O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Em esclarecimento à CVM, Vale afirma que renúncia de Daniel Stieler foi decisão pessoal e detalha o acordo de confidencialidade de 24 meses

A saída repentina de Daniel Stieler da presidência do conselho da Vale (VALE3) deixou na Comissão de Valores Mobiliários (CVM) a suspeita de um empurrãozinho financeiro para liberar a cadeira antes do prazo. Nesta quinta-feira (9), a mineradora explicou que a engrenagem funcionou ao contrário: não houve pagamento para o executivo abrir espaço.
A empresa negou que tenha ocorrido qualquer tipo de acordo, composição ou indenização financeira que tivesse condicionado a renúncia do executivo.
Segundo a Vale, o desligamento foi fruto de uma decisão estritamente pessoal de Stieler, formalizada por meio de uma carta entregue na última segunda-feira (6).
A resposta da mineradora ocorre após a CVM abrir um processo administrativo preliminar para apurar possíveis irregularidades no caso.
A autarquia começou a investigar o episódio após o jornal Valor Econômico divulgar que havia uma suspeita de que o ex-presidente teria recebido uma compensação financeira especificamente para renunciar ao cargo.
O mandato de Stieler iria originalmente até abril do ano que vem, mas ele vinha sofrendo pressões para deixar a função por parte da Previ. O fundo de pensão é o maior acionista da Vale.
Leia Também
A abertura do processo pela CVM também atendeu ao pedido de um investidor. Esse acionista questiona a legalidade do arranjo financeiro citando o artigo 154 da Lei das Sociedades por Ações (Lei das S.A.).
Esse dispositivo da lei estabelece que os administradores de uma empresa precisam agir sempre no interesse da companhia e proíbe categoricamente a prática de atos de liberalidade — ou seja, concessões de vantagens financeiras sem uma justificativa clara ou benefício correspondente — feitas às custas da empresa.
Para explicar a situação, a Vale confirmou que existe um acordo financeiro com o ex-presidente do colegiado, mas alegou que a ordem dos acontecimentos foi o inverso do que se suspeitava.
De acordo com a mineradora, foi a decisão de Stieler de renunciar que gerou a necessidade de negociar e assinar um documento chamado Contrato de Compensação por Não Competição e Outras Avenças, e não o dinheiro que provocou a sua saída.
A empresa explicou que o contrato foi necessário porque o desligamento do executivo não estava planejado, ocorrendo em um período no qual ele liderava funções ligadas a temas estratégicos importantes que ainda estavam em maturação dentro do grupo.
As cláusulas de não competição servem para proteger o patrimônio de informações de uma empresa. Elas impedem que executivos que tiveram acesso a dados confidenciais e estratégicos passem a trabalhar imediatamente em companhias concorrentes.
No caso de Stieler, o acordo prevê obrigações de não competição, não solicitação, não difamação e total confidencialidade por um prazo de 24 meses.
A Vale reforçou que a sua política tradicional de remuneração do conselho de administração segue totalmente vigente e inalterada.
A quantia prevista no contrato, segundo a mineradora, serve estritamente como uma contrapartida para que o ex-executivo cumpra os compromissos de restrição pelos próximos dois anos, de modo que o valor não se confunde com o salário ou remuneração pelo exercício do cargo em si.
A Vale informou ainda que, para garantir a segurança jurídica e financeira do processo, os valores do contrato foram avaliados por uma empresa internacional independente, especializada em recrutamento de executivos e desenho de remuneração.
A conclusão desse estudo técnico foi de que os parâmetros financeiros adotados estão plenamente alinhados com as práticas comuns do mercado.
Outro ponto que gerou questionamentos no mercado diz respeito à transparência da divulgação da informação.
A Vale explicou à CVM que optou por não emitir um comunicado no formato de fato relevante sobre os termos específicos do contrato por entender que eles não preenchem os requisitos para isso.
Segundo a companhia, as regras e valores acertados não possuem o potencial de influenciar de forma relevante as decisões de investimento dos acionistas ou de provocar alterações significativas na cotação das ações da empresa.
COMMODITIES MISTAS
Conteúdo Empiricus
ANTES DO BALANÇO
FOGUETE NÃO TEM RÉ
FLASHBACKS
PETROLEIRAS
TARIFAÇO DE TRUMP
DISPUTA NA MINERADORA
SEM ANTENAS?
REFORÇO NO BOLSO
MENOS BEBEDEIRA DE JOGO
GANHAR DINHEIRO NÃO É A ÚNICA MISSÃO
GOVERNANÇA
MUDANÇA NO COMANDO
PRÉVIA OPERACIONAL
BIG TECHS
BALANÇO NO RADAR
ADEUS, B3
EM BUSCA DE CAPITAL