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O que pesou sobre os papéis foi a expectativa pelo balanço da companhia referente ao quarto trimestre (4T25), que será apresentado ainda hoje (18), após o fechamento do mercado, e que deve vir com aumento na sinistralidade - de novo

A Hapvida (HAPV3) vem numa maré de azar. Ela chegou a ser uma das ações do Ibovespa que mais caíram no ano passado, depois que um inverno pior trouxe mais resfriados que o esperado para a operadora de planos de saúde e dentários.
A empresa até trocou o seu CEO depois de 24 anos para tentar reconquistar a confiança do mercado. Mas o receio dos acionistas com os resultados e a governança da empresa continuam pairando sobre a ação e, hoje, a empresa volta a amargar quedas na bolsa de valores.
As ações chegaram a recuar quase 6% na primeira hora de negociações nesta quarta-feira (18). Por volta de 15h, HAPV3 tinha queda de 2,55%, a R$ 8,40.
O que pesou sobre os papéis foi a expectativa pelo balanço da companhia referente ao quarto trimestre (4T25), que será apresentado ainda hoje (18), após o fechamento do mercado.
Ontem (17), a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) divulgou os dados financeiros do 4T25 das operadoras de saúde do Brasil e, segundo os analistas, os números reforçaram as perspectivas “mais fracas” para a Hapvida.
Segundo a ANS, o MLR (índice de sinistralidade) da companhia atingiu 71,9% no 4T25, uma alta de 11 pontos percentuais na comparação anual, mas uma queda de 280 pontos-base em relação ao trimestre anterior.
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Os depósitos judiciais aumentaram de 2,3% para 2,5% no trimestre e as provisões subiram de 2,6% para 2,8% na comparação trimestral.
Para os analistas do Itaú BBA, a “prévia” da ANS não é “animadora” para a companhia. “Os dados da ANS indicam desafios operacionais persistentes”, afirmou a equipe liderada por Vinicius Figueiredo, em relatório.
Segundo a equipe, o quadro completo só ficará claro com a divulgação oficial dos resultados. Os analistas do banco também consideram que os sinais sobre recuperação operacional, dinâmica de capital e avaliação da companhia sobre o ambiente competitivo, especialmente no eixo São Paulo, devem ser os pontos de atenção do balanço do Hapvida.
As perspectivas são pessimistas, já que esta não é a primeira vez que um resultado ‘abala a imunidade’ da operadora de planos de saúde e dentários. Ao divulgar o balanço do terceiro trimestre do ano passado, as ações despencaram 42% em um só dia.
Em março de 2023, a companhia se viu em uma situação bem parecida ao cair mais de 30% em um pregão depois de publicar os números referentes ao quarto trimestre de 2022.
Em ambos os casos, o mercado não gostou nada de ver o aumento da sinistralidade, que é o percentual de uso dos serviços prestados pela operadora de saúde versus a receita total recebida, que continua aumentando, segundo a ANS.
Com Money Times
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