Moura Dubeux (MDNE3) tem menos vendas e VGV bruto dos lançamentos quase 60% menor no 2T26, enquanto volta a gerar caixa
A companhia lançou seis projetos no segundo trimestre de 2026, com VGV bruto de R$ 1,039 bilhão, queda de quase 60% em base anual; veja os detalhes operacionais do trimestre

A Moura Dubeux (MDNE3) desacelerou o ritmo de crescimento no segundo trimestre de 2026. A prévia operacional, divulgada nesta segunda-feira (6), mostra queda nos lançamentos e nas vendas em relação ao mesmo período do ano passado, enquanto a companhia voltou a gerar caixa e expandiu seu landbank (estoque de terrenos).
Segundo o documento, a companhia lançou seis projetos no segundo trimestre deste ano, totalizando um Valor Geral de Vendas (VGV) bruto de R$ 1,039 bilhão e um VGV líquido de R$ 1,012 bilhão. Os montantes representam quedas de 58,1% e 45,7%, respectivamente, em relação ao mesmo período do ano passado.
O primeiro indicador mostra valor total de venda de todos os imóveis de um empreendimento e o segundo a parcela que efetivamente pertence à incorporadora.
Mais destaques da prévia operacional da Moura Dubeux
As vendas líquidas caíram quase 15% ano a ano, para R$ 1,015 bilhão. Entre abril e junho, a velocidade de vendas (VSO) veio 4,5 pontos percentuais (p.p.) abaixo do mesmo intervalo do ano passado, em 51,1%, enquanto os distratos amentaram 0,2 p.p. frente ao segundo trimestre de 2025, a 6,7%.
A Moura Dubeux terminou junho com 60 terrenos, com potencial de desenvolvimento equivalente a R$ 11,8 bilhões em Valor Geral de Vendas (VGV) bruto, acima dos R$ 10,4 bilhões registrados no trimestre anterior e dos R$ 9,5 bilhões de um ano antes.
No trimestre, a companhia também registrou geração de caixa de R$ 28,2 milhões, revertendo a queima de R$ 6,1 milhões observada entre abril e junho de 2025.
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Parte dessa melhora reflete uma operação realizada em março, quando a Moura Dubeux antecipou pela primeira vez R$ 153 milhões em recebíveis relacionados à taxa de comercialização de um terreno, por meio de uma cessão de créditos.
Segundo a companhia, o crédito já estava integralmente constituído, apresentava baixo risco de inadimplência e tinha o próprio terreno como garantia.
O banco de terrenos da Moura Dubeux continuou em expansão no segundo trimestre. Ao fim de junho, a companhia contava com 60 terrenos, com potencial de desenvolvimento equivalente a R$ 11,8 bilhões em VGV bruto, acima dos R$ 10,4 bilhões registrados no trimestre anterior e dos R$ 9,5 bilhões de um ano antes.
Desse total, 63% dos terrenos foram adquiridos por meio de permuta física, 14% por permuta financeira e os 23% restantes via desembolso de caixa.
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