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Bia Azevedo

Bia Azevedo

Jornalista pela Universidade de São Paulo (USP). Em 2025, esteve entre os 50 jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já trabalhou como coordenadora e editora de conteúdo das redes sociais do Seu Dinheiro e Money Times. Além disso, é pós-graduada em Comunicação digital e Business intelligence pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

O QUE FAZER COM AS AÇÕES?

Não é hora de colocar a mão no fogo pela Hapvida (HAPV3): por que o Citi ainda não comprou o discurso de virada da empresa

Apesar de sinalizar uma possível virada operacional e reacender o otimismo do mercado, a Hapvida (HAPV3) ainda enfrenta ceticismo do Citi, que reduziu o preço-alvo das ações

Bia Azevedo
Bia Azevedo
25 de março de 2026
16:09 - atualizado às 16:10
Hapvida, operadora de saúde, sendo analisada por um médico
Imagem: IA/ChatGPT

Apesar de a Hapvida (HAPV3) ter animado alguns investidores com uma promessa de virada operacional após dois trimestres seguidos de resultados desastrosos na visão dos analistas, o Citi ainda está esperando para ver. O banco cortou o preço-alvo para os papéis, de R$ 15 para R$ 11 — o que ainda implica em um potencial de valorização de 14% sobre o preço do fechamento da última terça-feira (24).

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Para o time de análise, ainda há muita nebulosidade sobre os recentes problemas de execução da empresa, o que provavelmente deixa os investidores relutantes em conceder o benefício da dúvida. Mesmo assim, as ações da operadora de planos de saúde e dentários sobem 4,58% na nesta quarta-feira (25) por volta das 16h, negociada a R$ 10,04.

No quarto trimestre, a Hapvida registrou lucro líquido ajustado de R$ 180,6 milhões, uma queda de 64,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. No consolidado de 2025, o lucro líquido ajustado soma R$ 1,234 bilhão, um recuo de 32,3% ante 2024. Veja mais detalhes sobre o balanço nesta reportagem do Seu Dinheiro.

Hapvida: ainda não é hora de colocar a mão no fogo?

Para o Citi, apesar de a teleconferência de resultados da companhia ter sinalizado uma abordagem mais “aberta” quanto à racionalização de ativos e de estrutura, além de uma tendência aparentemente melhor para a operação no primeiro trimestre de 2026, ainda há falta de clareza em relação aos próximos passos da operadora de saúde.

“Embora o saldo total de caixa da empresa de R$ 8,1 bilhões (ou R$ 5,6 bilhões excluindo caixa restrito) pareça sólido e relativamente confortável para acomodar cerca de R$ 2,1 bilhões em vencimentos de dívida ao longo de 2026-27, acreditamos que a trajetória recente das margens e do fluxo de caixa livre (FCFE) deve continuar alimentando preocupações com o balanço patrimonial“, observa o Citi.

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Com a incorporação das novas premissas para HAPV3, o banco estima que o FCFE provavelmente ficará abaixo do ponto de equilíbrio de fluxo de caixa em 2026, o que deve elevar a alavancagem para 1,6 vezes na relação entre dívida líquida e Ebitda até o final deste ano.

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“Mais uma vez, estamos reduzindo significativamente as estimativas de lucro para 2026/2027, impactadas por premissas de margem mais fracas e maiores despesas financeiras”, aponta o Citi, que projeta prejuízo de R$ 679 milhões para 2026 e positivo de R$ 495 milhões em 2027 para a Hapvida.

Assim, o banco segue com recomendação neutra, de alto risco, para o papel, devido à baixa visibilidade operacional e às expectativas, pouco ancoradas, com as ações sendo negociadas atualmente a cerca de 7,6 vezes o múltiplo, com rendimento do fluxo de caixa livre de 7% projetado para 2027.

“A avaliação não parece compensar a falta de visibilidade no curto prazo, para o que continua sendo, em nossa visão, uma ‘história de prova'”, destaca o banco no relatório.

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Com informações Money Times

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