O segredo da SpaceX que deixa qualquer rival 10 anos atrasado e a torna um investimento raríssimo, segundo o BTG Pactual
Banco inicia cobertura da empresa de Elon Musk com recomendação de compra e preço-alvo de US$ 225, apostando em um dos maiores fossos competitivos da indústria

A SpaceX (Nasdaq: SPCX) é um caso de investimentos raríssimo, na visão do BTG Pactual. Em toda tese, as grandes perguntas a serem respondidas na hora de colocar dinheiro são: quão grande é o prêmio em disputa e quão bem-posicionada a empresa está para alcançá-lo.
Para a companhia de Elon Musk, segundo o time de análise do banco, as duas respostas estão no limite do que é possível.
"Seu mercado endereçável é, literalmente, todo o espaço. E a capacidade da companhia de colocar carga em órbita por uma fração do custo de seus concorrentes lhe garante uma posição competitiva excepcional dentro dessa oportunidade", diz o BTG Pactual em relatório no qual recomenda a compra das ações, com preço-alvo em US$ 225, o que representa um potencial de alta de 40% em relação aos preços atuais.
O BTG foi o único banco brasileiro entre os coordenadores do IPO da companhia espacial, que levantou mais de US$ 75 bilhões na Nasdaq.
Qualquer um que queira alcançar a SpaceX estaria uma década atrasado
A vantagem da SpaceX em relação aos concorrentes quando o assunto são os custos só tem avançado nos últimos anos e tende a crescer ainda mais.
"Quando o primeiro Falcon 9 (o principal foguete da empresa) voou, em 2010, o custo de lançamento caiu para US$ 2,7 mil por quilo, 85% abaixo da média histórica do setor. Desde então, essa vantagem apenas aumentou", dizem os analistas.
Leia Também
O principal fator por trás disso foi a capacidade da SpaceX de recuperar e reutilizar de forma rotineira o primeiro estágio do Falcon 9.
Ou seja, ao invés de descartar o propulsor que se solta do foguete na decolagem, a companhia consegue recuperar, recondicionar e reutilizar esse módulo em outros lançamentos, o que diminui consideravelmente os investimentos necessários. É a reciclagem espacial impulsionando a rentabilidade da companhia.
Além disso, o BTG destaca que isso é uma curva de aprendizado, o que significa que a vantagem da companhia em relação à concorrência vem aumentando e deve continuar assim.
"Mesmo que um concorrente desenvolvesse hoje um primeiro estágio reutilizável de forma rotineira, ainda estaria pelo menos uma década atrás da SpaceX em experiência operacional, conhecimento sobre manutenção e recondicionamento, aprendizado com falhas, otimização da cadeia de fornecedores, volume de dados de voo e cadência de lançamentos.
Na avaliação do time de análise o fosso competitivo não é apenas tecnológico, mas fruto da experiência acumulada.
A SpaceX tem uma missão além de ganhar dinheiro
Além de gerar valor aos shareholders, a SpaceX está focada em tornar a vida humana multiplanetária. O BTG Pactual reconhece que isso pode parecer só uma 'balela' de marketing ou até ficção científica. No entanto, ter uma missão gera resultados mensuráveis.
"Uma empresa focada em maximizar a margem do próximo trimestre interromperia os investimentos em reutilização assim que ela se tornasse boa o suficiente. Já uma companhia cuja razão de existir é reduzir o custo de chegar a outro planeta nunca para de investir", dizem os analistas.
É por isso, segundo o banco, que o custo por quilo continua caindo muito depois de qualquer concorrente tradicional considerar a missão cumprida.
Os próximos passos da empresa de Elon Musk
O próximo passo é o Starship, o veículo de nova geração da empresa. Com ele, a SpaceX pretende reduzir em cerca de 99% o custo de acesso à órbita em relação ao padrão histórico da indústria, levando o custo marginal para poucas centenas de dólares por quilo.
"O Starship, em última instância, redefine a resposta para a pergunta: o que vale a pena enviar ao espaço?", afirma o relatório do BTG Pactual.
O banco também destaca que a companhia não pretende usar essa vantagem apenas para se tornar uma prestadora de serviços de lançamento. A ambição é muito maior: criar, possuir e operar os próprios negócios que ainda serão criados viabilizados pelo baixo custo de acesso ao espaço.
"Nesse sentido, os foguetes são um meio, e não um fim. Eles representam a infraestrutura sobre a qual pode ser construído um portfólio de empresas muito maiores e mais valiosas. Tendo lançado mais de 80% de toda a massa colocada em órbita mundial nos últimos anos, não há dúvidas de que a SpaceX detém um quase monopólio tecnológico no acesso ao espaço", ressalta o time de análise.
Mais oportunidades trilionárias?
No modelo do BTG, além da divisão de lançamentos, a empresa está posicionada para capturar duas oportunidades trilionárias construídas sobre esse fosso competitivo.
A primeira é a de conectividade, um negócio já bastante concreto. O Starlink, o serviço de internet via satélite daSpace X, atende mais de 10 milhões de assinantes em mais de 160 países, por meio de uma constelação de cerca de 10 mil satélites — aproximadamente 75% de todos os satélites atualmente em órbita.
A segunda é a inteligência artificial, uma camada de monetização mais recente, mas potencialmente muito maior.
Em março, a companhia encerrou o trimestre com 1 gigawatt (GW) de capacidade computacional terrestre voltada para IA. Além de treinar modelos como Grok e Cursor, essa infraestrutura já está sendo monetizada por meio de contratos com Anthropic e Google, a preços considerados extremamente elevados.
