CVM apura suposta compensação a ex-presidente do conselho da Vale (VALE3), diz jornal; ação cai forte após revisão do Morgan Stanley
Segundo o Valor Econômico, a autarquia vai analisar acordo envolvendo Daniel Stieler após sua saída da mineradora; ações da Vale recuam com ruídos de governança e corte na recomendação do banco

A saída de Daniel Stieler do conselho de administração da Vale (VALE3) ganhou um novo capítulo — agora com a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na jogada.
Segundo informou o Valor Econômico nesta quarta-feira (8), a autarquia abriu um processo administrativo para apurar informações divulgadas pelo próprio jornal sobre uma suposta compensação financeira concedida ao ex-presidente do conselho de administração da mineradora.
A investigação foi motivada por um pedido apresentado por um investidor, que questiona a legalidade do acordo com base no artigo 154 da Lei das Sociedades por Ações. O dispositivo determina que os administradores devem atuar no interesse da companhia e veda atos de liberalidade às custas da empresa.
De acordo com o Valor, a CVM deverá analisar se a eventual compensação observou as regras aplicáveis às companhias abertas e os deveres fiduciários dos administradores. A apuração tem como foco um suposto acordo firmado após a saída de Stieler da Vale.
- Leia também: Saída de Stieler da Vale (VALE3) expõe força da Previ; analistas dizem o que muda para as ações e os dividendos
A abertura do processo representa uma fase preliminar de investigação. Nessa etapa, a autarquia reúne informações para avaliar se há necessidade de aprofundar a apuração.
O que está no centro da apuração da CVM
Ainda segundo o Valor, a compensação teria sido estruturada por meio de uma cláusula de não competição.
Leia Também
Esse tipo de instrumento costuma ser usado para impedir que executivos com acesso a informações estratégicas passem a atuar em empresas concorrentes durante determinado período.
No caso de Stieler, o entendimento seria que, após anos à frente do conselho da Vale, o executivo detém conhecimento relevante sobre a companhia.
O Valor informou que não teve acesso aos termos do acordo de rescisão. Procurados pelo jornal, Vale, Stieler, integrantes do conselho e a Previ — entidade que solicitou a renúncia do executivo — não comentaram o caso.
A mineradora também foi procurada pelo Seu Dinheiro e informou que não possui comentários sobre o assunto.
Ações da Vale caem na bolsa
A turbulência em torno da Vale não ficou restrita aos ruídos de governança. Uma revisão mais cautelosa do Morgan Stanley para a mineradora também ajudou a pressionar as ações nesta quarta-feira (8).
O Morgan Stanley rebaixou a recomendação da Vale de overweight (equivalente à compra) para equal-weight (desempenho em linha com o mercado) e reduziu o preço-alvo dos ADRs da mineradora (negociados em Nova York) de US$ 19,50 para US$ 16,50.
Em Nova York, VALE caiu 4,36%, a US$ 14,05. As ações VALE3 negociadas na B3 fecharam o dia com queda de 4,59%, a R$ 72,70. Já o Ibovespa recuou 0,79%, aos 170.653,45 pontos, pressionado pelo aumento das tensões no Oriente Médio.
A redução das estimativas para a Vale acontece diante de um cenário mais difícil para o mercado global de minério de ferro. Segundo o Morgan Stanley, a menor produção mundial de aço, principalmente na China, deve pesar sobre a demanda pela commodity nos próximos anos.
Com as novas projeções, o banco passou a esperar resultados mais fracos para a companhia.
As estimativas para o segundo trimestre de 2026 e para o ano fechado ficaram, respectivamente, 9% e 7% abaixo do consenso de mercado para o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Vale.
No caso do lucro por ação (EPS), as projeções do Morgan Stanley ficaram 13% e 6% abaixo do que o mercado esperava para os mesmos períodos.
Morgan Stanley vê pouco espaço para surpresa positiva
Apesar da visão mais cautelosa para o minério de ferro, o Morgan Stanley afirma que a divisão de metais básicos da Vale, a Vale Base Metals (VBM), continua evoluindo de forma positiva e dentro do esperado.
O problema, na visão do banco, é que essa melhora já parece estar refletida no preço das ações. Em outras palavras, o mercado já teria incorporado boa parte das boas notícias dessa frente.
Segundo o Morgan Stanley, os papéis da Vale são negociados a 4,2 vezes EV/Ebitda, múltiplo que compara o valor da companhia com sua geração de caixa operacional.
Já o preço sobre lucro (P/L), que mostra quanto os investidores pagam por cada real de lucro da empresa, está em 6,6 vezes, com base nas novas estimativas para 2027.
