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Gigante da tecnologia anunciou corte equivalente a 2,1% da força de trabalho global; divisão de videogames deve passar por nova rodada de demissões ao longo do ano fiscal

A Microsoft iniciou uma nova rodada de demissões e o Xbox está no centro do corte. A gigante da tecnologia anunciou nesta segunda-feira (6) a eliminação de 4.800 postos de trabalho, o equivalente a cerca de 2,1% de sua força de trabalho global. A ação MSFT terminou o dia com queda de 1% em dia de recordes em Wall Street.
Do total, 1.600 desligamentos atingem a divisão de videogames Xbox. E a conta pode aumentar nos próximos meses: a empresa também prevê mais 1.600 cortes ao longo do ano fiscal iniciado na semana passada, dentro de uma reorganização mais ampla para tentar “reiniciar” o negócio de games.
Em memorando interno, a CEO do Xbox, Asha Sharma, fez um diagnóstico duro sobre a situação da divisão. “Nosso negócio hoje não está saudável”, afirmou.
Segundo executiva, o Xbox opera com margens entre três e dez vezes menores do que as de negócios comparáveis de plataforma e publicação.
A reestruturação ocorre em um momento de competição acirrada no mercado de videogames, em que o Xbox disputa espaço com o PlayStation, da Sony, e o Switch, da Nintendo.
Segundo Sharma, a indústria enfrenta uma grave “crise de hardware”, com a disparada dos custos dos componentes dos consoles. O cenário pressiona ainda mais as margens do negócio e aumenta a necessidade de ajustes na operação.
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Além das demissões, a Microsoft também está desmembrando quatro estúdios de desenvolvimento de videogames que haviam sido adquiridos anteriormente pela companhia.
A nova rodada de cortes acontece quase três anos depois de a Microsoft fechar o acordo de US$ 69 bilhões para comprar a Activision Blizzard, dona de franquias como “Call of Duty”.
Na época, a empresa afirmou que a aquisição tinha como objetivo ampliar seu portfólio de desenvolvimento de jogos e impulsionar um serviço de assinatura de streaming em modelo semelhante ao da Netflix.
Mas, diante da nova reestruturação, a estratégia não parece ter sido suficiente para aliviar a pressão sobre o Xbox em meio à concorrência no setor.
Os cortes na divisão Xbox se somam a uma onda mais ampla de demissões na Microsoft. Em publicação em blog, a diretora de pessoal da companhia, Amy Coleman, atribuiu os desligamentos a mudanças não especificadas nas necessidades dos clientes.
A executiva também negou que os cargos estejam sendo eliminados por causa da inteligência artificial (IA).
“Também quero ser direta ao afirmar que os cargos eliminados hoje não estão sendo substituídos por inteligência artificial”, escreveu Coleman.
*Com informações da Associated Press e do Estadão Conteúdo
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