O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O cenário não ajudou, com desaceleração do segmento de beleza. A empresa também perdeu mercado com a falta de lançamentos no ano passado e viu o número de consultoras caírem; veja o que esperar para a Natura daqui para a frente

Depois de um ano de muita mudança, a Natura (NATU3) está pronta para virar a página. Em 2025, a fabricante de cosméticos vendeu a Avon Internacional, a divisão na América Central e República Dominicana e a subsidiária na Rússia. Também finalizou a fusão da Natura &Co com a Natura Cosméticos,
culminando no retorno das ações NATU3.
"Concluída a intensa e trabalhosa integração das nossas duas marcas aspiracionais, iniciamos o ano reorganizando a companhia em um modelo operacional único e centrado no cliente", afirmou a empresa.
Nesta manhã, as ações estão em alta de 8,57%. Desde o começo do ano, a alta já é de 25,77%.
A reorganização contou com uma demissão de aproximadamente 1.400 pessoas, equivalente a cerca de 25% do quadro administrativo. A companhia também relançou a marca Avon no Brasil e no México na semana passada, com foco em tecnologia, e deve criar novas fragrâncias e melhorar o nível de serviço.
No entanto, o cenário não ajudou, com desaceleração do segmento de beleza. A empresa também perdeu mercado com a falta de lançamentos no ano passado e viu o número de consultoras caírem. Por isso, ainda não é motivo para cantar vitórias, e o momento continua sendo de cautela.
A companhia de cosméticos deixou o prejuízo para trás, com um lucro líquido das operações continuadas de R$ 186 milhões no quarto trimestre de 2025.
Leia Também
O resultado ainda foi pressionado por uma provisão não recorrente de R$ 434 milhões relacionada a recebíveis da venda da The Body Shop, sem efeito caixa. Excluindo esse impacto, o lucro das operações continuadas teria sido de R$ 620 milhões, avanço anual de R$ 321 milhões.
A receita líquida somou R$ 6,19 bilhões no trimestre, queda de 12,1% na comparação anual, refletindo principalmente a desaceleração no Brasil e os efeitos cambiais e de hiperinflação em mercados da América Hispânica, especialmente a Argentina.
Segundo a companhia, a queda também está ligada à reestruturação operacional e à integração das marcas Natura e Avon em mercados-chave.
“A desaceleração das receitas refletiu principalmente o desempenho mais fraco no Brasil e as instabilidades relacionadas à integração das marcas na Argentina, além de pressões cambiais e do impacto da hiperinflação”, afirmou a Natura, no documento publicado na noite desta segunda-feira (16).
A companhia tinha três desafios estruturais, segundo o BTG Pactual. A alavancagem elevada em um ambiente de juros altos foi parcialmente mitigada pelas vendas da Aesop, The Body Shop e Avon Internacional.
A reestruturação da Avon na América Latina ainda está em andamento nos principais mercados. Além disso, era necessário vender a divisão internacional da marca e conter a queima de caixa.
"Embora a gestão tenha feito um progresso admirável na simplificação da estrutura corporativa, e os resultados operacionais recentes tenham vindo melhores do que o esperado, continuamos monitorando as tendências de recuperação de margem, redução da alavancagem e a retomada das vendas no Brasil e na América Latina Hispânica antes de adotarmos uma postura mais construtiva", disse o banco em relatório.
No Brasil, a receita líquida recuou 4,8% no quarto trimestre, para R$ 3,77 bilhões, impactada pela queda na atividade das consultoras e pelo desempenho mais fraco da marca Avon.
“A ligeira queda da marca Natura reflete principalmente a redução no número e na atividade das consultoras menos produtivas, enquanto a Avon ainda enfrenta pressões enquanto aguarda a tração do relançamento iniciado em março”, disse a companhia.
Em meio a uma reestruturação, a empresa limpou parte do seu quadro de colaboradores, com demissão de 1.400 funcionários.
A Natura no Brasil viu suas receitas caírem 2,2% no trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, com redução no número e na produtividade das consultoras. O número de consultoras caiu 4,9%, com queda de 10,1% nas receitas vindas desse canal.
Com menos lançamentos e problemas no estoque de body splash, a categoria de fragrâncias também teve um desempenho baixo. Já na marca Avon no Brasil, a receita caiu 11,5%.
Por outro lado, canais digitais e varejo no Brasil continuaram crescendo. As vendas digitais avançaram 24,5% no trimestre, impulsionadas por iniciativas como live commerce e pela digitalização da base de consultoras.
Mesmo com a pressão no topo da linha, a rentabilidade apresentou melhora. O Ebitda recorrente atingiu R$ 978 milhões, avanço de 57,2% na comparação anual, com margem de 15,8%, expansão de cerca de 7 pontos percentuais.
A companhia atribui o ganho de rentabilidade principalmente a eficiências operacionais e redução de despesas com a integração entre Natura e Avon.
Também houve melhora na estrutura de custos. As despesas com vendas caíram 20,5% no trimestre, refletindo a queda da receita e otimizações comerciais, enquanto as despesas gerais e administrativas recuaram 20%, beneficiadas por eficiências da integração das operações e pela redução das despesas corporativas da antiga holding.
Ao final de dezembro, a dívida líquida da companhia era de R$ 3,5 bilhões, queda de R$ 567 milhões em relação ao trimestre anterior, impulsionada pela geração de caixa sazonal típica do final do ano.
Com isso, a alavancagem caiu para 1,57 vez dívida líquida/EBITDA, ou 1,31 vez ao excluir efeitos não recorrentes, dentro da faixa considerada ideal pela companhia.
Com Money Times
DINHEIRO PARA O ACIONISTA
QUEM LEVA A MELHOR?
QUEM AGUENTA O TRANCO?
MENOR E MAIS EFICIENTE
A ‘JOIA’ DA COSAN
FATIOU A EMPRESA
TRANSFORMANDO TERRA EM CAIXA
NOVO REVÉS
REESTRUTURAÇÃO
ALÔ, ACIONISTA
COPO MEIO CHEIO OU MEIO VAZIO?
DESCONTO EXCESSIVO?
DESTAQUES DA BOLSA
MAIS DINHEIRO NO BOLSO
LOGO APÓS IPO GIGANTE
NOVA INTERESSADA
ENTREVISTA EXCLUSIVA
PROVENTOS PARA O ACIONISTA
MUDANÇA DE VISÃO
Copa online