Os números ficam próximos das médias históricas dos últimos dez anos, de 4,1 vezes EV/ Ebitda e 7 vezes P/L, respectivamente. Para o banco, isso indica que as ações não estão exatamente baratas em relação ao próprio histórico.
SEGUNDO O BTG PACTUAL
Grupo Mateus (GMAT3), Vulcabras (VULC3) e outras: por que a economia nem precisa melhorar tanto para estas ações decolarem logo
6 de outubro de 2026 - 16:20O BONDE DOS ESQUECIDOS?
Comeram poeira! Rali dos bancos na B3 deixa estas duas ações para trás — mas JP Morgan vê espaço para uma nova arrancada
6 de outubro de 2026 - 15:32PUXOU O FREIO
JP Morgan ‘manda vender’ ação do Banco do Brasil (BBAS3) após rali eleitoral — e elege outro bancão para comprar agora
6 de outubro de 2026 - 14:22OTIMIZANDO ONDE DÁ
Na luta para virar o jogo, Hapvida (HAPV3) fecha acordo bilionário com a Roche. Como a parceria pode ajudar a operadora?
6 de outubro de 2026 - 10:31DESPEDIDA COM DATA MARCADA
Adeus, B3: oferta para tirar Helbor (HBOR3) da bolsa recebe aval da CVM e tem leilão marcado; veja os próximos passos
6 de outubro de 2026 - 9:50VEJA AS FAVORITAS
Após eleições, JP Morgan troca campeãs do Minha Casa, Minha Vida por construtoras de média e alta renda
5 de outubro de 2026 - 18:13COMMODITIES
Petrobras (PETR4) ou Vale (VALE3): qual delas se dá melhor caso Flávio Bolsonaro vença o segundo turno
5 de outubro de 2026 - 17:05MODO RELAX
Da esteira para a massagem: Smart Fit (SMFT3) quer comprar até 20% do Buddha Spa. O que está por trás da estratégia?
5 de outubro de 2026 - 9:00FAVORITA DOS ANALISTAS
Lula ou Flávio Bolsonaro? Veja a ação que pode blindar seus investimentos no segundo turno
5 de outubro de 2026 - 6:03A VACA E O FRANGO
JBS (JBSS32) ou MBRF (MBRF3): qual ação tem mais potencial para 2027? Itaú BBA elege sua favorita
4 de outubro de 2026 - 13:13MERCADOS
A ação que fez Petrobras (PETR4) e Banco do Brasil (BBAS3) comerem poeira e dobrou de preço com trade eleitoral de Flávio Bolsonaro
2 de outubro de 2026 - 19:49DE OLHO NAS RIVAIS
Os planos do novo CEO da B3 (B3SA3) para fortalecer a bolsa de valores diante do avanço da concorrência, segundo o BTG
2 de outubro de 2026 - 17:10A LISTA DE DESPEDIDAS VAI AUMENTAR
Mais um adeus à B3: Claro assume Desktop (DESK3) por R$ 1,75 bilhão e prepara OPA. O que muda para quem tem as ações?
2 de outubro de 2026 - 8:53RENDA EXTRA NA CONTA
Enquanto três gatilhos não fazem preço na CPFL (CPFE3), Itaú BBA defende a compra pelos dividendos
1 de outubro de 2026 - 17:45VIRADA À FRENTE
IRB Brasil (IRBR3): mudança tributária abre caminho para dividendos generosos; JP Morgan turbina preço-alvo para ação
1 de outubro de 2026 - 17:28CASA NOVA?
Tenda (TEND3) ‘pega as chaves’ da Faixa 4 do Minha Casa, Minha Vida; o que a construtora busca no andar de cima
1 de outubro de 2026 - 14:15O QUE AINDA FALTA?
Queridinha do Barsi, Paranapanema (PMAM3) fecha acordo que acaba com boa parte da dívida bilionária, mas recuperação judicial segue
1 de outubro de 2026 - 13:03FUTURO DA 'FILHA DO DIVÓRCIO'
Todo mundo quer a Farm: ações da Azzas 2154 (AZZA3) lideram as altas no Ibovespa com chuva de propostas no radar
1 de outubro de 2026 - 12:38APOSTAS SAÍRAM DO CARRINHO
Com proibição das bets, duas ações do varejo podem ser as mais beneficiadas, mas Eleven faz alerta para a recuperação do setor
1 de outubro de 2026 - 12:12ROXINHO NÃO VAI ÀS COMPRAS?