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Após tombo de mais de 90% desde o IPO, banco vê espaço adicional de queda mesmo com papel aparentemente “barato” na bolsa; entenda
A trajetória da Oncoclínicas na bolsa tem sido tudo, menos linear. Desde o IPO, em 2021, as ações ONCO3 já perderam mais de 90% do valor. Quase quatro anos e meio depois de estrear a R$ 19,75, os papéis hoje não chegam nem aos R$ 2.
A trajetória já seria suficiente para afastar investidores mais cautelosos. Ainda assim, nos últimos dias, o papel voltou ao centro das atenções — desta vez, por conta de uma volatilidade fora do comum.
Embaladas pela expectativa de uma parceria com Porto (PSSA3) e Fleury (FLRY3), as ações chegaram a saltar quase 60% na segunda-feira (23) — apenas para devolver cerca de 20% no pregão seguinte.
Nesta sessão, o movimento negativo se estende. Por volta das 15h15, os papéis caíam 2,55%, negociados a R$ 1,91. No ano, a perda acumulada já beira os 30%.
Na visão do JP Morgan, o vaivém recente não muda o diagnóstico: as ações ONCO3 ainda não chegaram ao fundo do poço — e ainda há espaço para novas quedas na B3.
Nos últimos dias, a principal narrativa em torno da Oncoclínicas passou a girar em torno de uma potencial parceria com a Porto (PSSA3) e o Fleury (FLRY3).
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Para o mercado, os termos iniciais da proposta têm apelo estratégico: reorganizar o negócio, trazer capital novo e simplificar uma estrutura de balanço hoje pressionada. Você confere aqui todos os detalhes.
Mas o desenho da operação — que, à primeira vista, soa como uma solução — também carrega implicações relevantes para o valor das ações.
A ideia central do negócio é a criação de uma nova empresa, a chamada “NewCo”, que concentraria as clínicas de oncologia do grupo.
A Oncoclínicas entraria com os ativos, enquanto Porto e Fleury aportariam ao menos R$ 500 milhões em capital. A estrutura ainda prevê a emissão de até R$ 500 milhões em debêntures conversíveis em ações.
Até aqui, a lógica parece clara: isolar o “coração” do negócio, atrair sócios estratégicos e destravar valor. O ponto de atenção está no que fica de fora — e em como essa separação redesenha o que, de fato, o acionista de ONCO3 passa a deter.
Pelo modelo em discussão, até R$ 2,5 bilhões em dívidas da Oncoclínicas poderiam ser transferidos para a nova estrutura.
A companhia listada, por sua vez, ficaria com uma participação na NewCo e com os ativos fora do perímetro das clínicas — incluindo hospitais e outros itens considerados não core —, além da parcela de dívida que permanecer no balanço.
Na prática, isso muda a natureza da ação, segundo o JP Morgan. Em vez de representar diretamente o negócio consolidado, ONCO3 passaria a refletir uma combinação de participação indireta na operação de clínicas com um “residual” de ativos e passivos.
Por um lado, há méritos, na visão dos analistas: entrada de capital novo, parceiros estratégicos e uma potencial redução da exposição à alavancagem.
Segundo os analistas, com a operação, a ONCO3 ficaria menos exposta ao excesso de alavancagem atual e mais diretamente ligada ao valor de sua participação remanescente na plataforma de oncologia.
Por outro, há um efeito colateral importante: a diluição econômica e a incerteza sobre quanto valor, de fato, permanece com o acionista da empresa listada.
É nesse ponto que entra a leitura do JP Morgan. Os analistas avaliam que, mesmo que o negócio com Porto e Fleury vá para frente, ainda há potencial de desvalorização (downside) para as ações ONCO3 em relação aos preços atuais.
Segundo os analistas, o valuation da operação depende, principalmente, de dois fatores: o Ebitda da nova empresa e a alocação final das dívidas entre a NewCo e a Oncoclínicas listada.
Nas estimativas do banco, a NewCo poderia gerar cerca de R$ 891 milhões em Ebitda, com múltiplos de valor de firma entre 4 e 8 vezes. Os analistas preveem ainda cerca de R$ 2 bilhões de dívida líquida na nova estrutura e 70% de participação econômica para a Oncoclínicas.
E o que ficaria na atual Oncoclínicas, então? O JP Morgan prevê cerca de R$ 300 milhões em ativos residuais e R$ 700 milhões de dívida líquida remanescente.
O resultado disso, na visão do banco, é um intervalo amplo de valor. As contas apontam para um valor patrimonial implícito entre R$ 692 milhões e R$ 3,2 bilhões.
Mesmo no cenário mais otimista dentro desse intervalo, a leitura é de que o preço atual pode não incorporar totalmente os riscos.
“Continuamos a ver downside em relação aos níveis atuais”, afirmam os analistas, que mantêm recomendação underweight, equivalente à venda, para ONCO3.
Como se não bastasse a complexidade da operação com Porto e Fleury, um novo elemento entrou na equação nesta semana. A Oncoclínicas revelou que um acionista minoritário relevante — o fundo norte-americano MAK Capital Fund — estaria disposto a injetar R$ 500 milhões na companhia.
A proposta, no entanto, vem com uma condição: a destituição de todo o atual conselho de administração, além da eleição de novos membros e de uma nova liderança para o colegiado.
Para o JP Morgan, a proposta da MAK Capital é “mais uma evidência das necessidades de capital de curto prazo da Oncoclínicas, que continuam sendo o ponto central dessa história”.
Ao mesmo tempo, o banco avalia que o interesse do fundo em injetar capital na Oncoclínicas. reforça um ponto importante da tese: os ativos da companhia e sua exposição ao mercado de oncologia continuam sendo vistos como estratégicos.
Para o JP Morgan, apesar das alternativas na mesa, o desfecho mais provável no curto prazo ainda é o avanço da transação com Porto e Fleury, especialmente diante do período de exclusividade nas negociações.
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