O BTG espera que a SpaceX encerre 2026 com 2 GW de capacidade computacional. No entanto, a maior parte do valor do modelo, que já é conservador em relação à camada de aplicações, está concentrada no potencial dos data centers orbitais.
"À medida que a demanda por capacidade computacional acelera e a infraestrutura terrestre enfrenta limitações crescentes relacionadas à disponibilidade de energia, refrigeração, terrenos e licenciamento, a possibilidade de instalar capacidade computacional, infraestrutura energética e sistemas de comunicação em órbita pode se tornar uma vantagem estratégica relevante", diz o relatório.
Por que a tese da SpaceX é tão rara
De acordo com o banco, existem empresas com fossos competitivos extraordinários, mas normalmente em mercados mais restritos. Também existem empresas expostas a mercados endereçáveis gigantescos, porém com barreiras competitivas menores.
A SpaceX é rara porque reúne os dois atributos: um mercado estruturalmente enorme e aquilo que o BTG considera um dos maiores diferenciais competitivos da indústria moderna.
Quando essas duas características coexistem, a gama de resultados possíveis naturalmente se torna muito ampla.
O banco projeta que a SpaceX alcance US$ 1 trilhão em receita até 2031. Os principais motores dessa estimativa são uma capacidade média instalada de computação de 62 GW em 2031, monetizada a aproximadamente US$ 11 por watt.
Além disso, o Starlink deve atingir 135 milhões de assinantes de banda larga e 832 milhões de assinantes móveis, com receitas médias mensais por usuário (ARPU) de US$ 35 e US$ 16, respectivamente.
PUXOU O FREIO
JP Morgan ‘manda vender’ ação do Banco do Brasil (BBAS3) após rali eleitoral — e elege outro bancão para comprar agora
6 de outubro de 2026 - 14:22OTIMIZANDO ONDE DÁ
Na luta para virar o jogo, Hapvida (HAPV3) fecha acordo bilionário com a Roche. Como a parceria pode ajudar a operadora?
6 de outubro de 2026 - 10:31DESPEDIDA COM DATA MARCADA
Adeus, B3: oferta para tirar Helbor (HBOR3) da bolsa recebe aval da CVM e tem leilão marcado; veja os próximos passos
6 de outubro de 2026 - 9:50VEJA AS FAVORITAS
Após eleições, JP Morgan troca campeãs do Minha Casa, Minha Vida por construtoras de média e alta renda
5 de outubro de 2026 - 18:13COMMODITIES
Petrobras (PETR4) ou Vale (VALE3): qual delas se dá melhor caso Flávio Bolsonaro vença o segundo turno
5 de outubro de 2026 - 17:05MODO RELAX
Da esteira para a massagem: Smart Fit (SMFT3) quer comprar até 20% do Buddha Spa. O que está por trás da estratégia?
5 de outubro de 2026 - 9:00FAVORITA DOS ANALISTAS
Lula ou Flávio Bolsonaro? Veja a ação que pode blindar seus investimentos no segundo turno
5 de outubro de 2026 - 6:03A VACA E O FRANGO
JBS (JBSS32) ou MBRF (MBRF3): qual ação tem mais potencial para 2027? Itaú BBA elege sua favorita
4 de outubro de 2026 - 13:13MERCADOS
A ação que fez Petrobras (PETR4) e Banco do Brasil (BBAS3) comerem poeira e dobrou de preço com trade eleitoral de Flávio Bolsonaro
2 de outubro de 2026 - 19:49DE OLHO NAS RIVAIS
Os planos do novo CEO da B3 (B3SA3) para fortalecer a bolsa de valores diante do avanço da concorrência, segundo o BTG
2 de outubro de 2026 - 17:10A LISTA DE DESPEDIDAS VAI AUMENTAR
Mais um adeus à B3: Claro assume Desktop (DESK3) por R$ 1,75 bilhão e prepara OPA. O que muda para quem tem as ações?
2 de outubro de 2026 - 8:53RENDA EXTRA NA CONTA
Enquanto três gatilhos não fazem preço na CPFL (CPFE3), Itaú BBA defende a compra pelos dividendos
1 de outubro de 2026 - 17:45VIRADA À FRENTE
IRB Brasil (IRBR3): mudança tributária abre caminho para dividendos generosos; JP Morgan turbina preço-alvo para ação
1 de outubro de 2026 - 17:28CASA NOVA?
Tenda (TEND3) ‘pega as chaves’ da Faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida; o que a construtora busca no andar de cima
1 de outubro de 2026 - 14:15O QUE AINDA FALTA?
Queridinha do Barsi, Paranapanema (PMAM3) fecha acordo que acaba com boa parte da dívida bilionária, mas recuperação judicial segue
1 de outubro de 2026 - 13:03FUTURO DA 'FILHA DO DIVÓRCIO'
Todo mundo quer a Farm: ações da Azzas 2154 (AZZA3) lideram as altas no Ibovespa com chuva de propostas no radar
1 de outubro de 2026 - 12:38APOSTAS SAÍRAM DO CARRINHO
Com proibição das bets, duas ações do varejo podem ser as mais beneficiadas, mas Eleven faz alerta para a recuperação do setor
1 de outubro de 2026 - 12:12ROXINHO NÃO VAI ÀS COMPRAS?
Nubank (ROXO34) nega compra bilionária de fintech britânica Monzo após tombo em NY; ações sobem forte no pré-mercado
1 de outubro de 2026 - 9:35PANDA BONDS
A operação bilionária da Vale (VALE3) na China: mineradora conta os planos dessa estreia
30 de setembro de 2026 - 19:53BANCOS