivo de Maceió e à melhora da estrutura de capital. A empresa vem sendo dilacerada na bolsa de valores diante de um ceticismo cada vez maior entre os investidores.
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