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A CSN poderá arrecadar mais de R$ 10 bilhões com a venda de sua unidade de cimento, que também é garantia de um empréstimo feito com bancos

A principal venda para aliviar a situação da CSN (CSNA3) já está a todo vapor. A companhia siderúrgica deverá começar a receber propostas vinculantes para sua unidade de cimento em poucas semanas, disse o diretor financeiro da empresa à Reuters nesta terça-feira (14).
“A fase vinculante deve começar em pouco mais de um mês. Logo após o recebimento das propostas não vinculantes e definição das instituições que passarão para próxima fase”, disse o diretor financeiro Marco Rabello, em resposta por escrito à agência, sem divulgar preços ou os nomes dos potenciais compradores.
A fase vinculante em processos de vendas e aquisições é o estágio final. Interessados, já pré-selecionados, apresentam propostas firmes, obrigando-se a cumprir os termos oferecidos, incluindo o preço.
A CSN poderá arrecadar mais de R$ 10 bilhões com a venda de sua unidade de cimento. Essa venda é essencial para a liquidez da empresa. A unidade também é garantia de um empréstimo-ponte de até R$ 7,43 bilhões com um sindicato de bancos para melhorar o perfil das suas obrigações de curto e médio prazos.
As negociações, segundo as fontes, envolvem participantes locais e internacionais, incluindo a Votorantim e a J&F, que também controla a empresa de processamento de carne JBS, bem como as empresas chinesas Anhui Conch Cement, Huaxin Cement, que adquiriu uma empresa brasileira em 2024; e Sinoma International.
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O interesse desses grupos chineses foi noticiado mais cedo pelo jornal Valor Econômico e confirmado de forma independente pela Reuters. A Votorantim e a J&F se recusaram a comentar. A Anhui Conch, a Huaxin e a Sinoma não responderam aos pedidos de comentários da Reuters.
A Votorantim, maior fabricante de cimento do Brasil, poderia fazer uma oferta pela fabricante de cimento sozinha ou com um parceiro, caso decida prosseguir com a aquisição, segundo uma das fontes ouvidas pela Reuters. Já a J&F estaria discutindo uma possível oferta de R$ 10 bilhões pelo ativo.
Como parte de seus esforços para reduzir a dívida, a CSN está se desfazendo de certos ativos.
Rabello também disse à Reuters nesta terça-feira que o fechamento e o desembolso dos fundos relacionados à venda da unidade de cimento poderiam ser concluídos até o final do ano, embora a transação ainda esteja sujeita à aprovação do Cade, e o cronograma possa variar dependendo do comprador.
Mais cedo deste ano, Rabello afirmou que a CSN contratou o Morgan Stanley para assessorá-la na venda do controle da CSN Cimentos e incumbiu o Bradesco e o Citibank de assessorá-la no processo envolvendo seus ativos de logística.
Com Money Times e Reuters
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