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Ainda não é possível saber qual o tamanho do impacto do Imposto Seletivo sobre cervejas, que ainda não foi regulamentado; efeito sobre a Ambev deve ser neutro
As cervejarias brasileiras serão puxadas para todos os lados neste ano. Copa do Mundo e eleições presidenciais podem aumentar o consumo, mas a indefinição sobre a tarifa do Imposto Seletivo sobre as bebidas alcóolicas afeta o planejamento das companhias. Assim, o cenário dessas empresas fica nebuloso neste ano.
Das três maiores fabricantes de cerveja do país, Ambev, Heineken e Petrópolis, apenas a primeira é negociada na bolsa de valores, sob o código ABEV3.
Por um lado, há mais feriados e houve um verão mais quente, para compensar o inverno prolongado do ano passado, o que aumenta as oportunidades de consumo.
A Copa do Mundo também pode impulsionar bares e restaurantes durante os dias do jogo — e dar uma ajudinha extra às receitas das fabricantes de cerveja.
Com a isenção do Imposto de Renda até R$ 5 mil, o orçamento disponível para gastos extras também deve aumentar.
No entanto, a precificação, diz o banco BTG Pactual, também será uma variável muito importante do ano. Em 2025, Heineken e Ambev ajustaram os seus preços no Brasil, o que causou uma queda na demanda maior que o previsto.
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"A forte reação de queda no volume no ano passado após os aumentos de preço sugeriu que a capacidade das cervejarias de repassar novos reajustes pode ser mais limitada do que se imaginava”, disse o banco em relatório.
Há mais uma variável que irá afetar as empresas. O problema é que ainda não é possível saber qual o tamanho do impacto.
Por causa da Reforma Tributária, a partir do ano que vem o PIS/Cofins serão extintos, substituídos pela Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), de competência federal. Haverá redução gradual do ICMS (estadual) e ISS (municipal), sucedidos pelo Imposto sobre Bens e Serviços (IBS).
Mas, para as fabricantes de cerveja, a principal mudança vem do Imposto Seletivo (IS) federal, cobrado de cigarros, bebidas alcoólicas, veículos poluentes e outros.
O problema é que a regulamentação desse imposto ainda não foi proposta pelo governo, muito menos chegou ao Congresso para votação.
Segundo o BTG Pactual, é esperado que a taxa seja híbrida, com um cálculo que combina o preço da bebida e a porcentagem de álcool presente. Essa definição deve sair apenas na segunda metade deste ano, com implementação já em 2027.
“A definição da alíquota do imposto seletivo é fundamental para dar previsibilidade ao setor. Não se trata somente de discutir a carga tributária, mas principalmente de ter clareza sobre o quanto será pago para viabilizar o planejamento de 2026”, diz Márcio Maciel, presidente-executivo do Sindicato Nacional da Indústria da Cerveja (Sindicerv).
“A indefinição afeta decisões de investimento, produção e inovação em toda a cadeia, com impacto tanto para grandes empresas quanto para pequenos produtores.”
Apesar da indefinição, o impacto não deve ser tão grande para as grandes cervejarias. Para a Ambev, o imposto sobre sua receita foi de 43,8% nos últimos 10 anos, sendo de 42% em 2024 e 2025.
A taxa de Imposto sobre Valor Agregado (IVA, ou a união do CBS e IBS) base será de 26,5%. Se o imposto seletivo foi de 15% sobre as cervejas, o impacto deve ser relativamente neutro para a Ambev, calcula o BTG, já que a taxa somada seria de 41,5%, próxima do que ela já vem pagando nos últimos anos.
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