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Reunião solicitada por acionistas relevantes prevê alterações nos conselhos em meio à pressão sobre a companhia

A Gafisa (GFSA3) começa a semana no centro de mais uma turbulência na bolsa. As ações da incorporadora despencaram 30% nesta segunda-feira (6) e encerraram o pregão cotadas a R$ 0,70, dias antes de uma assembleia geral extraordinária (AGE) que pode mexer diretamente na governança da companhia.
A nova pressão sobre as ações ocorre em meio a um momento delicado para a empresa. Há pouco mais de um mês, a Gafisa tentou reforçar sua estrutura de capital, mas viu a maior parte dos investidores virar as costas para a operação.
No aumento de capital aberto aos acionistas, encerrado em 26 de maio, cerca de 6,9 milhões dos mais de 168 milhões de papéis colocados à disposição foram efetivamente subscritos. Com isso, 95,87% da oferta ficou sem demanda na primeira etapa.
Ao preço de R$ 1,48 por ação, a companhia levantou pouco mais de R$ 10,3 milhões, um valor modesto diante da operação originalmente desenhada pela administração.
O resultado foi interpretado nos bastidores do mercado como um termômetro da cautela dos investidores em relação à tese da incorporadora.
Agora, o foco se volta para a governança. A Gafisa chamou uma AGE, em segunda convocação, para quarta-feira, 16 de julho, às 16h.
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A reunião foi solicitada por acionistas detentores de ações ordinárias que representam mais de 3% do capital votante da companhia.
Entre os principais pontos da pauta está a proposta de ampliação do conselho de administração da Gafisa.
O colegiado passaria de três para cinco membros titulares, dentro dos limites previstos no estatuto social da companhia, que permite um mínimo de três e um máximo de nove integrantes.
Caso a proposta seja aprovada, os acionistas também deverão eleger dois novos membros titulares para o conselho. Os mandatos serão unificados aos dos atuais integrantes e terão vigência até a assembleia geral ordinária de 2027.
A AGE também vai deliberar sobre a destituição de todos os atuais membros titulares e suplentes do conselho fiscal, eleitos na assembleia geral ordinária realizada em 11 de maio de 2026.
Na sequência, os acionistas votarão a eleição de uma nova composição para o órgão, em número a ser definido pela própria assembleia. Pelo estatuto da companhia, o conselho fiscal deve ter entre três e cinco membros titulares, com igual número de suplentes.
Os novos conselheiros fiscais também terão mandato até a assembleia geral ordinária de 2027.
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